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Pessoas que falam mal querem proteger-se das críticas dos outros
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A necessidade de olhar para a vida do outro, de a compararmos com a nossa, é um processo natural no ser humano, na medida em que aprendemos uns com os outros, que nos imitamos uns aos outros, que ambicionamos ter o que os demais têm de melhor e daí por diante.
 
No entanto, há quem ultrapasse esse “limite” e canalize a sua atenção quase exclusivamente para a vida alheia. Seja no campo ou na cidade, nos locais onde existem pessoas, há forçosamente quem se dedique a falar mal dos outros.
 
Para além da curiosidade em saber mais, que justifica as tradicionais perguntas “quem é e o que faz?”, rapidamente se passa para a crítica gratuita que muito se afasta daquilo que se considera razoável, pois em muitos casos, geram-se conflitos enormes, produzem-se mentiras e geram-se situações de violência resultantes de mal entendidos.
 
Normalmente as pessoas que se dedicam a essa crítica feroz, são insatisfeitas com a sua vida, não aceitam algo que as envergonha do seu passado, fazem parte de famílias disfuncionais ou apresentam algum tipo de patologia resultante precisamente de um período de vida mal vivido e de traumas daí resultantes.
 
Por norma, as pessoas que se ocupam tanto com a vida alheia que não sabem onde é que estão os seus limites, escondem algo que não querem que os outros saibam, razão pela qual adotam um estilo invasivo na vida dos outros. Dessa forma, acabam por ser líderes de opinião, informantes privilegiados e, raras vezes são confrontados com os seus “buracos negros”, já que assumem uma postura distante de si mesmas e focada nos demais.
 
Qualquer um de nós identifica facilmente alguém que estando de janela aberta ou fechada, se dedica a comentar e a saber mais sobre a vida alheia, mesmo nesta sociedade que parece não ter tempo para nada isso acontece. Está enraizada essa necessidade de se esconderem por detrás da crítica ao outro. Se repararmos, um fofoqueiro pouco ou nada fala da sua vida e, quando o faz, normalmente é sempre para exibir os seus sucessos, mesmo que nunca os tenha alcançado! São pessoas que mentem com muita facilidade e cujo cérebro já se habituou a esse estilo de vida. É tão viciante como uma droga. Mal exista alguém que receba essa informação, o fofoqueiro vai logo buscar uma chamada de atenção para manter uma conversa. Quantos mais problemas essa pessoa tem, mais fofoqueira se torna porque sente essa necessidade de se proteger e de esconder o que se passa, mas muitas vezes não se apercebe de que os outros a estão a desmascarar, pois basta saber algo sobre a sua vida para perceber que está a falar mal para se esconder.
 
Se o leitor já reparou, uma pessoa que não se aceita tal como é, facilmente comenta o mesmo aspeto na vida de alguém, sem mostrar que se trata de um problema seu, por isso, se quer saber mais sobre um fofoqueiro, analise aquilo que ele lhe diz, já que lá estão contidas informações preciosas sobre as suas frustrações.
 
Depois, temos um grande exemplo de como as fofocas se modernizaram: as redes sociais. Se reparar, diz-se nas redes sociais o mesmo que se dizia na mesa de café, simplesmente muita gente se esqueceu que se trata de uma rede social e, como o próprio nome indica, é uma ligação entre muitas pessoas o que pode aumentar a dimensão dos conflitos e as suas consequências. Acredito que, mais cedo ou mais tarde, vão existir regras mais apertadas para as publicações na rede. Dessa forma passaremos do mero exibicionismo de quem quer acreditar naquilo que não é e, por isso faz determinadas publicações, para um maior cuidado nos comentários e nas publicações. Que cada um assuma a imagem que quer, é um direito dentro e fora das redes, agora ninguém tem o direito de apontar o dedo ao outro que só está a fazer uso da sua liberdade seja em que local for.
 
Desde que cumpramos as leis e as normas da nossa sociedade, podemos pensar no que quisermos, mas não podemos dizer tudo acerca de outra pessoa, pois algo que seja ofensivo pode ser punido por lei, o mesmo se aplica à vida física ou virtual.
 
Temos liberdade de pensamento, sentido crítico, diferenças entre humanos, desde o vestir, a orientação sexual, a cultura, etc,. mas desde que esteja em conformidade com a lei (e para isso existem as autoridades para punir), ninguém tem o direito de ofender quem quer que seja. Depois, é bom ter em atenção que, quem conta um conto acrescenta um ponto e, muitas vezes estamos a reproduzir histórias infundadas e difamatórias em relação aos outros.
 
Fátima Fernandes
 
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