Dicas

Pessoas que reclamam por tudo e por nada

Foto - Depositphotos  
Há pessoas que mal se levantam da cama e, a primeira coisa que fazem é reclamar. A ciência explica porquê.

PUB

Os cientistas afirmam que as pessoas que reclamam por tudo e por nada sofrem frequentemente de um hábito enraizado de negatividade, ansiedade ou de uma necessidade profunda de validação emocional. Em vez de procurarem soluções práticas, usam a queixa constante como um mecanismo de defesa para lidar com frustrações diárias ou captar a atenção dos outros.

Na base dessas reclamações estão estes pontos:

Mecanismo de defesa: Tentam desviar a culpa e proteger a própria autoestima perante as dificuldades.

Chamar a atenção: Precisam que alguém valide o que sentem e lhes dê apoio emocional.

Hábito cerebral: O cérebro foca-se naturalmente no que corre mal, criando um ciclo vicioso de pessimismo.

A ciência destaca que estes perfis de personalidade tendem a ter poucos amigos e/ou pessoas por perto, na medida em que o hábito de reclamar por tudo e por nada acaba por sufocar aqueles com quem convivem.

Quem convive com “reclamões” queixa-se destes aspetos:

Desgaste de energia: Quem ouve queixas constantes absorve o stresse alheio.

Afastamento social: O comportamento negativo afasta amigos, familiares e colegas de trabalho.

Os cientistas afirmam que a melhor forma de nos protegermos deste tipo de pessoas é, em primeiro lugar, tentar alertá-las para o seu comportamento negativo e sugerir ajuda especializada para que consigam ultrapassar essa condição.

Contudo, bem sabemos que, em muitos casos, por muito boa vontade que tenhamos, estas pessoas vão acabar por nada fazer e tentar manter tudo na mesma. Nesse caso, mantenha a distância, evite contactos muito regulares, uma vez que as emoções são contagiosas e, em pouco tempo, estará a repetir o mesmo padrão ou a ficar demasiado desgastado na presença dessas pessoas.

Também é recomendado que não alimente a reclamação, já que, ao ouvir e suportar, tenderá a facilitar a sua continuidade, ao mesmo tempo em que acabará por fazer o mesmo, uma vez que “entra na mesma sintonia”. O silêncio é sempre a melhor forma de não absorver o que o outro lamenta e um passo para desligar-se e pensar noutro assunto que não aquele produto da reclamação.

É ainda importante perguntar a estas pessoas se precisam de ajuda ou se estão simplesmente a desabafar. Mas, em qualquer dos casos, devemos propor uma alternativa e não permitir que o assunto persista sempre no mesmo registo. O segredo é mudar de assunto e desviar a atenção para outro tema, por muito banal que seja.

No que se refere ao hábito cerebral envolvido neste tipo de comportamento, é essencial reter que efetivamente não é fácil mudá-lo. No entanto, essa modificação requer treino diário, uma tentativa constante de mudar o pensamento e, acima de tudo, a pessoa deve procurar compreender o que está por trás desse hábito de reclamar, pois só assim o conseguirá modificar, recomendam os cientistas.

Tomar consciência do que fazemos funciona como um alerta e é o primeiro passo para alterar algo nos nossos comportamentos, mas o ponto de partida tem de ser sempre o pensamento, completam.