Os especialistas na área da psicologia destacam a importância de não entrarmos nos jogos emocionais dessas pessoas e, para isso, é valioso seguir estas estratégias:
• Defina limites claros e assertivos: Comunique com firmeza o que é ou não aceitável, sem precisar de se justificar excessivamente. Dizer "não" é uma ferramenta de defesa.
• Reduza os pontos de contacto: Limite a interação ao estritamente necessário (seja no trabalho ou na família), evitando conversas paralelas, almoços, cafés ou partilha de detalhes da sua vida pessoal.
• Adote a discrição: Não alimente fofocas nem partilhe vulnerabilidades, planos ou aspetos da sua vida nas redes sociais ou com quem faz uso da informação a que tem acesso para tirar partido pessoal, seja através da chantagem ou qualquer tipo de manipulação.
• Pratique a "distância emocional" (impermeabilidade): Não leve os ataques a peito. Lembre-se de que a toxicidade do outro reflete limitações e frustrações, e não o seu valor. Pode visualizar uma barreira invisível ou uma "quarta parede" que o separa daquela energia.
• Não tente mudar ou "desintoxicar" a pessoa: Aceite que não tem controlo sobre o comportamento dos outros, apenas sobre a sua reação a ele. Tentar mudar alguém tóxico só serve para nos consumir energia.
• Evite responder na mesma moeda, uma vez que isso gera desgaste e alimenta o ciclo de conflito. Prefira o silêncio, a resposta formal e objetiva, ou ignore provocações menores.
• Reforce o autocuidado e o apoio externo: Recarregue energias fora desse ambiente (através da prática regular de exercício físico, hobbies, ou conversas com amigos de confiança e familiares saudáveis). Se a situação for insustentável e afetar o seu bem-estar físico ou psicológico, avalie seriamente a possibilidade de afastar-se ou mudar de emprego/espaço.
Segundo a Clínica de Psicologia Harmonia, «o ideal seria que nos afastássemos de pessoas tóxicas dado o elevado impacto destrutivo na nossa saúde física e mental, no entanto, nem sempre é possível manter uma boa distância, uma vez que este tipo de perfil existe em todo o lado. Nesse caso, torna-se essencial proteger-nos e tomarmos consciência daquilo que mais nos afeta».
Ao detetarmos quais são os nossos pontos fracos, mais facilmente conseguiremos proteger-nos de modo a evitar os danos dos outros no nosso quotidiano.
Praticar técnicas de autocuidado, autocompaixão e autoconhecimento constitui uma forma de nos fortalecermos e de impedirmos que estas pessoas nos desgastem.
Segundo o Algarve Primeiro apurou em vários apontamentos sobre o assunto, o desapego é uma “arma” importante quando se trata de proteção, porque evitamos interpretar “os ataques” dessas pessoas mal-intencionadas. Ao minimizarmos a importância do que fazem e dizem, estamos a colocar-nos na direção oposta à energia destrutiva e a reservar mais tempo de qualidade para nós próprios e para cultivar relações saudáveis.
Para isso, devemos reduzir ao mínimo o tempo de convivência com pessoas tóxicas, falar de futilidades e temas pouco interessantes e não entrar nos jogos emocionais que são uma prática muito comum deste tipo de personalidades.
Também ajuda colocar um travão em determinadas conversas quando percebemos que estão a ser excessivas e, aí, a assertividade é um ponto a favor. Mostrar que o assunto não nos interessa e desviar a conversa ou dizer que está na hora de sair do local são excelentes estratégias de proteção a par da consciência da importância daquela pessoa para nós e do mal-estar que nos provoca.
Não ter medo deste tipo de pessoas também é um alicerce essencial para nos protegermos, tal como desabafarmos com alguém da nossa confiança acerca daquilo que estamos a sentir com a convivência tóxica. É ainda crucial que não deixemos arrastar esses pensamentos e sentimentos negativos por muito tempo. Distrair-se com pessoas e situações agradáveis ajuda a construir a distância emocional e o desapego face ao assunto.
Não nos podemos esquecer de que as pessoas tóxicas “contaminam” ambientes e que basta existir um comportamento desses na família, no trabalho ou num qualquer grupo de pertença para que as relações sejam prejudicadas.
A base de qualquer relação humana é o respeito. Procure quem o respeita e tente devolver esse respeito mesmo que não goste de algumas atitudes, mas decida quanto tempo está disposto a dedicar a pessoas tóxicas para evitar ficar preso nas suas artes de manipulação.