A PAS insiste em comunicado que a construção da central de dessalinização terá elevados custos para todo o ecossistema marinho, incluindo a degradação de habitats e a perda de biodiversidade, que «acabará por afetar diferentes atividades económicas da região, nomeadamente as ligadas ao turismo e à pesca». Adianta que a «produção anual de cerca de 6% do volume de água consumida na região» não justifica o investimento, tendo em conta o impacto associado numa zona privilegiada da costa algarvia.
Sublinha ainda que a iniciativa judicial que suspende de forma imediata as obras da dessalinizadora, «surge no mesmo momento em que o Governo anuncia o levantamento das restrições ao licenciamento de novos furos, apesar de continuarem a existir aquíferos em situação crítica, segundo dados oficiais do SNIRH», decisão que para a PAS levanta sérias dúvidas sobre os critérios técnicos utilizados e sobre a coerência das medidas adotadas.