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Pontos que os parceiros devem ter definidos antes de casar
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O casamento é um compromisso entre dois adultos e que requer um projeto de vida em comum.
 
Para que ambos possam desfrutar da vida a dois em pleno, torna-se essencial que alguns pontos fiquem definidos no namoro; no tempo em que ambos estão muito tempo juntos para poderem construir os seus planos e vislumbrar o quotidiano quando dividirem a mesma casa, as despesas, a privacidade e uma maior intimidade.
 
Segundo os especialistas, há pontos que os parceiros devem ter definidos antes de assumir esse novo e grande passo, entre eles, a individualidade de cada um. Cada pessoa é igual a si mesma e, por muito que faça cedências para se entender com outra, terá de fazer permanecer sempre a sua “margem de conforto e de liberdade” para que se sinta bem na relação. Os planos são em comum, mas “partilhados por duas pessoas distintas”, reforçam os entendidos nesta matéria.
 
Depois, um aspeto não menos importante é cada um dos parceiros saber gerir o distanciamento face à sua família originária. Não é suposto que, após o casamento, os pais de cada um se assumam como os confidentes do casal, muito menos que sejam o refúgio para “os momentos menos positivos”. O casal tem de aprender a se entender, a resolver os seus problemas, a criar soluções e a pedir ajuda quando ambos assim o decidem. Este ponto deve igualmente ficar estabelecido no namoro, sendo que é muito fácil perceber quando “ele” ou “ela” tem uma relação de dependência com os pais, pelo que é melhor colocar logo algumas regras neste ponto. O casal tem de se assumir como adulto, maduro e responsável e perceber que vai aprender em conjunto o que é a vida a dois. Manter essa distância com os pais torna-se fundamental para essa construção e união.
 
No namoro percebe-se  logo se existe algum tipo de violência que, de forma alguma pode ser aceite por ambas as partes. Percebe-se também como é que ambos resolvem os seus problemas e sabe-se de antemão que, se algo está mal nessa fase, não irá melhorar após o casamento, muito pelo contrário. Neste sentido, se ele ou ela são agressivos, a relação não deve evoluir sequer. Esta agressão manifesta-se de várias formas, pelo que devemos ser capazes de ver “de fora” para sabermos muito bem aquilo que se está a passar. O namoro também é um bom momento para conhecer os vícios do outro, os comportamentos e as reações mediante determinadas situações. É importante que ambos sejam críticos para rejeitarem aquilo que não se enquadra nos seus valores. Ninguém muda depois do casamento, apenas os problemas aumentam e o casal está sob o mesmo teto, por isso, temos de “escolher” uma pessoa que nos ofereça segurança, conforto, compreensão e bem-estar.
 
O plano financeiro é igualmente muito importante desde os primeiros tempos da vida a dois e deve ser ponderado antes de arriscar esse passo. O casal precisa de saber aquilo com que pode contar. Ambos têm de ter consciência das despesas, dos ganhos e da melhor forma de gerir o dinheiro. Podem optar por juntar tudo numa conta e gerir a meias ou confiar naquele que é melhor gestor no seio do casal. De qualquer das formas, ambos precisam de saber os gastos, as poupanças, os inesperados e daí por diante. O ideal é que ambos conversem acerca do dinheiro que ganham, o que podem gastar e qual a melhor forma de o conseguir, sem esquecer que a poupança deve sempre estar no horizonte para alguma eventualidade.
 
No namoro, os casais devem aproveitar para se acertar o mais possível no respeito, nas diferenças e na cumplicidade. Outro ponto importante são os valores. Duas pessoas com valores opostos vão ter muita dificuldade em manter uma relação. O mesmo se passa com a religião. Este tema deve ser abordado frontalmente, uma vez que, duas pessoas com credos diferentes vão precisar de um entendimento suplementar, pois não é fácil por exemplo um crente estar com um ateu. As pessoas têm de aprender a respeitar-se mutuamente e a perceber que, cada um tem o direito de acreditar no que quiser, mas que isso pode afetar a qualidade de vida quando ambos não se respeitam ou não estão de acordo. Esta regra é a base para tudo, razão pela qual é importante que o casal se conheça muito bem antes de ir para o altar. Conversar abertamente sobre todos os assuntos, perceber onde é que estão os pontos em comum e as diferenças, são tópicos essenciais para qualquer preparação para o matrimónio. Ser o mais honesto possível e compreender que o casamento é uma decisão séria que, “não sendo para a vida”, acarreta vários custos, sobretudo emocionais, é a melhor forma de pensar neste ato de responsabilidade pessoal, cujas consequências são para ambos.
 
A decisão de ter ou não filhos também deve ser colocada logo no namoro para evitar problemas mais tarde. É verdade que ocorrem sempre imprevistos, mas num tempo em que o casamento é uma escolha e uma decisão pessoal, faz sentido que se pense o mais possível nas suas consequências negativas e positivas. É uma prova de interesse e de amor querer saber mais sobre o outro e mostrar-se também a quem ama, por isso, aproveite ao máximo o tempo em que estão juntos, diversifiquem as atividades, os assuntos, os centros de interesse para que se possam conhecer melhor, pois manter uma relação é o que todos desejam quando assumem esta decisão, tornar esse desejo em realidade requer talento, sinceridade, compreensão e curiosidade para saber mais acerca de si mesmo e do outro.
 
Fátima Fernandes
 
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