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“Por detrás de uma pessoa que fere há sempre uma pessoa ferida”
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Este é um dos muitos pensamentos do psiquiatra brasileiro Augusto Cury que, na sua vasta obra publicada em todo o mundo, pretende mostrar a importância de nos conhecermos melhor a nós próprios para melhor nos podermos relacionar com os outros.
 
Segundo este especialista e investigador do pensamento, primeiro temos de ir ao fundo de nós próprios, compreender a razão pela qual agimos de determinada forma, para depois podermos libertar as nossas emoções, sermos mais felizes e livres. Neste sentido, Cury assume que, tal como “Por detrás de uma pessoa que fere há sempre uma pessoa ferida”, também  “Ninguém agride os outros sem primeiro se auto-agredir. Ninguém faz os outros infelizes, se primeiro não for infeliz”.
 
Partindo deste pressuposto, quanto mais aceitarmos os nossos pensamentos e percebermos que temos sempre a ultima palavra sobre as nossas escolhas, melhor nos posicionaremos no mundo e nas nossas relações, já que seremos capazes de nos colocar no lugar dos outros, gerir as nossas emoções, pensar antes de agir e de reagir e cultivar relações mais saudáveis porque nos sentimos melhor connosco próprios.
 
Augusto Cury vai mais longe e defende que ninguém muda o outro e, em muitos casos, ainda o torna pior pessoa do que já era. Simplesmente temos capacidade de nos mudar a nós mesmos, mas para isso precisamos de saber aquilo que queremos melhorar. A arte de aprender a duvidar dos nossos pensamentos, de os criticar, vai produzir determinação para nos mudarmos, para encontrarmos pensamentos mais adequados a cada situação. Neste contexto, em vez de descarregarmos sobre os outros as nossas feridas e mágoas, devemos procurar entender a razão pela qual sentimos essa necessidade, qual a causa que está na base desse pensamento e procurar um pensamento mais ajustado àquela ocasião. De certa forma, o que este psiquiatra nos diz é que devemos aprender a pensar antes de reagir, bem como analisar os nossos pensamentos, uma vez que, nem tudo aquilo que pensamos faz sentido na situação que estamos a viver, razão pela qual, devemos parar, reservar um tempo de silêncio antes de reagir por impulso e dizer ou fazer aquilo de que nos possamos vir a arrepender uns minutos mais tarde.
 
Se pensarmos nas causas da nossa dor, certamente que vamos perceber que a mesma está associada a alguma memória negativa que já tenhamos vivido com essa pessoa ou com outra, razão pela qual não devemos “disparar” em todas as direções quando nos confrontamos com esse registo. Devemos sim pensar e procurar uma alternativa mais criativa. Depois, quando estivermos sozinhos, devemos reservar um tempo para nós próprios, pensar e escrever para tentarmos perceber o que nos aconteceu. Certamente que vamos encontrar dentro de nós a razão pela qual queríamos “explodir” num determinado momento perante uma situação negativa semelhante a algo que já vivenciamos. É a paragem para pensar que nos impede de cometer injustiças, atos irrefletidos e dizer aquilo que muitas vezes não queremos e não percebemos a razão de existir. Cury recorda que a nossa memoria RAM – Registo Automático da Memória, como o próprio nome indica, regista tudo aquilo que vivemos e, numa qualquer situação semelhante, dispara o gatilho da memória, abre-se uma janela com esse registo, o que acaba por nos impedir de pensar numa alternativa durante alguns momentos. Sabendo deste funcionamento do nosso cérebro, aprendemos a parar, a pensar e a procurar uma alternativa àquele pensamento negativo, mas é importante que, quando estivermos sozinhos, vamos ao fundo de nós mesmos para tentar compreender aquilo que nos aconteceu, pois só assim podemos ressignificar esse conteúdo. A isto chama-se ser autor da própria história. Em vez de fazer exatamente aquilo que a memória nos sugeria, paramos, pensamos e procuramos um comportamento mais ajustado à ocasião.
 
No que se refere às mágoas que guardamos dentro de nós, Cury reforça que, “nenhuma pessoa ferida se cura projetando a sua dor nos outros, e muito menos nas pessoas que ama”. No entanto, “é possível que já tenhamos passado por essa situação, mesmo sem querer ou sem perceber”.
 
“É muito triste sentir-se mal consigo mesmo”, anota o mesmo autor sustentando que, “é triste ter a consciência de que, como um mecanismo de defesa, estamos nos protegendo ao utilizar um instrumento perverso: aumentar a tensão nas relações com os outros. Projetamos contra elas a frustração e a dor que sentimos por dentro porque intuímos que, aconteça o que acontecer connosco, elas vão nos perdoar”.
 
No entanto, nem sempre é assim. Se pensarmos que um dia a pessoa se pode cansar de perdoar e de tolerar tudo, percebemos que vamos mesmo ter de aprender a mudar e a ter mais controle sobre nós próprios e, para isso, é preciso identificar aquilo que nos magoa. É preciso assumir o que está errado e, quando não o conseguimos fazer sozinhos, temos de pedir ajuda especializada, aventa o mesmo psiquiatra.
 
Fátima Fernandes
 
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