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Porque há pessoas que não gostam de nós?

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É tão natural que existam pessoas que gostam de nós como outras que não gostam, pelo que a ciência apresenta as causas mais comuns.

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É um facto que conhecemos pessoas com quem facilmente estabelecemos uma relação fluida e que nos fazem bem, tal como existem muitas outras que contrariam esta condição. E, segundo a ciência, temos de aprender a lidar com isso da melhor forma possível, sabendo que não é uma tarefa fácil.

As causas mais comuns para que nos aproximemos mais ou menos de alguém dividem-se essencialmente entre mal-entendidos de comunicação, falta de afinidades, inseguranças da outra pessoa ou traços de comportamento que podem ser desajustados.

Entre os motivos mais comuns destacam-se:

• Diferenças de personalidade: Pessoas diferentes têm valores e gostos distintos.

• Falta de afinidade: Nem sempre há uma conexão natural entre duas pessoas.

• Comportamentos inadequados: Atitudes como o egoísmo ou a negatividade podem causar afastamento.

• Insegurança alheia: Às vezes, o afastamento resulta de uma atitude mais insegura da pessoa com quem tentamos estabelecer uma ligação mais próxima;

• Tentativa excessiva de agradar: Forçar a simpatia pode soar a falso ou a algo forçado.

Ao mesmo tempo, a ciência também enfatiza que a sensação ou receio de que alguém não goste de nós pode surgir de problemas internos tais como:

• Baixa autoestima: Faz-nos interpretar sinais neutros como rejeição.

• Medo de não ser aceite: Gera ansiedade e pode levar à autossabotagem.

• Autocrítica exagerada: Faz-nos acreditar que estamos sempre errados.

Para lidar com esta situação que é desconfortável e que nos reduz a qualidade de vida e das relações que estabelecemos, os cientistas recomendam:

• Aceite a realidade: O leitor não precisa da aprovação de todos para ter valor.

• Estabeleça limites: Se a pessoa for rude, mantenha a distância e proteja o seu bem-estar.

• Foque-se em relações positivas: Priorize estar com pessoas que o valorizam e com quem se sente mais confortável, para que possa ganhar forças para lidar com quem não possui essas características.

Na mesma sequência, os entendidos nesta matéria recomendam que tomemos consciência da realidade para que a possamos aceitar e melhorar a nossa postura face a episódios que nos são menos positivos. O autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal são duas poderosas ferramentas que nos podem ajudar a lidar com as situações menos agradáveis, uma vez que, quanto mais nos conhecermos, mais aprendemos a gostar de nós, a lidar com a crítica, a tomar decisões e a afastar-nos de quem não merece a nossa companhia. Na realidade, não temos de gostar de toda a gente, nem os outros têm de apreciar-nos; temos simplesmente de respeitar-nos, até porque, muitas vezes, não sabemos as motivações dos outros e as sensações que lhes despertamos só com a nossa presença.

José Micard Teixeira, autor do livro “Aprenda a viver sem medo”, defende que há simplesmente pessoas que não suportam o que nós lhes despertamos e isso nada tem a ver com a ideia de as termos magoado, mas porque a nossa presença as faz pensar naquilo que elas não querem e do que fogem. É por isso que há pessoas que julgam tudo em nós, porque nunca tiveram coragem de olhar para si mesmas e de sentir a sua realidade.

«É sempre mais fácil reduzir alguém do que admitir o impacto que essa pessoa teve em nós. Quando alguém te faz sentir pequeno, confuso, vulnerável, incompleto ou profundamente tocado, tu tens duas opções: atravessar isso honestamente ou se defender. E muita gente escolhe se defender. Transformam a admiração em crítica. Transformam a atração em desprezo. Transformam o medo em julgamento. Porque reconhecer o que realmente sentiram exigiria desmontar certezas, rever escolhas, admitir carências, aceitar fragilidades. E nem todos estão preparados para isso. Um dia eu percebi que muitas vezes eles não estão reagindo ao que eu sou. Eles estão reagindo ao que lhes mostrei sobre eles mesmos. E é por isso que algumas pessoas atacam precisamente aqueles que mais lhes tocaram. Não porque lhes fossem indiferentes. Mas porque eles os fizeram sentir demais.» - enfatiza José Micard Teixeira.

Assim, antes de se deixar abalar pelas atitudes dos outros, certifique-se das suas qualidades, identifique o seu valor, respeite-se, mime-se, cuide-se carinhosamente e admita que existem pessoas que não gostam e que talvez nunca venham a gostar de nós, mas isso é da responsabilidade delas e, por outro lado, também o leitor é livre de gostar de quem quiser e isso também é da sua responsabilidade e escolha pessoal e, não existe mal algum nisso, simplesmente faz parte das relações humanas.