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Precisamos de viver com mais “Calma”!
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Precisamos de aprender “a colocar água na fervura” e evitar discussões em que possamos perder o controlo.
 
Num país onde uma importante percentagem da população toma ansiolíticos, torna-se um imperativo pedir “calma” às pessoas, sobretudo porque se notam muitos atos irrefletidos.
 
Tal como muitos cientistas defendem, somos agressivos porque ainda temos na nossa filogenética as marcas dos primórdios em que tínhamos de caçar para sobreviver. Sem nos darmos conta, acabamos por fazer o mesmo em ambiente social, sem nada ter para caçar a não ser “humanos” iguais a nós. É entre humanos que hoje temos de nos entender e aprender a controlar a ansiedade, essa fúria que parece que só nos projeta para buzinar no trânsito, que nos coloca à beira de um ataque de nervos numa fila de supermercado e daí por diante. Andamos sempre no limite porque precisamos de aprender a viver no nível anterior. Precisamos de aprender a descomprimir de outra forma e não a descarregar uns sobre os outros e, na maior parte das vezes, sem um motivo concreto e que justifique.
 
Temos de voltar à palavra ponderada, àquela que se pensa muito bem antes de dizer e de colocar “lenha no lume”, que é como quem diz, aumentar a combustão. Colocar água na fervura é o segredo para manter a calma. Respirar fundo, pensar antes de agir, sair mais cedo de casa, mudar algumas rotinas, procurar “escapes” para a nossa vida.
 
Qualquer um de nós percebe o quanto a sociedade está sem paciência e, cada um de nós, deveria fazer o seu próprio exercício para tentar compreender quais os seus motivos. Naturalmente que uns se queixam de falar de dinheiro, outros de falta de tempo, mas poucos se queixam de falta de amor que é o motivo central pelo qual andamos tão “incendiários” no nosso quotidiano. Ninguém vive sem amor, sem momentos de prazer, sem uma vida familiar estável, com o mínimo de conforto. A intimidade faz-nos falta, tal como a compreensão de outra pessoa. Andamos mais em cima do limite porque nos falta esse prazer de estar, de ser, de contemplar, de estarmos uns com os outros, de conversarmos, de rirmos e de sermos felizes. Afinal, só faz sentido trabalhar muito quando temos tempo para o lazer e para gastar algum do dinheiro que ganhamos. Dormimos melhor quando relaxamos depois de um dia de trabalho e após uns momentos de carinho com quem amamos. No final de cada dia, faz sentido que tenhamos “uma recompensa” por tanto esforço que tivemos. É isso que o nosso organismo reclama e acumula dia após dia: falta de amor, falta de atenção, falta de carinho e acaba por querer tudo isso nas mais variadas situações sociais. Quando não se consegue, o indivíduo torna-se mais explosivo porque, um dia após o outro, está sempre sob pressão.
 
Penso que estamos a precisar de reorganizar o nosso estilo de vida de uma ponta à outra. Primeiro cuidar da nossa vida familiar. Perceber em que estado está o nosso casamento, a nossa relação com os nossos filhos.
 
Fazer o mesmo exercício no trabalho. Estou satisfeito com o meu emprego, ganho o suficiente para o tempo que dedico a esta tarefa?, O que posso fazer melhor? Como posso trabalhar menos e ganhar mais? Devo ter mais formação? Trabalhar noutros horários, mudar de emprego?
 
Quando não estamos satisfeitos, temos de ter coragem para colocar em causa aquilo que temos. Muitas vezes, bastam pequenos ajustes para que a nossa qualidade de vida melhore muito. Em muitos casos, basta que levemos uma marmita com as refeições para o trabalho para termos mais tempo livre, mais descontração e pouparmos algum bom dinheiro, sem esquecer que podemos comer de forma mais saudável, o que também contribui para reduzir a ansiedade.
 
A mudança de algum aspeto é muito importante até para nos motivar para algo novo, por isso, temos de fazer este corajoso, mas importante exercício, porque a ansiedade é natural, o excesso de ansiedade é preocupante. Devemos anotar que precisamos de ter um estilo de vida mais calmo e não aceitar e considerar como normal esta ansiedade em que vivemos. Devemos ter em conta que, os medicamentos nos ajudam, mas que temos de fazer a nossa parte todos os dias. Temos de registar que, se vivemos num ambiente tenso, menos calmos vamos conseguir ser e estar.
 
Se todos tivermos momentos em harmonia dentro de casa, certamente que nos vamos todos sentir mais calmos e vamos para o trânsito mais tranquilos. Com esta postura também trabalhamos melhor e teremos melhores relações com os nossos colegas e clientes. É de uma boa de neve que se trata e, para mudar algo, temos de deixar essa bola ganhar mais expressão. Uma pessoa é capaz de modificar o comportamento de um grupo. Temos esse bom exemplo num bom líder, pelo que, se os nossos chefes trabalharem a sua ansiedade, teremos menos stress nas empresas. Se os pais trabalharem a ansiedade, terão filhos mais tranquilos, com melhores resultados escolares e um bom comportamento.
 
Como está tudo interligado, devemos também selecionar os estímulos que recebemos no nosso quotidiano. Se andamos sempre atrás de “más” notícias, acabamos por perder a esperança, por andar tristes e aborrecidos, se ouvimos música agressiva, menos tolerantes seremos ao volante, se dormimos mal, mais mal dispostos vamos chegar ao trabalho, pelo que temos de mudar algo rapidamente e, o segredo é procurar aquilo que nos dá mais satisfação para que nos permita ir mudando o resto aos poucos. Com uma boa base emocional, tudo se torna mais fácil e acessível. O amor e a compreensão entre as pessoas é o “ingrediente secreto” para a satisfação, pelo que vale a pena começar de dentro de casa para fora e ganhar a força interior necessária para enfrentar cada dia com melhores olhos e um sorriso no rosto.
 
Fátima Fernandes
 
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