Política

Dirigente distrital do PAN faz leitura política dos resultados eleitorais no Algarve

Saúl Rosa - Dirigente distrital do PAN
Saúl Rosa - Dirigente distrital do PAN  
O PAN Algarve divulgou um comunicado a propósito dos resultados das eleições presidenciais de 18 de janeiro, no qual destaca o número de eleitores no distrito que optaram por candidaturas alternativas e apresentou a sua leitura política do resultado.

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Segundo os dados oficiais, 142 321 eleitores do distrito de Faro votaram em candidatos distintos de André Ventura, número que resulta da soma dos votos atribuídos aos restantes candidatos. No comunicado, o PAN sublinha este valor como um dado relevante para a análise do comportamento eleitoral no distrito, apesar da vitória de Ventura, e revela ter um grande peso na segunda volta.

Saúl Rosa, dirigente distrital do PAN, afirma que “os resultados por cá não devem ser analisados apenas pela posição final de cada candidato”, defendendo que a leitura política deve considerar o conjunto das opções expressas nas urnas. O dirigente acrescenta que essa formulação sintetiza a leitura global dos resultados no distrito, ao refletir o sentido agregado do voto expresso pelos eleitores algarvios, e “parabeniza quem optou por um voto na defesa da constituição da República”.

O comunicado recorda ainda que, no contexto da segunda volta das eleições presidenciais, o PAN decidiu formalizar apoio institucional à candidatura de António José Seguro, enquadrando essa decisão no posicionamento político assumido pelo partido para esta fase do processo eleitoral.

Saúl Rosa estende a sua análise aos resultados globais das presidenciais, considerando que o Partido Social Democrata foi penalizado severamente. Segundo Saúl Rosa, esse resultado está relacionado com o “encosto” do PSD ao Chega no plano parlamentar, e com as ideias relacionadas ao novo pacote laboral que “prejudica seriamente a classe média”. O dirigente acrescenta que, caso a estratégia de Luís Montenegro não seja alterada, a liderança do primeiro-ministro ficará em “cheque” nas próximas eleições legislativas.