Economia

Presidente da autarquia de Lagos representou a Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico em visita a Marrocos

No passado dia 8 de novembro, o presidente da Câmara Municipal de Lagos, na qualidade de presidente da Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico e também em representação do município de Lagos, acompanhado por representantes de vários municípios de todo o país pertencentes àquela associação, deslocou-se a Marrocos no âmbito das comemorações dos 250 anos do abandono da Praça de Mazagão, as quais integraram uma visita a Arzila, Alcácer Quibir (Ksar El Kebir), El Jadida e Azamor.

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Uma visita que segundo avança nota do Município «teve também enquadramento no âmbito do Protocolo de Geminação que a cidade lacobrigense tem desde março de 2018 com Alcácer Quibir». De acordo com a mesma fonte «o evento, teve ainda como objetivo afirmar a figura dos centros históricos luso-marroquinos como um património comum de valor significativo, o qual importa manter e preservar».
 
O momento alto da visita foi a inauguração da toponímia da Avenida de Lagos, substituindo a designação da antiga “Avenue de la Municipalité”, uma das artérias mais importantes de Alcácer Quibir. A placa toponímica foi descerrada pelos presidentes das duas edilidades, Hugo Pereira e Mohamed Simou e pela Embaixadora de Portugal no Reino de Marrocos, Maria Rita Ferro, contando também com a presença da vereadora Sara Coelho, do secretário da Assembleia Municipal de Lagos, José Jácome, e vários membros do Conselho Municipal de Alcácer Quibir.
 
Na mesma ocasião foi ainda visitada a antiga casa do alcaide Ibrahim Soufiani, onde o corpo do Rei D. Sebastião esteve sepultado durante cerca de quatro meses à guarda do fidalgo Belchior do Amaral, antes de ser entregue às autoridades portuguesas em Ceuta, e para a qual se encontra em elaboração o projeto do Centro de Interpretação da Batalha de Alcácer Quibir, coordenado pelo técnico da Câmara Municipal de Lagos, Arquiteto Frederico Paula, que deu uma explicação do mesmo, contando com a colaboração científica dos investigadores do Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa, Maria Augusta Lima Cruz e Luís Costa e Sousa, entre outros.