Sociedade

Presidente da Câmara de Loulé diz que litoral de Quarteira precisa de «soluções duradouras»

Telmo Pinto - Presidente do Município de Loulé (esq.) com João Romão - Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira (dir.)
Telmo Pinto - Presidente do Município de Loulé (esq.) com João Romão - Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira (dir.)  
Fotos - CM Loulé
A Câmara Municipal de Loulé diz em comunicado que, «sempre acompanhou com elevada atenção e preocupação a evolução da situação na zona costeira de Quarteira, em particular na Praia do Forte Novo, cujo agravamento resulta de sucessivos episódios de agitação marítima extrema associados às alterações climáticas, verificados ao longo dos últimos anos, particularmente desde 2020».

PUB

No documento enviado ao Algarve Primeiro, o município diz ter assumido «uma atuação consistente» na proteção do litoral, alinhada com a sua estratégia de adaptação às alterações climáticas e com os instrumentos nacionais de gestão da orla costeira. Adianta que investiu em estudos técnicos para intervenções estruturais no litoral de Quarteira, incluindo a reestruturação dos molhes e a alimentação artificial do troço costeiro entre Quarteira e Garrão. «Estes processos envolveram equipas multidisciplinares, avaliações ambientais exigentes, períodos de consulta pública e um acompanhamento técnico permanente», reforça.

Mar voltou a engolir areal da Praia do Forte Novo em Quarteira

Paralelamente ao trabalho estrutural, a autarquia explica que tem concretizado intervenções «sempre que necessário» para salvaguardar a segurança de pessoas e bens, em articulação com a Junta de Freguesia de Quarteira e outras entidades locais, num investimento global superior a 700 mil euros.

Essas intervenções incluem a remoção e reconstrução de infraestruturas afetadas pelas tempestades, a reparação de acessos balneares e a manutenção de vigilância balnear ao longo de todo o ano, «num conjunto de ações preventivas e transitórias, indispensáveis num contexto de crescente instabilidade costeira», regista o comunicado.

A execução das grandes intervenções estruturais no litoral, nomeadamente obras no domínio público marítimo, depende da atuação da administração central, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a qual diz ter mantido «um diálogo permanente para concretizar soluções mais duradouras e eficazes».

O Município de Loulé sublinha que tem cumprido com todas as responsabilidades que lhe cabem, «do ponto de vista técnico, administrativo e financeiro», e insistido, «de forma clara e reiterada», na necessidade de acelerar os procedimentos para a concretização das obras no terreno, bem como na definição de medidas de curto prazo que mitiguem os efeitos mais imediatos da erosão.

Para o presidente da Câmara de Loulé - Telmo Pinto, “a situação no Forte Novo não é nova, nem resulta de inação do Município. Pelo contrário, é o reflexo de um problema estrutural agravado pelas alterações climáticas, para o qual Loulé tem vindo a trabalhar de forma séria, técnica e persistente. Fizemos os estudos, assegurámos financiamento, assumimos responsabilidades adicionais e continuamos a exigir que as intervenções avancem. O litoral de Quarteira precisa de soluções duradouras, não de respostas improvisadas, e é isso que temos vindo a construir, sempre com a segurança das pessoas em primeiro lugar.”

Recorde-se que a empreitada de reposição do areal da Praia do Forte Novo até ao Garrão, arranca na segunda-feira, dia 12, confirmou o Governo.