No documento enviado ao Algarve Primeiro, o município diz ter assumido «uma atuação consistente» na proteção do litoral, alinhada com a sua estratégia de adaptação às alterações climáticas e com os instrumentos nacionais de gestão da orla costeira. Adianta que investiu em estudos técnicos para intervenções estruturais no litoral de Quarteira, incluindo a reestruturação dos molhes e a alimentação artificial do troço costeiro entre Quarteira e Garrão. «Estes processos envolveram equipas multidisciplinares, avaliações ambientais exigentes, períodos de consulta pública e um acompanhamento técnico permanente», reforça.
Mar voltou a engolir areal da Praia do Forte Novo em Quarteira
Paralelamente ao trabalho estrutural, a autarquia explica que tem concretizado intervenções «sempre que necessário» para salvaguardar a segurança de pessoas e bens, em articulação com a Junta de Freguesia de Quarteira e outras entidades locais, num investimento global superior a 700 mil euros.
Essas intervenções incluem a remoção e reconstrução de infraestruturas afetadas pelas tempestades, a reparação de acessos balneares e a manutenção de vigilância balnear ao longo de todo o ano, «num conjunto de ações preventivas e transitórias, indispensáveis num contexto de crescente instabilidade costeira», regista o comunicado.
A execução das grandes intervenções estruturais no litoral, nomeadamente obras no domínio público marítimo, depende da atuação da administração central, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a qual diz ter mantido «um diálogo permanente para concretizar soluções mais duradouras e eficazes».
O Município de Loulé sublinha que tem cumprido com todas as responsabilidades que lhe cabem, «do ponto de vista técnico, administrativo e financeiro», e insistido, «de forma clara e reiterada», na necessidade de acelerar os procedimentos para a concretização das obras no terreno, bem como na definição de medidas de curto prazo que mitiguem os efeitos mais imediatos da erosão.
Para o presidente da Câmara de Loulé - Telmo Pinto, “a situação no Forte Novo não é nova, nem resulta de inação do Município. Pelo contrário, é o reflexo de um problema estrutural agravado pelas alterações climáticas, para o qual Loulé tem vindo a trabalhar de forma séria, técnica e persistente. Fizemos os estudos, assegurámos financiamento, assumimos responsabilidades adicionais e continuamos a exigir que as intervenções avancem. O litoral de Quarteira precisa de soluções duradouras, não de respostas improvisadas, e é isso que temos vindo a construir, sempre com a segurança das pessoas em primeiro lugar.”
Recorde-se que a empreitada de reposição do areal da Praia do Forte Novo até ao Garrão, arranca na segunda-feira, dia 12, confirmou o Governo.