A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) publicou recentemente a lista da Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) que funcionará durante a greve dos motoristas de matérias perigosas, a qual deverá ter início no próximo dia 12 de agosto.
No Algarve serão 22, os postos de combustíveis onde será possível a residentes e visitantes abastecer as suas viaturas.
Albufeira e Portimão, dois concelhos com grande volumetria de turistas nesta altura do ano, terão apenas 4 postos de combustíveis 2 por cada concelho.
O Algarve Primeiro falou com João Fernandes, na qualidade de responsável pelo Turismo na região com vista a saber como é que o setor se está a preparar para enfrentar esta realidade numa altura em que o Algarve reúne cerca de 1 milhão e 300 mil pessoas, entre residentes e visitantes.
Este responsável garante que, desde a primeira hora, mal foi publicado o pré-aviso de greve dos motoristas de matérias perigosas, «demos nota à tutela da sensibilidade desta matéria, tendo em conta um destino como o Algarve, devido ao facto de a greve estar prevista para um período especialmente sensível pelo número de pessoas, entre residentes e turistas, que estão na região».
Com base nestes pressupostos foi pedida uma «discriminação positiva para região enquanto destino turístico».
Segundo o Presidente da Região de Turismo do Algarve, «fizemos chegar ao governo as nossas propostas; que contaram com a participação dos vários sub setores do turismo, desde as rent-a-cars, às empresas de animação turística, a hotelaria, a restauração, bem como a distribuição – tudo o que funciona com o canal Horeca que fornece os hotéis e restaurantes, no sentido de perceber quais eram as necessidades de cada atividade em concreto e, deste modo, a tutela acolheu as nossas sugestões pelo que estou certo de que, quando forem definidos os serviços mínimos, o Algarve será tido em linha de conta com a sua especificidade».
Quanto à publicação do número de postos que está definido para o Algarve no período de greve, João Fernandes confidenciou que já fez notar a sua insatisfação relativamente a esse facto, «esperamos que, essa insatisfação que manifestámos, venha a dar lugar a um reforço para o Algarve».
A aguardar o desenrolar desta situação, sustenta que, «ainda há um período em que é possível chegar a acordo para que a greve não se concretize», ainda assim, «sabemos que a definição destes postos de abastecimento parte de uma base que foi definida com um Decreto de Lei de 2001 e de uma portaria de 2002». Nesse sentido, «temos de ter em conta que, essa portaria retrata um país que reflete o consumo e as suas necessidades, mas não retrata a condição específica do Algarve no mês de agosto», conclui.