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Prisão preventiva para alegados traficantes de droga detidos em Portimão que usavam carro funerário

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Os 10 homens detidos na semana passada em Portimão por suspeita de tráfico de cocaína com recurso a um carro funerário vão aguardar o desenrolar da investigação em prisão preventiva, informou hoje o Ministério Público.

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Em comunicado, a Procuradoria da República da Comarca de Lisboa Oeste precisa que os arguidos foram apresentados a tribunal em 06 de fevereiro, tendo a medida de coação mais gravosa sido aplicada pelo juiz de instrução três dias mais tarde.

Os suspeitos estão indiciados da prática, em coautoria, de um crime de associação criminosa e outro de tráfico de estupefacientes agravado.

Na nota, o Ministério Público confirma a informação avançada na sexta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) de que o grupo importaria a droga da América do Sul e que esta, após ser descarregada em Portugal, teria como destino a Dinamarca.

No total, foram apreendidos na operação "Valhalla" 1.384 quilos de cocaína, que, segundo a PJ, tinham sido transferidos em alto mar para a embarcação de recreio que os descarregou na marina de Portimão.

O transporte da cocaína entre este local e a casa onde era armazenada, numa localidade próxima de Portimão, era realizado num carro funerário, disse na sexta-feira, em conferência de imprensa, em Lisboa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da PJ.

Vítor Ananias acrescentou que, dos dez suspeitos, nove têm nacionalidade dinamarquesa e um letã, e que todos se deslocariam a Portugal exclusivamente para descarregar a cocaína em Portimão, no Algarve.

No âmbito da operação conjunta com a Polícia Marítima e as autoridades dinamarquesas e espanholas, foi ainda detida uma mulher em Copenhaga, capital da Dinamarca.

A ação policial decorreu na sequência de um alerta em dezembro de 2025 das autoridades dinamarquesas e, por se tratar de tráfico internacional de droga por mar, contou também com a colaboração do Centro de Análise e Operações Marítimas - Narcóticos (MAOC-N, na sigla oficial).

Além da cocaína, foram apreendidas na ação policial duas embarcações e três viaturas, referiu na quinta-feira, em comunicado, a PJ.

O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Cascais, com a coadjuvação da PJ.