Política

PS/Algarve pede ao Governo um plano de intervenção para hospital de Portimão

Foto - Algarve Primeiro
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O presidente do PS do Algarve defendeu hoje a adoção de um plano de intervenção para o Hospital de Portimão, numa carta aberta à Ministra da Saúde na sequência de duas mortes ocorridas durante a espera nas urgências.

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Na missiva dirigida por Hugo Pereira à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o presidente da PS do Algarve afirmou que o plano de intervenção destina-se a Hospital de Portimão e aos serviços de saúde da região e baseia-se no “reforço dos recursos humanos, na contratação e fixação de médicos, enfermeiros e restantes profissionais, na garantia de escalas completas e no funcionamento regular das valências hospitalares”.

O dirigente partidário considerou também ser “igualmente indispensável assegurar mecanismos eficazes de acompanhamento e reavaliação clínica dos doentes enquanto aguardam observação” para evitar a desproteção dos utentes enquanto esperam atendimento nas urgências.

Na carta à ministra, divulgada hoje pelo partido, Hugo Pereira disse que o PS do Algarve vê com “profunda preocupação” as notícias sobre o funcionamento do Serviço de Urgência do Hospital de Portimão, classificando como “particularmente graves” as mortes de dois homens, um de 87 e outro de 94 anos, na semana passada, durante o período em que aguardavam atendimento médico nas urgências.

O presidente do PS do Algarve apontou a existência de falta de médicos e de outros profissionais de saúde e de “tempos de espera excessivos” nas urgências, pondo em causa a assistência a milhares de utentes do barlavento (oeste) algarvio e do hospital de Portimão, que é administrado pela Unidade Local de Saúde do Algarve.

“Não é aceitável que os cidadãos vivam na incerteza quanto à disponibilidade de serviços essenciais ou que tenham de enfrentar esperas incompatíveis com a sua condição clínica”, afirmou também Hugo Pereira, enaltecendo, contudo, a dedicação dos profissionais de serviço ao cuidado dos utentes.

O dirigente da Federação do Algarve do PS defendeu a implementação de “um planeamento específico” para a realidade algarvia, com um Serviço Nacional de Saúde “dimensionado” para necessidades da região e que não dependa de “respostas pontuais perante situações de rutura e desajustadas da sua realidade sociodemográfica”.

“Perante este cenário, o PS Algarve considera urgente que o Governo promova um plano de intervenção para o Hospital de Portimão e para o conjunto dos serviços de saúde da região, assente no reforço dos recursos humanos, na contratação e fixação de médicos, enfermeiros e restantes profissionais, na garantia de escalas completas e no funcionamento regular das valências hospitalares”, propôs.

O dirigente partidário regional afirmou, na carta à ministra, que “os algarvios não exigem privilégios”, mas querem ter “igualdade de acesso, segurança e dignidade nos cuidados de saúde”.

Hugo Pereira lembrou que o Hospital de Portimão serve as populações do barlavento algarvio e considerou que os algarvios de concelhos como Portimão, Lagos, Lagoa, Silves, Monchique, Vila do Bispo ou Aljezur devem ter o mesmo acesso aos cuidados de saúde que os habitantes de outros pontos do país.

“A idade, a condição económica ou o local de residência nunca podem constituir fatores de desigualdade no acesso à saúde. Os acontecimentos no Hospital de Portimão devem ser um alerta para a necessidade de agir, apurar responsabilidades e corrigir falhas”, disse ainda Hugo Pereira, salientando que os cuidados às populações não podem “depender da disponibilidade ocasional de recursos”.