O Grupo Parlamentar do PS refere num comunicado enviado ao Algarve Primeiro que, na sequência do embargo anunciado pelo presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, por alegada violação do Plano Diretor Municipal (PDM), os deputados consideram que a existência de uma questão administrativa ou formal não deveria ter conduzido à suspensão dos trabalhos.
"Se o presidente da Câmara de Albufeira está de boa-fé e não é contra a dessalinizadora, então não devia ter embargado as obras", afirma Luís Graça, acrescentando que a solução deveria ter passado pela convocação extraordinária da Assembleia Municipal para corrigir o alegado erro administrativo, sem comprometer a execução do projeto.
Os parlamentares defendem que a prioridade deve ser garantir que o Algarve dispõe das infraestruturas necessárias para responder aos desafios da escassez de água, "evitando que um processo administrativo se transforme num obstáculo à concretização de uma obra estratégica para a região", acrescentam.
Sobre as declarações da ministra do Ambiente, que garantiu que tudo fará para resolver a situação, afastando a possibilidade de "jogos políticos" atrasarem a obra, Luís Graça sublinha que cabe ao Governo garantir que as obras não param, "salvaguardando o interesse público e a necessidade de reforçar a segurança hídrica do Algarve, uma região particularmente vulnerável aos efeitos da seca e às alterações climáticas", conclui.