O partido refere que "durante demasiado tempo", o crescimento da população algarvia e a importância económica da região não foram acompanhados pelo necessário investimento na saúde, estando em curso uma resposta "estruturada, assente em decisões concretas que procuram recuperar anos de insuficiente capacidade de resposta".
A atribuição de mais médicos de família, não é, segundo o partido, uma medida isolada, mas integra uma estratégia que reforça simultaneamente os cuidados de saúde primários, a resposta hospitalar e a diferenciação clínica da região. "Dela fazem parte a contratação de mais 36 médicos especialistas para os hospitais do Algarve, a criação de cinco Unidades de Saúde Familiar Modelo C, o novo Centro Oncológico do Algarve — que permitirá, a partir do final de 2027, realizar na região praticamente todos os tratamentos oncológicos — e o novo Hospital Central do Algarve, cujo concurso público internacional se encontra aberto e deverá ficar concluído nos próximos meses", lê-se no documento.
O PSD adianta que até ao final deste ano deverá entrar em funcionamento a primeira USF Modelo C, em Silves, permitindo atribuir médico de família a cerca de 12.500 utentes, seguindo-se a abertura dos concursos para mais quatro unidades.
O presidente do PSD Algarve, Cristóvão Norte, afirma que o Algarve "não pode continuar a ser tratado como uma região de segunda no acesso aos cuidados de saúde" e que "a sua dimensão populacional, o seu peso económico e a pressão que suporta ao longo de todo o ano justificam plenamente estes investimentos."
O objetivo que defende é garantir que "viver no Algarve não significa ter menos acesso à saúde do que viver em qualquer outra região do país."