Numa nota divulgada, o PSD Algarve explica que a oposição apoia o princípio do "Faro Somos Todos", criado para impulsionar o comércio local e auxiliar famílias com menos recursos, mas questiona a sua aplicação atual. O partido alerta para a falta de transparência, a distribuição de vouchers não pessoais e não controlados, ausência de relatório completo da execução anterior e a falta de justificação técnica para o valor global do programa. Considera irresponsável ignorar estas falhas, mesmo reconhecendo a importância histórica do programa.
Quanto ao jantar de Natal dos trabalhadores municipais, a oposição considera o custo de 130 euros por refeição, totalizando 250 mil euros, excessivo, tendo proposto sem sucesso, ajustar o valor da iniciativa sem onerar os contribuintes.
É salientado que António Miguel Pina, em reunião informal, à porta fechada, reconheceu os custos incomportáveis do Natal anterior, solicitando uma revisão do modelo. A oposição critica a mudança de postura do autarca, que, posteriormente, em reunião de Câmara pública, segundo diz o PSD, apresentou uma proposta oposta.
A oposição reafirma o seu compromisso com o apoio ao comércio local, o jantar de Natal dos funcionários e o apoio social, mas defende "o respeito pelos dinheiros públicos e pela legalidade". Acusa ainda o presidente de oportunismo e pede coerência como princípio fundamental.