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Quando é que um casal deve pedir ajuda terapêutica?
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Segundo a psicóloga Anna Hirsch Burg, “tentar ser feliz é obrigatório” realizar é uma sorte", o que a leva a sugerir que um casal procure uma terapia em conjunto para resolver problemas e inquietações que nem sempre se conseguem resolver no seu seio conjugal.
 
A decisão de procurar um terapeuta deve ser assumida por ambos os parceiros e no tempo em que se percebem problemas para os quais não estão a conseguir dar resposta em conjunto. Muitas vezes, os problemas avançam de tal forma que se torna difícil a tarefa de recuperar a relação, esta é uma razão pela qual se deve pedir ajuda atempada ou parar para pensar se essa será mesmo a relação ideal para si, já que existem muitos fatores que tornam as pessoas incompatíveis e a que devemos estar atentos.
 
Apesar de a maioria dos problemas ter solução para um terapeuta, quando não existe vontade de ambos para abordar claramente os seus problemas, a tarefa torna-se muito difícil. Também na base de muitas separações estão problemas com pais e sogros, pelo que, quando o envolvido não consegue concentrar-se mais na sua vida e colocar limites na relação com os seus pais, é muito difícil salvar um casamento ou namoro.
 
Também é preciso ter em conta que, quando se casa à espera que ele ou ela mude, é o mesmo que “dar um tiro no pé”, pois tal só acontece quando existe essa necessidade e interesse. O mesmo se passa com o nascimento de um filho que nunca salva um casamento.
 
Há situações para as quais o melhor terapeuta do mundo não tem resposta. Um homem que seja muito ligado à mãe e que a coloque acima da sua relação, não terá solução se não o quiser verdadeiramente. O mesmo se passa com determinados vícios que precisam de ser tratados, a má gestão do dinheiro e daí por diante.
 
Um casal que não consegue conversar, terá forçosamente de pedir a ajuda de um terapeuta conjugal se não quiser terminar a relação. A conversa é a base de uma qualquer relação, pelo que deve ser evidenciada e, é normalmente o ponto de partida dos especialistas empenhados em ajudar o casal.
 
Deve-se procurar ajuda em todas as situações em que não se consegue um acordo, um entendimento, o respeito de parte a parte, a capacidade de ouvir e de se fazer ouvido, em que existe sentimento, mas não se consegue manter uma relação, em casos de vícios e qualquer tipo de dependências, até as emocionais, sejam pelo parceiro, por amigos ou familiares.
 
O terapeuta ajuda a que cada um dos parceiros se compreenda melhor, que avalie a razão pela qual está a adotar determinado comportamento e até que ponto está disposto a mudar. Ajuda também a que o sujeito encontre os seus verdadeiros sentimentos e que assuma compromissos. Em muitos casos, a terapia ajuda a facilitar a comunicação entre os parceiros e a uma tomada de consciência individual e depois em conjunto, daquilo que os está a impedir de serem mais livres e felizes. Quase sempre são problemas passados de cada um que têm interferência no presente e que não facilitam a convivência. É nesses casos que a terapia pode funcionar fazendo com que ambos percebam aquilo que está a falhar para que possa ser melhorado, mas quando a pessoa não quer, não há milagres!
 
É importante acreditar que a terapia pode ajudar, mas também não devemos elevar demasiado as nossas expetativas, uma vez que, há pontos que não mudam, ou se aceita a pessoa tal como ela é, ou nada feito, mas a terapia pode ajudar nesse processo de aceitação também. Há quem recorre a este tipo de ajuda para o processo de separação com ou sem filhos, uma vez que, é importante que ambos não fiquem inimigos quando o amor acaba.
 
A compreensão é muito importante entre os casais e em qualquer relacionamento, por isso, é natural que qualquer um dos parceiros de vez em quando se sinta fragilizado e a precisar de colo. Dar esse apoio constitui uma prova de carinho e de amizade fundamental em qualquer relacionamento. Muitas vezes, a terapia incide em pontos tão simples quanto esse de forma a libertar mitos e crenças do passado. Apesar de serem dois adultos, os membros do casal passam por momentos de fragilidade e medo, pelo que é natural que procurem apoio no outro. Se a mulher tiver a crença de que ele é um fraco, certamente que isso não vai ajudar a manter a relação. Se o marido pensar que  a mulher tem de ser sempre a sua protetora, certamente que o casamento não tem muita viabilidade. O interessante é perceber que todos ganhamos mais força depois de assumirmos as nossas fraquezas. Nem o homem é sempre forte, nem a mulher é sempre fraca e vice-versa.
 
Ainda no contexto dos mitos e crenças,  ambos os parceiros têm de se atualizar, já que são estes que, muitas vezes, impedem o bom funcionamento de uma relação. Quem é que nunca ouviu dizer que o casamento é para a vida e que temos um amor eterno? Mesmo que as pessoas não se entendam, é comum que troquem este tipo de acusações, a ponto do ato formal do casamento estar em declínio. A relação dura até que ambas as partes o decidam. Fazem uma terapia quando querem salvar algo em que ainda acreditam, não porque tenham de estar juntos a vida toda quando isso deixou de ser um desejo.
 
Há muitos ditos do passado que não fazem qualquer sentido hoje, ou talvez nunca o tivessem feito, mas pensava-se pouco acerca do assunto, entre outros, a ideia de existir uma idade ideal para casar, o ter de cumprir determinados requisitos, que ele ou ela muda depois do nascimento dos filhos, que ele muda o hábito de ver futebol se gostar da mulher e que esta tem a obrigação de manter uma relação. Esta pressão está a acelerar o tempo de validade de muitas relações, pelo que, uma terapia pode ajudar e muito a mudar mentalidade e a atribuir um sentido mais leve e descontraído ao casamento.
 
No fundo, todos procuram amor, carinho, satisfação sexual e compreensão, mas poucos assumem essa fragilidade com medo de serem fracos e de alimentarem ilusões. Às vezes mais vale assumir logo o que se pretende e ver se a outra pessoa está em linha connsosco! Para isso também serve a terapia de casal, pois mesmo que não salve o casamento, ajuda a que o casal se recomponha após a separação.   
 
Fátima Fernandes
 
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