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Quando estamos em pleno numa relação, ela é duradoura e feliz
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Um qualquer relacionamento é o produto de uma construção no tempo. As pessoas apresentam-se tal como são e, imediatamente começam a tentar descobrir o outro para que encontrem as suas afinidades e planos em conjunto.
 
Ao mesmo tempo, está a decorrer um processo de adaptação ao outro. Vão surgindo os novos desafios, muitas vezes em resultado desse conhecimento e conquista da confiança, tal como a eliminação das ideias preconcebidas que cada um tem a respeito de uma relação com outra pessoa.
 
O entendimento começa a acontecer à medida em que se vão subtraindo essas ideias feitas acerca do que é um par ideal e, se dá espaço ao que cada um é capaz de oferecer a si mesmo e ao outro.
 
A relação começa a ter estabilidade à medida em que cada pessoa se aproxima mais de si mesma; da sua essência. Usa cada vez menos máscaras e exprime livremente os seus sentimentos. As pessoas de fora começam a ter cada vez menos impacto no seio das decisões do casal e, dá-se mais um passo em frente na construção dessa estabilidade.
 
Deixam-se cair as ideias românticas do passado, e começa-se a aceitar que o amor entre duas pessoas é construído por elas e em função dos seus sentimentos e vivências, pelo que, os exemplos dos outros vão perdendo o efeito.
 
Começa-se a saber a razão pela qual estamos com aquela pessoa e não com outra e vamos sentindo a recetividade do outro em função do que nós somos e partilhamos.
 
A base está construída e, por entre altos e baixos que variam do passado de cada um, constrói-se o sentimento cada vez mais nítido e consistente. Deixamos de nos ocupar com os outros casais e com a sua forma de viver a relação e valorizamos cada vez mais o nosso estilo e forma de estar com outra pessoa.
 
Os pontos em comum são cada vez mais evidentes e, é isso que ajuda a dar dimensão ao relacionamento, já que se fazem planos de vida em conjunto, idealizam-se momentos interessantes, viagens, saídas e até uma vida conjugal.
 
Consoante a maturidade adquirida neste processo, assim será o tempo que cada parceria amorosa precisa para dar mais um passo em frente. Não existe um tempo definido, existe uma liberdade interior para sentir quando é o momento certo para ambos e, isso consegue-se estando em pleno na relação.
 
É natural que tenhamos interesses paralelos para poder afirmar mais a relação. É importante fazer contas e saber até que ponto o casal consegue fazer face às suas despesas e autonomia, pois é isso que garante a limitação da entrada de outras pessoas na relação.
 
Temos de ter liberdade também a esse nível e, muitas vezes, é esse sentimento que nos permite dar um salto em termos profissionais e programar a saída da casa dos pais.
 
Deixamos a vida de “solteiros” ou solitários, quando alguém nos faz sentir que “é a pessoa certa” para se encaixar na nossa personalidade e, isso acontece quando estamos disponíveis.
 
Os filhos nascem dessa relação que já existe entre dois adultos e refletem o ambiente que se vive em casa. Temos uma relação com o outro adulto e temos uma relação diferente com os nossos filhos, mas existe amor para todos, regras e exigências para todos, sobretudo porque se valoriza muito o plano emocional que se afirma com o adulto com quem nos relacionamos. A maturidade dos filhos vai depender da qualidade da relação entre esses dois adultos, é importante ter essa responsabilidade em conta.
 
De um modo geral, começamos a perceber que, o sentido da nossa vida está com aquela pessoa com quem temos construído um percurso. Estamos em pleno no nosso relacionamento!
 
Alcançada essa etapa que varia de casal para casal, mas que é mais linear quando ambos estão na mesma linha de orientação, começa-se a reviver os momentos de casal. É bom apreciar os vídeos e as fotos do início do nosso relacionamento, é agradável ir aos mesmos locais, fazer experiências semelhantes, mas por exemplo com os filhos e, no seu todo, todas essas memórias estão a enriquecer a relação para que se renove e perdure.
 
Vamos amadurecendo em conjunto, vamos sabendo cada vez melhor quem somos e o que queremos e, não temos dúvidas de que, aquela é a família que escolhemos e que queremos para nós. Essa tomada de consciência que se vai fazendo aos poucos, vai permitindo que tudo se concretize e encaixe com a outra pessoa. Estar disponível para o outro é mesmo isso, é aceitar os sentimentos, é afirmar as escolhas, é evidenciar os planos de vida.
 
Não precisamos que os outros nos digam se é a relação certa, porque nós sentimos que é. Não é importante fazer uma festa de casamento para muita gente, quando temos a certeza de que fizemos a melhor escolha. Podemos fazer tudo isso, mas não é a base de sustentabilidade da nossa união.
 
Sabemos responder claramente aos motivos pelos quais estamos naquela relação e isso renova-nos a certeza de que fizemos a escolha certa. Estamos com alguém que nos aceita e respeita tal como somos, estamos em pleno com essa pessoa a quem devolvemos o mesmo respeito e aceitação, pelo que nem se pensa no fim dessa harmonia e capacidade de entrega mútua. Isto é o amor! Esta é a realidade que nos separa do passado em que se imaginava uma pessoa e se sofria por ela. Amor nada tem de sofrimento, tem de construção, de respeito e aceitação de parte a parte.
 
Estamos em pleno numa relação quando deixamos para trás essa ideia ilusória de que, “a pessoa ideal tem de ser assim”. A pessoa ideal para nós é diferente do amor que outra pessoa procura, por isso, temos de nos concentrar no que somos e temos para dar ao outro, isso é estar disponível e recetivo ao outro, isso é ter uma visão atualizada do amor e de uma relação amorosa que se quer plena e feliz.
 
Fátima Fernandes
 
 
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