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Quando nos concentramos na nossa vida não temos inimigos
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A razão é simples, quando somos felizes e estamos concentrados nos nossos objetivos, não nos importamos com a vida dos outros, até ficamos felizes com o seu sucesso e, se beneficiarmos dessa harmonia, tanto melhor.
 
A realidade mostra que somos muito mais “comichosos” com os outros quando não temos planos e objetivos para a nossa vida.
 
No seu livro Inteligência Social, Daniel Goleman sublinha a importância de cooperarmos uns com os outros ao invés de andarmos a perder tempo e energia com quem tem o direito à sua liberdade e à sua forma de vida. Desde que cumpramos as normas sociais, que façamos parte do sistema de forma educada e que saibamos onde é o nosso lugar, todos temos direito à nossa privacidade e escolhas. Partindo deste pressuposto, não faz qualquer sentido andar em lutas inúteis quando todos queremos o mesmo: ser felizes.
 
No mesmo livro o autor recorda que aquilo que mais faz um ser humano feliz é a estabilidade familiar e uma boa intimidade, pelo que muito longe está o consumo e a competição que nos são dados a toda a hora como ideais de felicidade. Em suas palavras, Daniel Goleman também evidencia que o dinheiro só traz felicidade quando paga o nosso conforto básico e bem-estar ou quando nos permite uma mudança de classe social. Caso contrário, os bons momentos vivem-se entre pessoas pelo prazer de estar entre humanos com ideais comuns ou interesses semelhantes.
 
Temos de reconhecer que é na simplicidade humana que reside a felicidade e o bem-estar, pelo que é caso para perguntar por que razão somos tão “ferozes” uns com os outros?
 
Somos porque ainda temos pouca experiência em partilhar o espaço social. Trabalhávamos, lutávamos pela sobrevivência e pouco sabíamos das relações humanas. Hoje ainda temos a herança genética de uma sobrevivência desajustada à realidade atual, razão pela qual parecemos desfasados deste tempo moderno e tecnológico!
 
Não temos de abater o outro para termos uma oportunidade, mas sim de mostrar o nosso valor para melhorar a nossa qualidade de vida.
 
Cada um de nos tem a responsabilidade sobre a sua vida, o seu percurso e comportamentos. As  escolhas resultam em algo mais positivo ou negativo, pelo que temos de nos ajustar, de aprender mais e tentar melhorar. Esta é a base para todos os humanos nos seus diferentes pontos de partida.
 
Os objetivos têm de ser delineados realisticamente para que se adeqúem à realidade, nesse sentido, não temos de andar a tentar derrubar o outro quando algo nos é vedado por nos mesmos e não por ele. Não nascemos com o destino traçado, mas sim com as nossas características e educação. Fazemos parte de um meio e, quanto mais nos aceitarmos e valorizarmos como somos, mais partido tiraremos dessas potencialidades e melhores escolhas faremos. Não podemos ir todos para os mesmos cargos e empresas, mas podemos criar alternativas e ideias até mais interessantes para o nosso próprio negocio. Temos é de ter objetivos, querer melhorar e aprender.
 
Se estivermos concentrados na nossa vida, pouca energia e interesse a vida dos outros nos vai despertar. Respeitaremos os demais como humanos, mas cada um segue a sua vida sem que isso nos cause qualquer preocupação.
 
As novas gerações já trazem consigo esta nova visão de sociedade porque vivem desde muito pequenos em contacto uns com os outros. Os mais velhos terão de aprender a construir novos alicerces para dar resposta a este tempo moderno, acima de tudo, manter planos de vida até ao fim, uma vez que isso ocupa a mente, dá saúde e reduz o número de inimigos que possamos ter.
 
Gente desocupada torna-se amarga e frustrada, logo tem muitos inimigos. Pessoas preenchidas e felizes têm muitos conhecimentos, poucos amigos e não consideram sequer a hipótese de ter inimigos por ser uma palavra em desuso.
 
Fátima Fernandes
 
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