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Quer agradar toda a gente? A psicologia explica o que se passa
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Em primeiro lugar, importa ter em conta que, o ato de querer agradar aos outros é algo natural e espontâneo que tem na sua base receber um momento de felicidade, de partilha e de satisfação entre as pessoas.
 
No entanto, quando esse ato deixa de ser natural e se torna numa obrigação devido à constante necessidade de agradar só para ser aceite, ou para colher algo em troca, temos um problema que requer uma intervenção especializada.
 
Na posição dos psicólogos, o problema começa quando a pessoa sente uma necessidade extrema de agradar os outros e perde as suas reais características. Estamos perante um problema porque a pessoa só se concentra no ato de agradar para se sentir aceite ou para receber algo em troca. É como se a pessoa se abstraísse se si mesma e se focasse somente nesse objetivo.
 
Esta forma de estar na vida é prejudicial porque o sujeito deixa de ser ele mesmo, de ser natural e espontâneo. Deixa de conseguir dizer “não”, passa a fugir dos conflitos e abdica de si pelos outros. Passa a viver numa sensação de que tudo se processa no curto prazo.
 
De acordo com os especialistas em psicologia comportamental, este comportamento frequente pode tornar-se numa ‘bola de neve’, uma vez que, com medo de se tornar indelicada, a pessoa acaba por fazer tudo o que os outros querem e esperam de si, perdendo a sua liberdade e autonomia. A necessidade de se sentir aceite num grupo, pode levar a que a pessoa se concentre no que esperam de si e que esconda as suas qualidades positivas ou negativas com medo da rejeição.
 
Segundo os técnicos, há também quem agrade à procure de compensações que vão muito para além do bem-estar pessoal e felicidade. Estas pessoas agradam como forma de receber algo em troca. Quando não conseguem receber o que pretendem, entram em frustração e ressentimento.
 
Importa ter em conta que, alguém que se concentra em apenas agradar aos outros, acaba por não conseguir retirar prazer da vida e das situações, daí necessitar de ajuda técnica especializada que lhe permita descobrir-se e encontrar satisfação pelo que realmente é.
 
De registar que, estas pessoas podem tornar-se inseguras, depressivas, ansiosas, ter baixa autoestima e não terem condições de decidir por si, precisando sempre da opinião do outro.
 
Tenhamos em conta que, há situações em que temos de agradar aos outros para que a relação funcione melhor, mas isso não quer dizer que façamos tudo, muito menos que esperemos que o outro o faça. Tem de existir um equilíbrio entre o dar e o receber, procurando sempre o bem-estar e o prazer para ambas as partes.
 
Sinais a que deve estar atento para saber se está a agradar demais os outros em prejuízo de si mesmo:
 
Quando se espera algo em troca;
 
Quando não há retorno e há frustração;
 
Quando se acredita que é necessário agradar para ser aceite;
 
Quando se deixa de lado as vontades e desejos pessoais;
 
Quando não se consegue identificar o que se gosta;
 
Quando os gostos são baseados nos de outra pessoa;
 
Quando se fica impossibilitado de dizer “não”;
 
Quando se diz “não”, mas se encontra uma justificação para o fazer ou se opta pela mentira;
 
Quando há necessidade de ser visto como alguém bom e simpático;
 
Quando há abuso por se ser tão servil e generoso;
 
Quando a pessoa se culpabiliza por tudo de errado que lhe acontece e que faz aos outros;
 
Quando a pessoa se sente imprescindível e insubstituível num determinado contexto;
 
Quando a pessoa considera o amor e a entrega sacrifícios normais;
 
Quando a pessoa apresenta sinais de baixa autoestima, ansiedade, stress e outros problemas emocionais.
 
Para terminar, importa sublinhar que, o que leva as pessoas a quererem agradar aos outros de forma excessiva ocorre porque irracionalmente
 
temos a necessidade de sermos amados e aceites. De acordo com  Albert Ellis, criador da terapia racional emotiva, existem onze crenças irracionais comuns. Uma delas é: “Preciso do amor e da aprovação de todos os que me rodeiam” ou “preciso ser amado e ter a aprovação de todas as pessoas importantes que me rodeiam”.
 
Para este psicólogo americano, esta crença é comum, em diferentes graus, em todos os seres humanos., no entanto, em termos racionais, todos “sabemos que agradar a todos é impossível e que isso não nos torna piores”. Quando a pessoa não identifica isso, abre mão das suas necessidades – uma das poucas formas de conseguir agradar ao máximo o outro (sem garantia de sucesso).
 
Segundo os especialistas, identificar a origem dessa conduta no indivíduo é um dos primeiros passos para melhorar esse aspecto. Outro ponto é analisar o que a pessoa está a fazer para que isso a impossibilite de mudar.
 
De um modo geral, a pessoa que sofre com a necessidade de agradar aos outros, não se apercebe desse problema e sente muita dificuldade em identificar esse erro. Muitas vezes, são as pessoas em seu redor que a alertam para essa realidade e a aconselham a procurar apoio psicológico, o que é a base para começar a resolver o problema.
 
Fátima Fernandes
 
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