Dicas

Quer ser mais feliz? Escolha as pessoas certas

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Como as emoções são contagiosas, faz toda a diferença conviver com pessoas positivas ou negativas.

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Segundo a ciência, quando nos rodeamos de pessoas com comportamentos positivos, evoluímos mais, desfrutamos de mais momentos de prazer e estamos mais alinhados com aquilo que queremos ser, mas para isso, também nós temos de desenvolver uma postura mais favorável e menos derrotista, uma vez que "atraímos aquilo que temos dentro e que cultivamos nas relações com os demais".

O nosso ambiente muda a nossa forma de pensar, de agir e de ver o mundo. Conviver com quem tem bons hábitos cria um apoio natural para o nosso crescimento pessoal e profissional, asseguram os entendidos em saúde e bem-estar.

Benefícios de conviver com pessoas positivas:

Inspiração diária: Como o ser humano é facilmente influenciado pelos demais, ao observar a capacidade de luta e determinação de outras pessoas, «é uma fonte de inspiração para que faça o mesmo».

Mais bem-estar: É fácil receber o entusiasmo e a boa disposição de outras pessoas, o que nos transmite leveza, alegria e uma nova forma de encarar a vida e as situações.

Novas perspetivas: As pessoas positivas destacam-se pela capacidade de analisar as situações de uma forma construtiva e pragmática, pelo que se torna mais fácil encontrarmos uma boa ideia para ultrapassarmos um problema.

Hábitos saudáveis: Quando estamos inseridos num grupo com hábitos saudáveis, torna-se mais fácil seguirmos a mesma tendência. Conviver com pessoas que praticam exercício físico, que gostam de ler, conversar, aprender, alimentar-se de modo equilibrado e saudável, naturalmente acabamos por receber essa linha de orientação e vontade de fazer o mesmo.

Pelo contrário, quando nos inspiramos em pessoas com comportamentos tóxicos ou destrutivos, torna-se mais difícil a tarefa de lutar por posturas diferentes, até porque receamos a crítica e o afastamento dos demais. Mas, segundo os entendidos, cabe a cada um de nós a escolha das pessoas certas que podem ajudar-nos a viver melhor e de forma mais significativa.

Por muito que estejamos inseridos num grupo que não nos é favorável ao crescimento pessoal e à evolução, depende de nós a atitude de mudar algo; de sair desse convívio e de procurar outras pessoas mais ajustadas ao que nos faz bem. Todos têm o direito de fazer o que desejam, e nós também o temos, reforçam os psicólogos entendidos nesta matéria.

Quer isto dizer que o bem-estar e a felicidade, em larga medida, dependem das nossas escolhas e do rumo que queremos dar à nossa vida, sublinham.

É essencial reter que ambientes saturados de queixas ou pessimismo tendem a sugar-nos a energia necessária para iniciar qualquer mudança significativa. A neurociência destaca o alinhamento cerebral: «absorvemos as formas de interpretar a realidade daqueles com quem mais convivemos». Nesse sentido, é fundamental estabelecer limites, praticar o autoconhecimento e, acima de tudo, fazermos uma reavaliação das relações que mantemos e até que ponto as mesmas nos estão a proporcionar prazer, crescimento e evolução ou se, pelo contrário, estamos a ficar cansados de desistências sem tentativas, reclamações que não tentam resolver problemas, queixas atrás de queixas que só nos cansam e sugam a energia e em nada resolvem os dilemas de quem as profere.

Efetivamente, não se trata de sermos ingratos com as pessoas, muito menos de nos colocarmos numa posição superior em relação aos demais, mas sim, sabermos muito bem com quem gostamos mais de estar, as razões e as sensações que colhemos e partilhamos em detrimento daquilo que nos é negativo, desgasta e faz sofrer. A regra aplica-se a todos os ambientes: em casa, no trabalho, no grupo de amigos, em sociedade. Temos o direito de selecionar as pessoas que nos oferecem mais prazer e gratificação perante a vida.