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Receita infalível para ser feliz
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A felicidade é algo de muito pessoal e intransmissível. Podemos viver uma alegria enorme por algo muito simples, mas sempre com a certeza de que o nosso cérebro procura repetir aquilo que lhe fez sentir uma boa emoção.
 
Para ser feliz é preciso portanto, reconhecer aquilo que produz boas vibrações em nós e, o exercício não é muito complicado: basta ouvir a nossa voz inconsciente e perceber aquilo de que a nossa mente sente falta num determinado momento. Acedendo a esse pedido, teremos um momento de felicidade, nem que seja comer uma fatia de um bolo que há uns dias que não nos sai do pensamento ou ser correspondido num simples gesto afetivo.
 
Com a repetição desses momentos únicos e pessoais, vamos tendo consciência daquilo que nos faz sentir bem. Se dermos oportunidade a várias solicitações da nossa mente, certamente que vamos ter cada vez mais momentos de felicidade ao longo do nosso dia.
 
Um outro aspeto importante é perceber que, o encontro da felicidade entre duas pessoas é exigente, mas igualmente acessível. Temos um tempo para conhecer a outra pessoa e para perceber o que a faz feliz. Vamo-nos mentalizando de que essa sensação também nos agrada e, ao fim de algum tempo, estaremos a partilhá-la de forma semelhante. É o que acontece no simples ato de beber um café com outra pessoa em que se junta o prazer de ambas numa mesma situação.
 
Como estamos a reparar, é mais fácil ser feliz do que se poderia imaginar, mas exige treino e, acima de tudo, a libertação das emoções. Um dos impedimentos da felicidade é precisamente este modelo de vida atual em que nos focamos nos nossos objetivos pessoais e profissionais e nos esquecemos de nós mesmos e das pessoas que nos poderiam ajudar a ser felizes.
 
Vivemos de tal forma concentrados naquilo que queremos atingir que nos esquecemos de sentir as emoções do percurso. Claro que, ao não alimentarmos as emoções, estas vão ficando para segundo ou terceiro plano. Vejamos por exemplo o excesso de importância que damos aos resultados e menos às emoções até chegarmos ao objetivo. Com esta forma de estar, aos poucos as nossas emoções vão ficando fora de contexto, deixando de ser um prazer trabalhar e receber o nosso vencimento, para só nos concentrarmos na necessidade de ganhar mais ou de sermos melhores que o nosso colega.
 
Se respeitarmos as nossas emoções básicas, aquelas que são inatas em nós e as mais simples, certamente que vamos conseguir encontrar um novo sentido para a nossa vida e um caminho aberto diariamente para a felicidade. No fundo, o nosso corpo tem tudo aquilo de que necessita para ser feliz, é preciso é reconhecer e identificar os sinais que nos são transmitidos pelo nosso inconsciente.
 
Para ouvirmos o nosso inconsciente precisamos de abrandar o nosso ritmo e valorizar aqueles quinze minutos de que precisamos para adormecer diariamente, pois essa é uma altura em que estamos libertos de tensões e em que nos é fácil ouvir os sinais da nossa mente. Claro que temos de respeitar o nosso ritmo natural para que tenhamos acesso a tudo o que temos! Mas, se repararmos, é tão simples ser feliz como infeliz, é tudo uma questão de darmos mais ou menos ênfase ao que queremos. 
 
Se valorizarmos as sensações, vamos encontrar muitos motivos para sorrir no meio das culpas e das naturais frustrações que o nosso dia nos promove, basta que deixemos que a mente se liberte, pois naturalmente temos esse equilíbrio natural. Sempre que pensamos em algo negativo, automaticamente estamos a pensar numa solução para sairmos desse problema. É o conflito de que se fala tanto, mas do qual não podemos fugir. Então, aproveitemos as alternativas que a nossa mente nos oferece para pensarmos de uma forma mais tranquila, equilibrada e claro, feliz!
 
Fátima Fernandes
 
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