Com este protocolo, o projeto de loteamento denominado "Vale da Pipa Residence" poderá avançar naquela cidade do Barlavento, com a construção de 304 habitações a preços acessíveis de tipologias T1 a T3 e 20 lotes para moradias.
A obra será desenvolvida entre a Carvoeiro Branco e a Teixeira, Pinto & Soares, S.A., empresa de construção e engenharia. Para os promotores, o projeto nasce com a missão de dar resposta à escassez de habitação acessível na região.
Para que o projeto imobiliário pudesse avançar, era necessário que o encaminhamento das águas residuais fosse diretamente para a ETAR da Boavista, a cerca de 6 km da cidade. O autarca Luís Encarnação disse que se tratou de um processo complicado, no entanto, «conseguimos chegar a uma solução que vai ao encontro daquilo que é o objetivo de todas as partes: o promotor, porque tem as condições para poder avançar com a obra, também o Município, porque além da construção de mais habitação, toda a área envolvente ao projeto fica em condições para que outros investidores possam investir; e fica a ganhar a Águas do Algarve, porque com esta solução vamos ter a capacidade de desativar a ETAR de Lagoa, já em final de vida, e passamos a encaminhar as águas residuais da cidade para a ETAR da Boavista, que ainda pode acolher mais de 50% da sua capacidade atual», clarificou.
Erik de Vlieger, CEO da Carvoeiro Branco, recordou os anos que foram necessários para que o projeto pudesse avançar, falando de um jogo de paciência e prometendo que a sua equipa irá trabalhar para que o "Vale da Pipa Residence" «seja um bom projeto».
Isabel Soares, presidente do conselho de administração da Águas do Algarve, avançou ao Algarve Primeiro que as ETAR's de Lagoa e da Mexilhoeira da Carregação, vão ser desativadas. Será feita a ligação da ETAR de Lagoa à da Boavista e da Mexilhoeira da Carregação à ETAR da Companheira, em Portimão.
O concurso para as obras da responsabilidade da Águas do Algarve será lançado em março. O objetivo é que a empreitada de ligação à ETAR da Boavista esteja concluída antes de terminar o projeto "Vale da Pipa".
A responsável avançou que as barragens algarvias têm água assegurada para 3 anos, lembrando que a agricultura consome cerca de 75% da água armazenada. Ao mesmo tempo, a empresa está a realizar investimentos para a reutilização de águas residuais tratadas (ApR), como já acontece na ETAR da Boavista.