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Sabe o que são pais tóxicos? Identifique-os em 10 passos
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Muitos filhos passam muito tempo à procura de explicações para os comportamentos “estranhos” dos seus pais.
 
Muitas vezes pensam que o problema está neles quando, na realidade é de pais tóxicos que se trata. Idealmente todos deveríamos ter bons pais e sermos bons filhos, mas nem todos os progenitores são um bom exemplo, têm vontade de aprender e de fazer melhor do que aquilo que já receberam também dos seus pais. Por essa razão, cabe-nos identificar o erro para que, o mais possível, os filhos se possam proteger e cortar esse circuito para si e para os seus descendentes e, isso só acontece tomando consciência do comportamento errático que se recebeu.
 
Acima de tudo, é importante identificar o que não é normal para ser mais fácil observar “de fora” os comportamentos destes pais.
 
Na posição dos especialistas, os pais tóxicos são aqueles que educam com base na oposição, no “é” e “não é”, no “só apanhas por tudo e por nada”, “és bom, mas não prestas para nada”.
 
Isto é muito duro de ouvir e ainda mais difícil de conviver diariamente, pelo que, se estivermos informados, mais depressa nos afastamos cedo destes pais e pedimos ajuda aos professores, psicólogos e médicos e adultos que nos possam ajudar a superar a situação dolorosa e a encontrar novos caminhos de vida. É sempre possível encontrar melhor, mas temos de procurá-los.
 
É importante ter em conta que, são cada vez mais os técnicos que entram nas escolas com o intuito de ajudar as crianças e jovens a minimizarem os seus problemas. Tal acontece porque se percebeu e assumiu que, em muitos casos, a educação familiar não é competente, nem está à altura do respeito e dignidade dos filhos, por isso, em caso de sofrimento parental ou de outro familiar, os mais novos podem fazer queixa ao seu professor ou a qualquer outro adulto da sua escola para que o processo seja encaminhado.
 
Quando muitos pais dizem que os filhos são ingratos, raras vezes dizem a razão pela qual os seus descendentes tiveram de se afastar deles, por isso, é bom estar informado e perceber que, nem todos os filhos têm bons pais e que merecem ser felizes como os outros.
 
O psicólogo clínico Seth Meyers e o professor Preston Ni, alertam para comportamentos dos pais que podem arruinar a vida dos filhos.
 
A linha entre erros parentais e dano direto pode ser muito ténue, já que, aparentemente um pai é sempre um protetor, um amigo, mas nestes casos, temos de ver as “condições” e as contrapartidas que esses progenitores retiram da educação dos filhos.
 
Para ficar mais esclarecido, saiba que, pais tóxicos fazem isto:
 
1. “Tens de ter medo de mim — mas ama-me”
 
Os pais tóxicos fazem de conta que estão a dar afeto, mas ao mesmo tempo, estão a incutir uma obediência e medo. Estes filhos conseguem sentir a respiração dos pais para saberem se eles estão de bom ou de mau humor, conseguem identificar os passos para saberem se eles estão ansiosos ou tranquilos. Vivem em permanente estado de alerta, mas têm de amar os pais!
 
Os pais tóxicos fazem chantagem emocional com as crianças e jovens mostrando que eles são ingratos se não fizerem isto ou aquilo e, estes crescem com a sensação de que terão de estar sempre ao serviço dos seus pais numa obediência assustadora.
 
2. O filho tem de compreender os problemas dos adultos – mas tem de pensar como uma criança para aceitar tudo o que lhe fazem
 
Os pais tóxicos culpabilizam os filhos por tudo, até por terem nascido!
 
A mãe ou o pai batem porque o seu comportamento os tirou “do sério”. O pai embriagou-se porque não suportou a birra do filho e, sem se aperceber, a criança acaba por se tornar num cúmplice involuntário dos pais.
 
O adolescente ouve as queixas dos pais, na maioria das vezes, a falar mal de si e acaba por se sentir culpado por todos os problemas da casa. Acaba por aceitar tudo o que lhe fazem e por ser um escravo das vontades dos seus progenitores.
 
3. “Tens de ser o melhor – mas não te esqueças de que és um inútil”
 
Os pais narcisistas esperam da criança apenas os melhores resultados. No entanto, as vitórias são dadas como certas. Se as conseguiu: não fez mais do que a sua obrigação. Se falhou: receba a sua dose de humilhação. Os comentários dos pais na infância arruínam a vida. A pessoa cresce com a sensação de que nunca foi suficientemente boa para os seus pais e com isso, terá muitos problemas de autoestima que terá de ultrapassar com ajuda técnica especializada.
 
4. “Podes desabafar comigo, mas não te esqueças de que vais apanhar mais tarde”
 
Os pais tóxicos literalmente pulverizam as confissões dos seus filhos por todos os meios possíveis. Na maioria das vezes, geram no filho um sentimento de culpa por não saber, por não ter conseguido evitar o erro, por desconhecer uma regra e daí por diante. Posteriormente, as informações obtidas são utilizadas contra o interlocutor. Uma forma recorrente de humilhar o filhos é contar aos demais familiares, amigos e vizinhos o que aconteceu. Também é comum ofender com os próprios desabafos que colheu do filho e ridicularizar o seu sofrimento, tal como gozar com o que ouviu. Um xixi na cama pode ser alvo de chacota baixa por parte destes pais que parecem divertir-se com o mau-estar e sofrimento dos filhos. Parece que lhes faz bem ao ego contar a toda a gente o erro dos filhos, pois só assim se sentem superiores a eles.
 
5. “Tu és mau — nem te atrevas a ser melhor”
 
Quanto mais baixa a autoestima da criança, mais fácil será fazê-la dançar ao ritmo da família. Os pais tóxicos falam entusiasticamente sobre os erros e fracassos dos filhos para os humilharem e reduzirem a autoestima. Muitas vezes, a ênfase está na aparência, já que é um ponto fraco de fácil acesso. Quando a criança quer melhorar algo na sua imagem, é ridicularizada com um “ainda estás pior”.
 
6. “Cresce — elimina os teus planos para o futuro”
 
Desde crianças, estes filhos são obrigados a contar tudo aos pais, mas sem dúvidas ou detalhes, já que estes não querem saber. O que importa é o que estão a conquistar e como é que os pais podem usufruir disso. Mesmo que sejam muito notáveis na carreira, em casa não passam de auxiliares da mãe na cozinha ou no tanque de lavar.
 
Estes pais só aceitam o sucesso dos filhos se eles puderem tirar partido. Um melhor vencimento, vai ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pais, mas depois voltam a destruir-lhes a autoestima para “sugarem” mais e mais. Esta é uma forma de os filhos nunca se sentirem valorizados e independentes e, ao mesmo tempo, darem sempre tudo o que têm aos pais, mesmo depois de terem a sua vida e a sua família.
 
7. “Segue as minhas instruções — culpa-te a ti mesmo pelos maus resultados”
 
Os pais narcisistas encaram os filhos como sua propriedade, pelo que, são eles que decidem a vida dos seus descendentes. Estes não podem ganhar dinheiro sem darem aos pais uma parte significativa e daí por diante. Quando algo corre bem, dividem-se os lucros e é porque seguiu as orientações dos pais. Se corre mal é porque “é burro” e não soube fazer da melhor forma! Se tem sucesso aprendeu com o pai, se falha, não aprendeu com o pai!
 
8. “Vai — não me deixes”
 
Os pais tóxicos, não aceitam a separação dos filhos porque nunca assumem que eles crescem e são independentes, por isso, mandam-nos ir, mas estão sempre a controlar-lhes tudo. Deixam-nos sair de casa, mas eles ficam com uma chave da casa dos filhos para poderem controlar, vigiar e cobrar o que lhes apetecer. Fazem todo o tipo de chantagem para que os filhos lá vão todos os dias nem que seja para lhes dar um recado e controlam tudo mesmo fora do seu teto.
 
9. “Aceita a minha ajuda — não me “pressiones”
 
Estes pais oferecem algum tipo de ajuda, que pode ser facilmente dispensada, mas se os filhos rejeitam, constitui uma ofensa.
 
O filho tem de aceitar essa ajuda mesmo sem precisar para que os pais se sintam úteis nessa tarefa, e acaba por estar sempre dependente da vontade dos seus progenitores. Chega a sentir-se culpado por ser capaz de realizar essa atividade sem a ajuda dos pais. Ao mesmo tempo, estes querem ser solicitados para ajudar, mas nada querem fazer além do prazer de ver os filhos a precisarem deles. Arrastam a resolução do problema para que o filho os considere importantes e respeite sempre as vontades e o tempo dos pais.
 
10. “Confia em mim — tens de estar sempre alerta”
 
Os pais tóxicos não permitem que os filhos tenham privacidade, que se sintam bem em casa ou seguros mesmo nos seus quartos. Há sempre uma necessidade de controle, há sempre “uma revisão a fazer” para ver se está tudo em ordem.
 
Estes filhos só podem fechar a porta do quarto com autorização dos pais e, na casa destes, não podem ter o seu espaço. Depois, quando vão para a sua casa, os pais continuam a controlá-los dizendo que são a sua base de segurança. Os filhos acreditam que não conseguem ser independentes porque precisam sempre dessa vigilância dos pais.
 
Enumerados os princípios básicos dos pais tóxicos, é importante perceber o que os especialistas dizem sobre a melhor forma de lidar com estas famílias.
 
De um modo geral, os filhos sentem muita dificuldade em se afastar destes pais devido à sua baixa autoestima e dependência, ainda assim, devem pedir apoio psicológico e seguir as orientações desse profissional. O ideal é a separação, uma mudança de zona, de casa, de cidade facilitam o afastamento, tal como a independência financeira. Se estes filhos conseguirem viver sem o apoio dos pais, vão conseguir ser independentes e cortar com esta ligação tóxica, mas não podem vacilar às mínimas dificuldades, têm de construir o seu percurso livres da sua chantagem e pressão.
 
Em muitos casos, o afastamento tem de ocorrer com um grupo significativo de pessoas, já que, os pais tóxicos contaminam amigos, vizinhos e demais familiares, logo a fuga tem de ser de todos e construir uma nova base emocional, uma nova família, uma nova vida noutro lugar. É possível ser feliz mesmo depois destas influências tóxicas e que deixam muitas marcas, mas requer um importante esforço, muita consciência, determinação e força de vontade. Note-se que, muitos destes filhos não conseguem atingir a sua autonomia, manter um casamento estável e sadio porque estão sempre com medo dos pais, sempre atentos aos mínimos pormenores e chamadas destes. É preciso desenvolver uma boa estrutura emocional para conseguir fazer face a esta realidade, pelo que o apoio especializado é o melhor recurso sempre.
 
Fátima Fernandes
 
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