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Sabia que a frustração ajuda-nos a crescer?
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Cada vez se sabe mais acerca do ser humano e daquilo que necessita para se desenvolver de forma mais sadia, alegre e feliz.
 
Por muito que possa parecer contraditório, a frustração assume um papel de enorme relevância na conquista da autoconfiança e da autoestima, na medida em que, as experiências menos positivas, obrigam a que o sujeito procure soluções para os seus problemas.
 
Ao contrário do que se poderia pensar, a frustração é tão importante para o desenvolvimento como o incentivo. Deixar que o sujeito encontre as suas próprias respostas para os seus problemas em função daquilo que já sabe e que pode desenvolver para lá chegar é também uma missão dos pais.
 
No passado, castigava-se e agredia-se, impedindo a criança de pensar e de sentir acerca do que corria menos bem. Resolvia-se o problema na base da agressividade e da humilhação, o que não facilitava o livre pensamento e o encontro de alternativas.
 
Se optarmos por satisfazer as vontades das crianças evitando que passem por experiências menos positivas, estamos a impedir que elas enfrentem a verdade e a realidade dos factos, o que também não é muito benéfico para o seu desenvolvimento.
 
Idealmente temos de ajustar os factos à idade do sujeito e permitir que ele faça as suas descobertas e crie as suas próprias respostas para os seus desafios.
 
A criança que se pica com a ponta do lápis, vai perceber que terá de ter mais cuidado com esse instrumento, o mesmo se passa com os buracos nas calças, que se não gostar deles, deverá evitar arrastar-se no chão e estragar o vestuário. É muito mais eficaz colocar a criança a pensar sobre estas questões do que castigá-la só porque não sabia da consequência dos seus atos.
 
É um erro esconder de uma criança que o seu animal de estimação morreu. Podemos explicar-lhe que estava doente e que não resistiu, o mesmo se passa com as pessoas, simplesmente temos de adequar o discurso à sua idade e prepararmo-nos para responder às perguntas que daí possam surgir, sabendo que temos de ter calma e de nos ajustar o mais possível a uma realidade que os mais novos compreendam.
 
É importante dizer à criança que não se pode comprar tudo porque o dinheiro não chega, tal como é fundamental apreciar um desenho que ela faz e que não se entende. Mandá-la apagar uma letra menos correta para que a melhore, é uma atitude de valorização e não de humilhação, pois dessa forma, aprende a fazer melhor.
 
A forma como se faz sentir essa frustração é que pode marcar a diferença. Temos de ter em conta que estamos a lidar com uma criança com menos capacidade de apreender o mundo que um adulto, daí a importância de adequar o assunto à idade dos mais novos, mas não deixar de o fazer.
 
Uma criança que não esteja habituada a ser contrariada, terá muitas mais dificuldades em crescer de forma equilibrada e sadia, pois ao se sentir super protegida, vai achar que não é capaz de suportar os mínimos embates e vai sentir-se ainda mais frágil e diminuída.
 
Ao mesmo tempo, também não devemos exagerar na forma como transmitimos a realidade aos mais novos. Não podemos partir do pressuposto de que terá de aprender tudo e ao mesmo nível que os mais crescidos, pelo que ser pai ou mãe é uma arte essencial de preparação para a vida.
 
Resumindo, a frustração é uma condição essencial para que o pensamento se desenvolva. Enquanto estamos seguros, confortáveis e ancorados nas experiências de prazer não ousamos novas soluções. Sabemos que “é a necessidade que empurra o homem para as descobertas”, pelo que a frustração começa a ser vivida na infância, mas é uma aprendizagem ao longo da vida que todos têm de experimentar.
 
É importante ter em conta que, só aprendemos com base na frustração, já que é esse sentimento negativo que nos desperta para o encontro de novas soluções e responsabilidades.
 
À medida em que vamos evoluindo, vamos percebendo que, o tombo faz parte da experiência e que, é ele que nos ensina a levantar. Sabemos também que o adulto está sempre a vivenciar frustrações, pelo que, o encontro de soluções é o que o torna mais livre e feliz. Devemos encarar a frustração como um desafio para aprender a fazer melhor e perceber que, se algo nos é vedado, é porque precisamos de tentar de outra forma, não desistir de um objetivo.
 
Fátima Fernandes
 
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