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Saiba aquilo que prejudica (e muito) um relacionamento
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O ser humano anda permanentemente à procura de se aperfeiçoar para melhor poder viver os seus relacionamentos, já que essa é uma parte fundamental da nossa vida.
 
Precisamos de nos agrupar entre humanos para que sejamos mais completos e preenchidos, mas nem sempre fizemos as melhores opções que permitem desenvolver o amor em liberdade.
 
Neste longo percurso de tomada de consciência dos nossos erros para nos podermos melhorar, “saltam” alguns pontos que destroem facilmente uma relação, eis o que aqui tentaremos ilustrar nesta Dica do Dia.
 
Um ponto a ter em consideração numa relação é a forma como encaramos um relacionamento, ou seja, não podemos estar com outra pessoa a considerar que “ela é a nossa metade”.
 
Uma relação constituiu-se por dois adultos que têm as suas características, pontos em comum e que desejam desenvolver algo em conjunto. É de duas pessoas que se trata e jamais de duas metades e, ainda menos de opostos, pois sem pontos em comum, nem vale a pena iniciar uma relação.
 
Ao mesmo tempo, um dos aspetos que destrói um relacionamento é a dificuldade em assumir o amor. Iniciamos uma relação à procura de amor, pelo que nos vamos libertando aos poucos daquilo que nos impede de sermos livres e felizes com outra pessoa. Afirmamos os nossos sentimentos, os nossos desejos e vivemos uma relação em pleno. Deixamos cair a crença “da pessoa perfeita”, daquele ou aquela que tem de se dar bem com toda a gente no grupo, a pessoa que sempre imaginamos e daí por diante.
 
Temos de ver aquela pessoa com as suas qualidades positivas e negativas, mas de quem gostamos e sabemos argumentar as razões desses sentimentos.
 
Muitas pessoas não conseguem encontrar o amor porque não estão disponíveis para os afetos. Idealizam a “cara-metade”, alguém que se encaixe nas suas fantasias e esquecem-se de que a pessoa é humana tal como as outras e que como tal, tem desejos, tem necessidades, precisa de amor, atenção, carinho e de receber a nossa parte da entrega e do entusiasmo também, pois uma relação é uma partilha de sentimentos e vivências que se melhoram diariamente.
 
Um outro ponto que prejudica uma relação é a superioridade de um parceiro em relação ao outro. Quando falamos em partilha, falamos em igualdade de oportunidades, certo? Então que sentido fazem frases como “eu é que tenho de andar sempre em cima de tudo, senão isto é um descalabro”? Ou “se não fosse eu, esta casa estaria sempre desarrumada” ou ainda “a mulher é que tem de colocar tudo em ordem dentro de casa”. E o homem onde fica nesta história que parece ser exclusiva de muitas mulheres? Qual é o papel do homem na vida conjugal?
 
Para muitas mulheres, o homem é o “ganha-pão” da casa, “não sabe fazer nada e ela é que tem a sobrecarga de tudo”. Há relação que funcione nestes moldes?
 
Devemos pensar muito bem na relação que queremos antes de assumirmos estes “papéis” do passado em que o casal apenas procurava cumprir as crenças e aquilo que era ditado socialmente. Nos nossos dias, queremos partilha e divisão de tarefas. Homens e mulheres partilham responsabilidades com a casa, emprego, com os filhos e daí por diante, ainda que existam na nossa sociedade muitos casos de arrastamento do passado em que “tudo tem de estar correto e perfeito” para que a vida se processe.
 
Temos de atualizar estes conceitos, sob pena de fazermos a vida do outro num inferno e de sermos escravas na nossa própria prisão, pois são as mulheres que se condenam a este tipo de relação ao não permitirem que os homens participem nas tarefas em pé de igualdade.
 
Que prazer tem este tipo de vida em que a mulher está sempre ansiosa e sem conseguir dar resposta a tudo e, o homem sem saber o que fazer acaba por receber esse stress da mulher e um “mar de críticas? Não será um pouco o arrastamento do passado em que a mulher não trabalhava fora de casa e que os hábitos se foram instituindo? E hoje, faz sentido pensar assim quando o homem até já viveu sozinho e sabe fazer tudo? Por que razão a mulher é a “dona de casa” quando a vida é dos dois?
 
Muitas mulheres queixam-se, mas talvez nunca tivessem chamado os maridos à realidade, à partilha, ao encontro do que é de ambos em troca do amor que cresce. Não tenhamos dúvidas de que não há amor num ambiente infernal em que a mulher está sempre mal disposta com as tarefas da casa e o homem sem saber o que fazer no meio desses excessos.
 
Se queremos encontrar o amor, temos de começar a definir posições na nossa relação para que nos aproximemos em vez de nos afastarmos cada vez mais.
 
Muitos casais queixam-se da velhice precisamente porque é quando todos estes erros do passado se apresentam e mostram que se poderia ter feito de outra forma. Não encontraram o amor a vida toda, mas muitos conseguem conviver bem na terceira idade, enquanto que outros… é só vinganças do tempo em que se “escravizaram” do outro por sua opção e, a vida infernal é a tónica até ao fim. Há muitos casais que se separam e outros que mudam a rota das suas vidas, tudo depende desta capacidade de aperfeiçoamento diário e daquilo que lemos e fazemos para construir o conhecimento. Não deixe que estas imposições destruam o seu relacionamento e procure alternativas saudáveis, cultive o amor como aquela semente que se planta na terra e que cuidamos para que cresça e floresça. Nem todas chegam lá, mas se insistir, certamente que vai obter bons resultados e um canteiro bonito e colorido.
 
Fátima Fernandes
 
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