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Saiba as razões pelas quais se deve procurar um psicólogo
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O ser humano precisa de conversar, de encontrar alternativas a uma situação, de aprender a pensar melhor sobre qualquer assunto e daí por diante.
 
O hábito de conversar ajuda-nos muito a desenvolver competências enquanto seres pessoais e sociais, pelo que, ir a um psicólogo funciona tanto como uma forma de prevenir problemas, como uma forma de ajudar as pessoas a resolver os seus conflitos, sendo que, acima de tudo, o que se pretende é melhorar a saúde mental dos indivíduos.
 
Muitas pessoas julgam que, ir ao psicólogo é apenas conversar e que, isso podem fazer em casa ou no seu grupo de amigos, mas isso não é verdade. Podemos e devemos conversar com aqueles que nos são e estão mais próximos, mas a consulta de um profissional é muito mais do que a simples conversa, o simples ato de dizer o que nos passa pela alma. A pessoa vai a uma consulta receber uma orientação, um conselho, uma nova forma de estar e de pensar. Vai aprender a suportar-se de outros requisitos pessoais para fazer face a uma situação.
 
A técnica utilizada pelo psicólogo é a psicoterapia que constitui uma importante ferramenta em todo esse processo. De acordo com a Psicologia Acessível, é preciso fornecer mais informação para que as pessoas percebam a importância de ir a uma consulta com um profissional de psicologia, pois em muitos casos, essa falta de orientação faz com que muitas situações se agravem quando poderiam ser facilmente resolvidas atempadamente.
 
Para facilitar a tarefa e a tomada de decisão para ir a um psicólogo, recordamos em que circunstâncias se deve recorrer a este técnico:
 
1- Procura de autoconhecimento
 
O autoconhecimento é o grande benefício para quem faz psicoterapia. Através da relação terapêutica, uma pessoa é levada a conhecer aspectos de si mesma que, muitas vezes, não fazia ideia. Começa a compreender a razão de determinadas atitudes, de certos sentimentos e situações que ocorrem na sua vida. Além disso, quando uma pessoa se conhece a fundo,  consegue lidar melhor com as suas emoções e com o seu comportamento, consequentemente lida melhor com muitos acontecimentos da sua vida. Isso não significa que  não irá passar por momentos difíceis, significa que saberá contorna-los da melhor forma e tirar deles as melhores experiências para o seu crescimento pessoal e emocional.
 
Segundo a Psicologia Acessível, o autoconhecimento pode auxiliar em diversas áreas da vida, como as relações e o desenvolvimento profissional, por exemplo.
 
2- Sentimentos constantes de tristeza, ansiedade, stress, raiva e desânimo
 
Antes de mais, é preciso ter em conta que, as emoções negativas como a raiva e a tristeza, também nos fazem falta, já que, é a partir delas que nos conhecemos melhor, que aprendemos a nos controlar e a fortalecer-nos, no entanto, quando se vive alguma dessas emoções em excesso, isso pode ser levado para o consultório psicológico e, por meio de um processo psicoterapêutico, ser desenvolvida a sua capacidade de melhor compreender e lidar com as emoções. O psicólogo irá ajudar também a identificar se esses sentimentos indicam algum tipo de patologia e fornecer a orientação correta para acompanha-la.
 
3- Situações difíceis
 
Muitas vezes, quando passamos por uma situação complicada, parece que não conseguimos visualizar sozinhos uma solução. Na maioria das vezes, procuramos um amigo ou um familiar com quem possamos conversar, mas nem todas as situações encontram uma resposta nessa alternativa. Quando se trata de algo mais delicado, é importante ouvir alguém de fora e aceitar que aplique as suas técnicas que, não dando a solução para o problema, ajudam a pensar na melhor posição que devemos assumir sobre ele. O psicólogo ajuda a pensar e a encontrar soluções, não dá as respostas que os amigos ou familiares dariam, por isso acaba por ser uma importante mais-valia numa fase de vida difícil.
 
4- Sentimento de culpa ou dificuldade em lidar com o passado
 
O sentimento de culpa ou mesmo o facto de alguém viver ligado ao seu passado «é uma verdadeira pedra que trava todas as possibilidades de caminhar para a frente». Quando uma pessoa não consegue  perdoar-se ou perdoar os outros, fica com uma «ferida» emocional aberta, pronta para sangrar a qualquer momento e trazer à tona tudo que já deveria ter sido resolvido e não foi. Iniciar uma psicoterapia será muito importante para que essas questões passadas sejam melhor elaboradas, superadas e não mais impeçam que se viva de maneira satisfatória.
 
5- Separações, lutos, perdas ou mudanças
 
É comum que diante de situações de grandes mudanças ou perdas, demoremos algum tempo para «digerir» tudo e para podermos retomar as nossas vidas. O período de adaptação ou até mesmo o luto são normais e devem ser vividos para que os acontecimentos sejam bem elaborados. Não há um prazo determinado para que uma perda ou separação seja superada, isso é muito pessoal e depende de vários fatores, mas um psicólogo pode auxiliar muito neste processo. Quando alguém passa por uma situação assim, geralmente apresenta a necessidade de se sentir apoiado e acolhido e este acolhimento é recebido no processo psicoterapêutico. E não apenas isso, um profissional também irá ajudar a entender o momento vivido, a encontrar as melhores formas de aceitar e enfrentar. Ao mesmo tempo, uma observação atenta pode alertar para a ocorrência de algum transtorno.
 
6- Dificuldades de relacionamento
 
Relacionar-se não é uma tarefa fácil e todos nós, sem exceção, passamos por conflitos nesta área da vida. Seja num relacionamento amoroso, com a família, com amigos ou colegas de trabalho. Para todas as relações levamos aspectos de nossa história e de nossa personalidade e às vezes isso entra em colisão com aquilo que o outro também carrega como bagagem. Não é preciso ter grandes dificuldades ou aguardar, por exemplo, que se esteja à beira de uma separação conjugal para procurar apoio psicológico (o que acontece na maioria dos casos), pelo contrário, é possível que a procura de um psicólogo seja uma forma de desenvolver cada vez mais as habilidades de relacionamento e investir nesse aspecto.
 
7- Manias, medos e comportamentos alterados
 
É possível que os seus medos em excesso, comportamentos que não tem conseguido controlar ou «manias» queiram dizer-lhe que algo não está bem. Comer de forma compulsiva, não conseguir evitar comprar coisas, sentir medo de sair de casa ou de se relacionar com pessoas, chorar em demasia, são alguns exemplos destes comportamentos que merecem atenção. É claro que, por si só, não são sinónimos de transtornos, mas podem indicar o desenvolvimento de alguma patologia e um psicólogo com certeza poderá ajudar a identificar isso.
 
É importante ter em conta que devemos cuidar da nossa saúde mental, tal como se cuida do nosso bem-estar geral. Tal como vamos a um médico pedir exames de rotina, devemos igualmente pedir apoio psicológico quando não nos sentimos bem em algum dos pontos acima referidos. Ao mesmo tempo, a Psicologia está ligada a praticamente todas as nossas áreas de vida, pelo que uma mudança de emprego, por exemplo, pode muito bem ser encaminhada por este profissional, tal como um problema conjugal, num grupo, na família e daí por diante. Alargar os nossos horizontes para outras realidades, encontrar outras soluções para os problemas, são desafios que temos de aceitar para ter mais qualidade de vida e bem-estar.
 
Fátima Fernandes
 
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