Explica o mesmo psiquiatra americano que, uma pessoa otrovertida (ou othervert) possui um perfil de personalidade que equilibra traços de extroversão e introversão, não se encaixando totalmente em nenhum dos dois extremos.
«O otrovertido é socialmente ativo e empático, mas prefere relações individuais profundas, valoriza a independência emocional e não sente necessidade de pertencer a grupos».
As principais características de uma pessoa otrovertida são:
• Sociabilidade Seletiva: Relacionam-se bem com pessoas, mas podem sentir-se deslocados em grandes grupos ou eventos sociais.
• Independência Emocional: São autossuficientes e não dependem de validação externa constante para se sentirem completos.
• Pensamento Independente: Questionam normas e tendem a ter um pensamento crítico e criativo, não seguindo cegamente padrões sociais.
• Equilíbrio na Solitude: Apreciam o tempo a sós e utilizam-no para recarregar energias, sem que isso signifique isolamento social.
• Conexões Profundas: Valorizam conversas e interações significativas em vez de interações superficiais.
De acordo com Rami Kaminski, as pessoas otrovertidas não evitam o convívio, nem se isolam como os introvertidos, mas também não andam constantemente à procura de agitação e de grandes momentos sociais como os extrovertidos. Basicamente reservam-se para os momentos que lhes fazem sentido, onde se sentem bem e com quem gostam de estar. São seletivos porque não dão de si a quem sentem que não lhes devolve emoções ou conversas profundas, mas também não se incomodam por não terem muitas pessoas em seu redor porque sabem que estão simplesmente com “as pessoas certas”, com quem lhes dá prazer e alegria conviver.
O psiquiatra sublinha que, este perfil destaca-se pela sua versatilidade e capacidade de transitar entre momentos de interação e de isolamento.
Embora o termo tenha ganho expressão nas redes sociais, alguns especialistas apontam que o mesmo se sobrepõe a conceitos como a ambiversão e que não é um diagnóstico clínico oficial.
Na mesma sequência, uma publicação do Mundo Psicólogos reuniu as 7 qualidades das pessoas que gostam de estar sozinhas e que optam por um estilo de vida mais reservado que, não sendo anti social, ilustra um tipo de personalidade que não gosta de permanecer em espaços com muita confusão e pessoas ao mesmo tempo porque o ruído as incomoda.
Para muitas pessoas, estar sozinho é um prazer. Desfrutam da própria companhia e não se sentem tristes por estar em casa sem ninguém num sábado à noite.
Segundo diversos estudos científicos, essas pessoas têm a autoestima mais elevada, são seguras e muito reflexivas e apresentam estas qualidades:
1. Têm a mente aberta
Por apreciarem a solidão, não significa que estas pessoas sejam conservadoras e fechadas. Na maioria dos casos, são indivíduos aventureiros, que adoram experimentar algo novo ou fazer alguma atividade diferente. Além de terem a mente aberta, são pessoas que têm ideias mais flexíveis e que se adaptam mais facilmente às transformações do mundo contemporâneo.
2. Valorizam muito as amizades
São pessoas que não ligam aos números e que não têm muitos amigos porque são mais seletivas nas suas relações. Preferem ter poucos, mas bons amigos. Demoram algum tempo a construir as relações precisamente porque não arriscam sem uma base de confiança, mas depois de a encontrarem, são leais, honestas e excelentes confidentes. Sabem respeitar os limites dos outros e os seus porque dão muito valor à privacidade.
3. São corajosas
São pessoas que confiam no próprio potencial. Estão acostumadas a enfrentar os seus medos, debilidades e problemas, o que é um sinal de força e valentia. Como são mais introspetivas e analíticas, encontram dentro de si as respostas para os seus problemas ou o modo mais fácil de procurar quem as pode ajudar. São mais resilientes e lidam melhor com as adversidades da vida.
4. Possuem um bom autoconhecimento
As pessoas mais reservadas conhecem-se melhor porque ouvem “a sua voz interior”, conhecem melhor as suas emoções, aquilo de que gostam e do que rejeitam. Observam mais os outros, pelo que se torna mais fácil também adequar-se e selecionar com quem apreciam estar e dar mais ou menos de si.
5. Sabem o valor do tempo
São pessoas que sabem que o tempo é um bem precioso e que deve ser aproveitado, pelo que, gerem bem os seus dias de modo a valorizarem cada atividade, responsabilidade e momento de lazer. Afastam-se de futilidades e de tudo o que não lhes interessa, mesmo estando em contacto diário com pessoas opostas ou situações menos agradáveis, mas sabem proteger-se e dar a necessária importância ao que as rodeia. E como valorizam o próprio tempo, sabem dar valor ao tempo dos outros. São pontuais e não toleram quem anda sempre atrasado.
6. São empáticas
Não costumam julgar o comportamento alheio. Sabem apreciar a beleza interior e não apenas a aparência física. São hábeis em ver o lado positivo de cada situação e também o melhor das pessoas em seu redor. São práticas, tranquilas e conscientes, pelo que, quando ajudam os outros, oferecem precisamente essas qualidades com as suas palavras e gestos.
7. Não têm medo da rejeição
São pessoas autoconfiantes, conhecem os seus limites, mas também as suas potencialidades, estão sempre dispostas a melhorar quando entendem ser necessário, pelo que, não se preocupam com o que os outros pensam a seu respeito. São muito fiéis aos seus valores, não têm medo de dizer “não” quando é necessário e jamais fazem algo só para satisfazer os interesses alheios.