Numa publicação, Saúl Rosa afirma que a responsabilidade cívica individual não se esgota na neutralidade quando estão em causa escolhas estruturantes para a República, justificando a decisão de apoiar Seguro.
Considera que o antigo líder socialista apresenta um "perfil sólido" para o exercício da Presidência da República num contexto de fragmentação política, desgaste institucional e normalização de discursos extremados, destacando o respeito pela Constituição e a compreensão dos limites de cada poder, incluindo o presidencial.
O representante do PAN aponta ainda a preocupação de António José Seguro com direitos humanos e justiça social e refere o facto de ter sido um opositor firme de José Sócrates. O texto valoriza também o reconhecimento público feito por Seguro, em debates e entrevistas, da centralidade do combate à violência doméstica, tema que Saúl Rosa descreve como prioridade estrutural num Estado democrático. Nesse âmbito, considera que Seguro sublinhou tratar-se de uma violação grave de direitos fundamentais que exige resposta política, institucional e cultural, e que reconheceu explicitamente o papel do PAN na afirmação desta causa como prioridade política, elogiando a persistência do partido na defesa das vítimas e no reforço dos mecanismos de prevenção, proteção e responsabilização.
Reafirma que o apoio a António José Seguro resulta de uma avaliação exigente do que considera necessário num Presidente da República, apontando "sobriedade, maturidade democrática, sensibilidade social, independência ética e respeito profundo pela Constituição". Defende ainda que o candidato é o único "com capacidade real" para agregar todo o centro esquerda numa segunda volta, "sem exclusões nem radicalismos", e simultaneamente dialogar com eleitores do centro e do centro direita democrática, "sem complexos e sem cedências ao populismo", considerando essa convergência decisiva para a estabilidade política e institucional do país.