Os algarvios precisavam de levar pontos de Leiria para fugir aos últimos lugares, e mostraram-se quase sempre superiores ao adversário, marcando um golo na primeira parte e confirmando o triunfo com dois na segunda.
O conjunto de Faro fica a depender de si próprio para ficar na II Liga. Já a União de Leiria perde a hipótese da subida direta, mas ainda pode discutir o terceiro lugar e a presença no ‘play-off’.
Hoje, a equipa orientada por José Faria tomou cedo conta do jogo, em contraponto com os leirienses, pouco ambiciosos e algo desligados.
Derick Poloni e Toni Herrero criaram perigo à passagem da dezena de minutos e, aos 25, foi Habib Sylla que desarmou Leonardo Oliveira, isolado a caminho da baliza.
O conjunto da casa falhava na construção, quer em apoio quer em contra-ataque, enquanto o Farense tinha presença consistente no meio campo contrário.
Aos 36 minutos, na sequência de um canto, Marc Baró atingiu Cláudio Falcão fora da zona da bola e dentro da grande área. Após intervenção do VAR, foi assinalada grande penalidade e Derick Poloni fez o 1-0 para o Farense. E só aí os leirienses despertaram com os primeiros remates com perigo a surgir apenas no período de descontos da primeira parte.
Ao intervalo, Fábio Pereira trocou três jogadores e a atitude da União de Leiria mudou no recomeço, submetendo o Farense a forte pressão.
Brian Araújo evitou um remate muito perigoso de Juan Muñoz e, pouco depois, Pablo Fernández meteu a bola na baliza, mas o golo foi anulado por fora de jogo.
A União de Leiria acusou o lance, abrandou e o Farense aproveitou para respirar e desenhar a jogada do 2-0: aos 60 minutos, a bola circulou por vários jogadores até Alex Pinto escapar pela linha de fundo. Leonardo Oliveira aproveitou o cruzamento para desviar com sucesso.
Ciente da importância do desfecho para as pretensões da sua equipa, Fábio Pereira voltou a arriscar: aos 66 minutos abdicou de um dos centrais e meteu Dieu Michel lá na frente.
Com muita gente a atacar, a União de Leiria desperdiçou várias situações de golo, mas o Farense nunca desistiu de atacar e criar perigo.
Os algarvios acabaram por dilatar a vantagem para 3-0 já no período de descontos, numa grande penalidade a castigar mão de Victor Rofino na área, que Anthony Carter converteu.