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Sinais de que pode estar a viver uma relação tóxica
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Um dos propósitos da vida do ser humano é ter uma relação estável, saudável e duradoura, que lhe permita viver com mais felicidade, equilíbrio e bem-estar, no entanto, devido a vários fatores, nem todas as pessoas conseguem cumprir esse desejo e acabam por destruir a vida da pessoa que têm ao seu lado e a sua mesma.
 
Como principal causa dessa dificuldade os especialistas apontam a infância, já que, muitos dos abusos e maus-tratos que se experimentaram nessa fase de vida e que não foram resolvidos, acabam por dar lugar a muitos problemas no namoro e na idade adulta. Neste ponto em particular, nunca é demais sugerir desde logo, a procura de um profissional de psicologia que possa ajudar a pessoa a se libertar desses traumas e a construir uma vida melhor. É através da tomada de consciência do que se passou nas fases anteriores de vida que qualquer pessoa pode avançar e ser melhor pessoa, melhor companheiro/a, pai ou mãe e daí por diante.
 
No entanto, bem sabemos que nem todas as pessoas fazem esta reflexão e acabam por entrar em relações com todos os seus problemas e prontas para se prejudicar e afetar negativamente os outros, por essa razão, sugerimos que faça o teste ao seu relacionamento para ver se está ou não na presença de uma pessoa tóxica e, ao mesmo tempo, se você também sofre com os seus problemas mal resolvidos do passado e acaba por transferi-los para o seu relacionamento.
 
Numa fase inicial, é normal que as pessoas tenham alguns comportamentos que nos chamam a atenção e que se vão desculpando com flores, pedidos de perdão, bilhetes românticos, um convite para jantar e daí por diante, mas ao não tomarem consciência de que se trata de um erro, este irá persistir no decorrer da relação. Cabe a quem é vítima dessas atuações alertar a sua parceria amorosa e mostrar que não aceita e que não concorda com tal atitude, sob pena de a mesma permanecer no desenrolar da relação.
 
Continuar a desculpar alguém que é agressivo num determinado momento, é o mesmo que admitir que a relação se vai processar nesses moldes. Se a pessoa teve esse tipo de comportamento uma vez, deve logo ser chamada a atenção para que não o repita, o mesmo se passa com o ciúme e sinais de posse. Se uma relação termina, isso não quer dizer que não possamos ser mais felizes noutro relacionamento, pelo que não temos de tolerar aquilo que nos causa mau-estar e que não devemos de forma alguma aceitar noutra pessoa.
 
Segundo a psicóloga Soraya Rodrigues de Aragão, há sinais que nos permitem avaliar a qualidade da nossa relação e quando é preciso ter uma atitude, são eles:
 
- a humilhação. Quando uma pessoa deprecia o que o outro faz, não reconhece os seus esforços e tenta colocar o outro numa situação de inferioridade em relação a ele(a), a relação não está no bom caminho. É importante ter em conta que, os extremos não são normais e que ou algo muda, ou a relação não deve prosseguir.
 
- o ciúme. O tipo ciumento excessivo vai procurar assumir determinado comportamentos que devem ser logo cortados no primeiro momento. Uma pessoa ciumenta vai vasculhar os objetos do outro, vai vigiar todos os seus comportamentos, vai querer saber tudo a seu respeito e, normalmente sem qualquer motivo para desconfiar. Fá-lo porque tem esse problema, porque não confia, porque sabe que não é de confiança também. Duvida do outro porque também não acredita em si mesmo. Este tipo de pessoa fiscaliza o telemóvel, mas encontra sempre desculpas para o fazer, tentando sempre disfarçar o seu gesto como algo de normal, o mesmo se passa com os demais objetos. Depois, quando a outra pessoa se insurge, pede desculpa, faz um convite para jantar, diz que a ama e daí por diante.
 
- uma falsa generosidade. As pessoas com perfil abusador, mostram-se muito generosas e afáveis, mas isso não passa de uma estratégia para levar o outro a fazer o que pretende que é conhecer as fragilidades do outro. Estas vulnerabilidades poderão ser utilizadas contra a pessoa no momento certo, por isso, não confie nesta forma de agir e duvide dos excessos de simpatia e de disponibilidade.
 
- dizer que o outro está louco. Para ter razão, a pessoa com perfil abusador tende a dizer ao parceiro que ele está a perder faculdades e que não está bem, por isso não se recorda da realidade e do que aconteceu. Além disto,  faz-se de vítima, fazendo o outro sentir-se culpado diante das situações que geraram o conflito e acaba sempre por sair inocente da situação.
 
- tende a controlar a vida social do parceiro. A pessoa com perfil abusivo tende a controlar tudo na vida da pessoa que está ao seu lado precisamente para que esta nunca se sinta independente e capaz de se afastar, pelo que o segredo é manter sempre essa margem de conforto e de segurança para evitar uma relação desse tipo. Tenha em mente que este tipo de pessoa “altera-se” com o diálogo. Não quer conversar, muito menos esclarecer os problemas e conflitos, pelo que, normalmente não consegue manter uma relação estável e duradoura, pois as relações evoluem com a transformação resultante da conversa, da cedência e da aceitação de parte a parte.
 
- uma pessoa que não assume as suas falhas. Estas pessoas não querem discutir os problemas porque isso iria implicar ter de assumir erros. Normalmente depositam as culpas no outro, carregam-no desses defeitos e seguem a sua teoria inalterada. Quando o outro insiste, dizem que estão a “perder a cabeça” e aí começam as ameaças. Não tolere este tipo de situação. Quando as pessoas não se entendem e não se respeitam, cada uma deve seguir o seu caminho.
 
- promete sempre que vai mudar e apenas muda muito de opinião. Estas pessoas prometem que vão mudar e mostram um falso arrependimento, mas na realidade, nunca mudam, nem alteram a sua conduta, já que isso implicaria terem de seguir outra linha, mudar de opinião e de postura face a si mesmos e aos outros. Estas pessoas não querem assumir as suas falhas, logo não se assumem, como tal, reproduzem sempre o mesmo padrão, mas com estratégias diferentes para enganar o outro e o iludir de que estão diferentes. Deixam por exemplo de fiscalizar o telemóvel por algum tempo, mas acabam por encontrar outra forma de controlo, indo ao emprego, controlando as saídas e daí por diante.
 
Neste ponto é fundamental realçar que, não existe um relacionamento sem conflitos, muito menos duas pessoas tão parecidas que quase que concordam em tudo. Existe sim, um bom nível de entendimento entre as duas partes, o respeito necessário para falar e para ouvir o outro, a compreensão para que ambos sintam mais confiança e proteção de parte a parte.
 
As discussões, quando acontecem, devem sempre objetivar um ponto de encontro para o diálogo e o crescimento do casal. Ambos devem ter em conta que, nem todos os momentos são positivos para falar sobre alguns temas, pelo que devem saber escolher a melhor altura para abordar o outro. Também é de reter que, quando ambos se sentem compreendidos, não há segredos porque há respeito, entendimento e capacidade de se colocarem um no lugar do outro.
 
Quando se deixam arrastar muitos problemas sem o importante diálogo entre os parceiros, a relação comece a regredir em vez de progredir, o mesmo se passa quando há falta de sinceridade entre os membros do casal.
 
Para terminar deixamos-lhe a questão: se não há disponibilidade para estar com a outra pessoa, para lhe abrir o nosso coração e para sermos honestos e verdadeiros, para quê arrastar a situação? Apenas acarretam problemas e sofrimento de parte a parte. Vale a pena? Certamente que o/a leitor/a sabe a resposta.
 
Fátima Fernandes
 
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