Economia

Sindicato diz que trabalhadores do Praia da Lota Resort estão a ser alvo de "repressão patronal"

Os trabalhadores do Praia da Lota Resort, na Manta Rota, Vila Nova de Cacela, estão a ser alvo de repressão patronal por terem participado ontem num plenário.

 
Segundo relata o Sindicato da Hotelaria do Algarve, depois de terminado o plenário, "os funcionários foram chamados um a um à direção da empresa para serem informados de que os seus contratos não seriam renovados por terem participado na ação sindical".
 
Em comunicado, os sindicalistas descrevem que uma das empregadas, "contratada no dia 3 de junho, que ainda estava no período experimental, foi imediatamente despedida, num quadro em que o número de empregadas de quartos é alegadamente insuficiente para fazer face à quantidade de trabalho a que é preciso dar resposta".
 
Outras empregadas de andares, em que o prazo dos contratos terminam nas próximas semanas, foram, segundo a mesma fonte, "informadas de que os seus contratos não serão renovados por terem estado presentes na reunião de trabalhadores".
 
Para o Sindicato da Hotelaria do Algarve, esta situação configura "numa grave violação dos direitos dos trabalhadores", como o direito à liberdade sindical e à atividade sindical na empresa, consagrado no Código do Trabalho e na Constituição da República Portuguesa, tendo solicitado a intervenção urgente da Autoridade para as Condições do Trabalho.
 
No seguimento do plenário, onde foram discutidas propostas para melhorar os salários e as condições de trabalho, o sindicato irá solicitar ainda uma reunião à direção da empresa com vista a alcançar um acordo que se traduza "numa melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores", assinala.