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Sofre da Síndrome da “Péssima Mãe”? Este artigo é para si.
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A sociedade mudou muito nas últimas 4 décadas e, com essas alterações, deparamo-nos com um novo papel da mulher na vida pessoal e em sociedade.
 
A mulher atual é o produto de mães que ainda estavam em casa a cuidar dos filhos e cujas lides domésticas lhes preenchiam os pensamentos. As mulheres do passado recente faziam pequenos trabalhos para fora e não precisavam de gerir uma carreira, horários fora de casa, tal como se preocupavam pouco com a sua imagem, com idas ao ginásio e daí por diante. É natural que a mulher de hoje pense muitas vezes nisso como termo de comparação e se sinta mal com as opções que faz porque tem dificuldade em saber o que está certo e o que está errado.
 
Muitas mulheres sentem-se tão mal que acreditam não conseguir ser boas mães por estarem envolvidas em projetos profissionais, por quererem manter as suas amizades e um casamento estável. Na realidade, são muitos desafios para uma mesma pessoa e, o primeiro conselho que se deixa desde logo é que, não é de uma “supermulher” que se trata e que as conquistas têm de ser aos poucos. Podemos ter tudo, mas talvez não ao mesmo tempo. Se pensarmos bem, talvez não precisemos de tanto para sermos felizes, precisamos do essencial para termos qualidade de vida, harmonia e felicidade.
 
No seu livro "A Fórmula da Felicidade", Stefan Klein não tem dúvidas de que somos muito mais felizes com menos e a lutar para conquistarmos mais um pouco, alimentando o desejo de procurar ter algo mais; o passo seguinte. Quer isto dizer que, se coloca de parte a ideia de ter tudo ao mesmo tempo e de trabalhar para o excesso.
 
Está inclusivamente provado que os ricos não são mais felizes que as pessoas que têm o mínimo de conforto e bem-estar, isto porque lhes falta esse alimento da procura, do alimento diário e o passo seguinte. Nesse sentido, talvez possamos pensar de um forma mais moderada que nos permita alimentar a vontade de ter um pouco mais, de sermos melhores com a aprendizagem e de nos sentirmos a progredir nas mais variadas áreas de vida.
 
Igualmente está provado que a felicidade mão é o oposto da infelicidade e que se encontra no prazer em estar e partilhar a vida com outra pessoa. Nesta dimensão, talvez andemos demais fora de nós mesmos quando precisamos de fazer o inverso que é estar com aqueles que amamos, conhecermo-nos melhor e desfrutarmos de momentos de felicidade quando estes nos são proporcionados pelas escolhas que fazemos.
 
Em vez de a mulher se preocupar tanto em cumprir metas sociais, tem de se concentrar nas suas próprias metas e, um dos segredos é dividir a educação dos filhos com o pai. Um casal que divide as tarefas e que se entende no mundo doméstico é muito mais unido e feliz, por isso, façam os planos em conjunto, gozem de momentos de prazer em família e não se preocupem tanto com o que a sociedade pensa.
 
O problema da Síndrome da Péssima Mãe é que a mulher meteu na cabeça que tem de fazer tudo o que a sua mãe fazia de melhor, mais aquilo que a mulher moderna sem filhos tem de fazer, mais aquilo que uma mulher casada tem de fazer e, ainda por cima tem de ter os filhos mais educados e inteligentes do mundo!
 
Impossível! Ninguém é capaz de dar resposta a tudo isto ao mesmo tempo. Para superar a Síndrome da Péssima Mãe, o segredo é começar por uma ponta. O casal tem um filho em comum, logo divide as tarefas, os afetos e os planos de vida em conjunto.
 
O filho será sempre o produto da educação dos dois, mesmo que o casal esteja separado, pois devem manter a necessária amizade para poderem orientar o filho.
 
A mulher não tem de fazer tudo o que fazia antes de casar e antes de ser mãe. A idade é outra, as responsabilidades são outras e o tempo tem de ser muito bem gerido. Mais do que andar preocupada em ter de ouvir as conversas da amiga que está triste, talvez hoje precise de dar mais atenção ao seu marido ou ao seu filho. Marque para outro dia e não se sinta culpada por isso.
 
O mesmo se passa com aquele amanhecer em que o filho está com febre, que ficou com uma ama porque os pais têm de ir mesmo trabalhar. Encontraram uma solução positiva para o vosso filho, ele fica bem acompanhado, está medicado e, mais tarde voltam a fazer o ponto da situação sem culpas porque fizeram o melhor que podiam.
 
Num outro dia, organiza a sua vida e vai beber um café descansada porque o pai ficou com a criança. Sabe que não tem de ir, vai por prazer, porque lhe apetece relaxar um pouco num ambiente diferente e com uma amiga ou colega.
 
O importante é que perceba que tem direito a tudo, mas que não é obrigada a fazer tudo. Da sua responsabilidade depende a sua qualidade de vida com quem ama. Depois tem de responder ao trabalho. Dividem as tarefas da casa. O resto cumpre-se quando houver tempo e vontade.
 
Temos de nos organizar para andarmos mais libertas e com a sensação positiva de que estamos a fazer escolhas inteligentes.
 
As mulheres culpabilizam-se muito porque muitas vezes não sabem o que são as prioridades e acabam por andar sempre frustradas com as suas escolhas.
 
A prioridade é a família, o seu porto-seguro. O resto surge por prazer e quando tem esse tempo para isso. Lembre-se que, se tiver uma vida estável e feliz, educa muito melhor, trabalha muito melhor, dá e recebe mais afeto e ainda é melhor amiga das suas amigas.
 
Uma mulher que conversa com o marido, acaba por desfrutar de mais felicidade a todos os níveis porque se aproxima dele e porque recebem apoio e compreensão um do outro, ao mesmo tempo em que reforçam a intimidade e o prazer.
 
A mulher tem direito ao prazer, à sua intimidade e satisfação com quem ama, essa é mais uma conquista dos tempos atuais que contrasta com o passado. Por isso é natural que goste mais de estar com o seu companheiro do que na esplanada a falar da vida alheia! Reserve-se no direito de fazer o que lhe apetece e quando lhe apetece!
 
É indiscutível que é muito agradável estar com os nossos filhos de pois de um dia de escola e de trabalho e, temos direito a esses momentos. Se não estivermos sempre ligadas ao que nos vão cobrar, acabamos por ter mais tempo e paciência para os nossos filhos. Claro que se tiver uma amiga cheia de problemas a achar que você é a única salvação, não vão conseguir ter essa paz. Seja delicada e mostre-lhe que talvez o ideal fosse procurar ajuda de um profissional, pois essa carência pode precisar de uma intervenção mais cuidada.
 
Claro que a mulher do passado vivia muito mais em comunidade, até porque os maridos estavam sempre fora ou com amigos, por isso, as amigas ganharam um peso enorme na vida feminina, mas a mulher estava mais disponível, o que não é o caso de hoje. A mulher está 8horas fora de casa, quando chega tem de dar atenção ao marido e ao filho, tem as lides domésticas e tem de organizar o seu mundo, por isso, as amigas compreensivas, esperam pelo nosso tempo, as outras terão de compreender à força, pois não nos podemos dividir em varrias mulheres ao mesmo tempo.
 
Se cada uma de nós souber o que pretende para si e quais são os seus focos de interesse, certamente que vamos encontrar a felicidade e o equilíbrio nas pequenas conquistas. Se dermos atenção diária ao nosso filho, acompanhamos a sua educação e processo de desenvolvimento. Se alimentarmos o nosso casamento, vamos manter a nossa relação viva e interessante, se cuidarmos do nosso ambiente doméstico, vamos ter mais qualidade de vida. Se estivermos com o nosso mundo familiar organizado, vamos trabalhar com mais capacidade e dedicação. Esta é a base, depois acrescentamos o que conseguirmos, sabendo que devemos cuidar da nossa aparência, mas que não temos de ir todos os dias ao cabeleireiro ou fazer massagens. Vamos quando podemos e se gostarmos. 
 
Há quem opte por se arranjar em casa e por fazer 30 minutos de ginástica por dia em casa. Uns abdominais e alongamentos ajudam a manter a forma e a relaxar enquanto que o jantar está ao lume, o marido dá banho à criança ou esta vê um pouco de TV. Conversam sobre o dia à mesa e reforçam os laços. No fundo, temos de aprender a simplificar o nosso mundo para dele podermos tirar mais partido sendo que, acima de tudo, é essencial conversar com o adulto que está ao nosso lado. Falar das nossas dúvidas, medos, planos e conquistas, já que isso reforça muito um casamento ao mesmo tempo em que nos permite sentir conforto e bem-estar pelo trabalho que temos diariamente. É a recompensa do dia estar com quem amamos e sentirmo-nos compreendidos. Ao darmos ao outro, vamos também colher essa boa sensação.
 
Fátima Fernandes
 
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