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Somos aquilo que queremos ser
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O nosso cérebro comanda tudo em nós. Por muito que saibamos, parece que temos sempre necessidade de saber mais e de compreender mais o mundo e a nós mesmos.
 
Vivemos em duas grandes frentes: de dentro para fora, com tudo aquilo que somos à nascença, mais aquilo que vamos compreendendo em nós e desenvolvendo e, ao mesmo tempo, recebemos o mundo e analisamo-lo a partir do que somos e sabemos.
 
Claro que, esta é uma forma muito simples de explicar o que é grandioso e altamente complexo, mas na realidade, quanto mais compreendermos as coisas de forma simplificada, melhor nos entendemos no processo e tomamos uma posição.
 
Muitas vezes, perdemos muito tempo com algo tão grandioso que nem chegamos a perceber o que se passa dentro de nós, por isso, a minha experiência pessoal diz-me que o mais fácil é mesmo procurar entender o que é mais pequeno, para depois o poder acrescentar. Se tiver interesse e curiosidade, facilmente procuro a informação mais elaborada, mas para isso, tenho de partir da base: despertar para o tema e tentar aprofundá-lo para melhor o compreender.
 
Nesse sentido, entendo que, temos de formar a nossa estrutura pessoal, etapa após etapa e com a ajuda dos outros. Precisamos de um tempo para nos posicionarmos em nós mesmos e, outro tempo para nos confrontarmos com os outros e, a partir daí, percebemos a nossa base de funcionamento sem grandes complicações e sempre na procura de um equilíbrio.
 
Naturalmente que precisamos de um tempo diário para organizarmos a informação que recebemos ao longo de um dia e nas relações com os outros.
 
Temos um tempo para estarmos bem, um direito de estarmos mais aborrecidos com algo e pensativos, temos direito a gostar de umas coisas e não de outras, de termos a nossa opinião, os nossos medos, a nossa disponibilidade para aprender e para escutarmos os outros e até para decidirmos com quem queremos ou não estar.
 
É tomando consciência de nós mesmos que avaliamos aquilo que dá sentido ao nosso ser e à nossa vida. Aprendemos com os outros, mas adequamos esses conteúdos a nós mesmos e, sempre que nos sentimos “intoxicados”, temos de nos libertar disso, sejam alimentos, pessoas, locais, situações e daí por diante. Quanto mais orientada e equilibrada for essa libertação, mais evoluídos seremos e melhor nos vamos sentir. Na realidade, não gostamos de grandes pressões, razão pela qual devemos procurar as soluções mais sensatas para resolver os problemas. Gostamos de relações equilibradas, pelo que devemos escolher bem as pessoas com quem lidamos, pois relações em que só uma parte intervém, não nos dá prazer nem estabilidade.
 
Não gostamos de lidar com pessoas interesseiras precisamente porque sabemos desse desequilíbrio e, aos poucos, sabemos com quem vale mesmo a pena estar, mesmo que sejam poucas pessoas em nosso redor, mas que sejam relações saudáveis e nessa base de equilíbrio: eu dou e recebo.
 
Com a experiência tenho aprendido que não basta pensar e, num instante as coisas aparecem e desaparecem como nos ecrãs que utilizamos diariamente. Precisamos de pensar e de fazer algo para descomprimir essa energia, seja ela positiva ou negativa.
 
Não é por acaso que me incomodo um bocado com o estilo demasiado sedentário em que vivemos, pois se o nosso cérebro comanda tudo, também nos orienta para a ação, para o movimento, para trabalharmos, para fazermos exercício físico, para passearmos, para estarmos num determinado local e daí por diante. Precisamos de nos “mexer” para podermos ajustar as energias e as informações que o nosso cérebro nos envia.
 
Note-se que, é mais fácil nos irritarmos com um computador do que quando conversamos com alguém ou fazemos ginástica. Tal acontece porque estamos a libertar essas tensões, enquanto que, com os ecrãs estamos condicionados ao que eles nos permitem.
 
Se percebermos que, a verdadeira liberdade reside naquilo que pensamos e na utilidade que damos ao nosso pensamento, não nos preocupamos em prejudicar ninguém porque compreendemos que todos passam pelo mesmo com maior ou menor consciência. Todos somos assim, podemos é não aceitar, não compreender ou não assumir. Se o leitor reparar, terá uma enorme sensação de alívio se, em vez de ficar sentado frente ao televisor depois de uma discussão ou de um momento mais stressante, optar por limpar a casa ou por realizar qualquer tarefa que lhe exija concentração, mesmo que lhe pareça ser um grande esforço.
 
Tal segue a linha que referi da importância de fazermos algo para descomprimir e, podemos muito bem melhorar o nosso mundo exterior cultivando e aliviando o interior. Dessa forma, deixamos de andar tão tensos e, acredito que seremos muito melhores pessoas, pois não andamos a “passar” para os outros aquilo que nos deixa frustrados.
 
Somos todos humanos, todos temos boas e más qualidades, todos temos os nossos interesses, desejos, aspirações e, acima de tudo, vivemos para nos sentirmos bem. Quando temos reunidas as condições para o nosso bem-estar, agimos de uma determinada forma, quando não temos, agimos de outra, pelo que não se pode dizer que alguém é rigorosamente desta maneira ou daquela, simplesmente há pessoas que lidam melhor com os problemas do que outras. Há pessoas que se concentram numa tarefa, que pensam, que escrevem, que libertam essa energia, enquanto que outras precisam de aprender a fazer o seu próprio processo de libertação para evitarem os conflitos com os outros.
 
Somos nós que sentimos a alegria e a tristeza, por muito que a partilhemos, é dentro de nós que tudo se processa, por isso, somos nós que temos de aprender a gerir as nossas próprias emoções e responsabilizarmo-nos pelos nossos atos.
 
Claro que há pessoas que reúnem mais características positivas que outras, mediante a sua educação, percurso e processo de aceitação e compreensão pessoal, mas no seu todo, não se pode afirmar que alguém é “bom” ou “mau” e, os especialistas podem dizê-lo melhor do que eu que apenas apresento a minha visão pessoal acerca do que sinto e observo.
 
Basicamente, o que percebi ao longo do meu percurso é que podemos explicar tudo de uma forma mais ou menos objetiva, mais efémera ou duradoura, pelo que, em cada momento tentamos responder de forma adequada ao que nos surge e, com isso, aceitamos os nossos erros e as nossas derrotas, sabendo que teremos sempre uma oportunidade de fazer melhor se assim o entendermos.
 
Quanto mais soubermos de nós próprios, mais livres, felizes e realizados nos vamos sentir e, acima de tudo, mais prontos estamos para saber mais e para continuar a aprender e a sentir a vida noutra dimensão e com uma sensação de equilíbrio.
 
 
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