Com cerca de 120 quilos, a tartaruga da espécie Caretta caretta foi devolvida ao oceano após um processo de reabilitação desenvolvido no Porto d'Abrigo do Zoomarine Algarve, que procurou reforçar competências essenciais para a sua sobrevivência em ambiente selvagem.
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A operação decorreu a bordo do NRP Oríon, um navio da Marinha Portuguesa que partiu durante a manhã do Ponto de Apoio Naval de Portimão, tendo a devolução sido realizada a cerca de 10 milhas náuticas da costa.
A Molly foi encontrada há cerca de duas décadas na Irlanda, com lesões nas duas barbatanas anteriores. Permaneceu sob cuidado humano no Dingle Oceanworld Aquarium, uma vez que o seu regresso ao oceano foi inicialmente considerado inviável. No entanto, a evolução do conhecimento científico e novas avaliações veterinárias permitiram rever o seu caso e considerar a possibilidade de regressar ao habitat natural. Foi neste contexto que a Molly chegou ao Porto d'Abrigo do Zoomarine, em maio de 2026.
"A reabilitação da Molly foi um processo acompanhado de perto pela nossa equipa, com especial atenção à avaliação e ao reforço de comportamentos naturais essenciais à sua sobrevivência no oceano. Ao longo destes meses, procurámos garantir que reunia as condições necessárias para regressar ao seu habitat natural, respeitando sempre as suas características e necessidades individuais. Este momento demonstra a importância da ciência, do acompanhamento especializado e da cooperação entre instituições na conservação das espécies marinhas", afirma João Neves, diretor de Ciência e Conservação do Zoomarine Algarve.
Fundado em 2002, o Porto d'Abrigo do Zoomarine foi o primeiro centro de reabilitação de espécies marinhas em Portugal, tendo realizado mais de 742 intervenções até ao final de 2025. Em 2026, foi alvo de um investimento de cerca de um milhão de euros na modernização das suas infraestruturas, para reforço da sua capacidade de resposta a processos de reabilitação mais complexos, como o da Molly.