Ambiente

Tavira: DRAP Algarve confirma redução da zona demarcada sob influência da bactéria Xylella fastidiosa

O trabalho de prospeção e amostragem realizado pelos serviços fitossanitários da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Algarve) com a coordenação da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), no controlo da bactéria Xylella Fastidiosa, traduziu-se na redução da respetiva zona demarcada para 1km.

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Segundo comunicado da DRAP Algarve, após o estabelecimento de uma zona inicialmente demarcada e a adoção de medidas de erradicação e de prospeção intensiva na área abrangida, deu bons resultados.
 
As novas análises laboratoriais oficiais efetuadas às amostras colhidas não detetaram a presença de Xylella Fastidiosa em qualquer outro vegetal ou inseto, «pelo que foi possível concluir, com elevado grau de confiança, que a presença inicial da bactéria não deu origem à sua dispersão», lê-se no documento.
 
Em resultado, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária - DGAV publicou recentemente o Despacho n.º 12/G/2022, que determina a atualização da zona demarcada para a bactéria, reduzindo a largura da zona tampão para um quilómetro em redor da zona infetada, na freguesia de Luz de Tavira e Santo Estevão, no concelho de Tavira.
 
A Xylella Fastidiosa é uma bactéria vascular que vive no xilema das plantas, sendo transmitida por insetos vetores. Originária da América do Norte, a bactéria encontra-se espalhada por todo o continente Americano onde se manteve circunscrita até ao seu aparecimento na Ásia, em Taipé em 1994, em pereiras e mais tarde em vinhas. Na Europa, foi detetada pela primeira vez em 2013, em Itália, em oliveiras. Em junho de 2015 foi detetada em França na ilha da Córsega e em outubro na região de Nice.