Há pessoas que têm o roupeiro cheio de roupa, mas vivem uma recorrente sensação de não terem nada para vestir. Segundo a ciência, trata-se de um bloqueio psicológico que precisa de ser trabalhado para que mude alguma coisa na sua rotina.
Os entendidos nesta matéria afirmam que esse bloqueio psicológico que acontece a muitas pessoas, especialmente de manhã, ocorre porque o roupeiro está cheio «com mais capacidade do que aquela que o cérebro consegue suportar, pelo que ocorre uma maior dificuldade de processamento da informação».
Os especialistas destacam que «é fundamental entender a razão pela qual se torna tão difícil decidir o que vestir e que a perspetiva psicológica ajuda muito a esclarecer o que se passa e a aliviar o stress daí resultante».
Importa destacar que a relação com a roupa está diretamente ligada à autoestima e à autoimagem. Quando não nos sentimos bem connosco próprios, isso reflete-se na maneira como nos preparamos para sair de casa e enfrentar o mundo, explicam os entendidos, sublinhando que a escolha da roupa mostra a energia que carregamos ao acordar.
Veja se sente estas emoções ao abrir o roupeiro:
Cansaço invisível
A dificuldade em escolher a roupa é um reflexo direto da fadiga por decisão. Cada escolha que fazemos consome uma pequena parte da nossa energia mental. Quando olhamos para um roupeiro sobrecarregado de roupa, o organismo procura uma solução rápida de modo a poupar energia e «despachar» o assunto, mas essa opção nem sempre nos agrada e gera ansiedade: a necessidade de parecer bem, escolher o melhor, gerir o cansaço e ultrapassar as indecisões.
Na maioria das situações, a pessoa acaba por vestir sempre a mesma roupa ou algo muito semelhante para abreviar o processo e poupar um desgaste desnecessário, o que ainda a deixa mais frustrada porque tem o roupeiro cheio, gastou dinheiro e não desfruta do que tem, para além de se sentir cansada de se olhar ao espelho sempre com a mesma aparência.
Os psicólogos entendidos nesta matéria e citados pela revista «A Mente é Maravilhosa» explicam que a maneira como nos vestimos reflete as nossas mudanças internas e o estado de espírito, logo, a roupa influencia diretamente o nosso comportamento, a forma como nos sentimos e o que projetamos aos demais.
Para que a escolha seja mais simples, é essencial que se adote um estilo que se ajuste mais facilmente ao nosso modo de ser e de estar para evitar desgastes de energia, ansiedade e stress matinais e, ao mesmo tempo, para que nos sintamos mais estáveis e confiantes.
A psicologia da moda destaca a importância de as roupas «falarem» um idioma que consideramos como próprio e autêntico, pelo que é importante procurar um estilo de vestuário cosmopolita que adeque clareza e equilíbrio, e realça a proposta de Pinco Azerbaycan, que se destaca por fundir a tradição regional com a alfaiataria contemporânea.
E reforça que: «quando nos rodeamos de peças de vestuário que combinam elegância e funcionalidade, a mente processa melhor as opções porque ocorre um encaixe natural com o que somos. A dificuldade é só escolher a cor que se quer vestir naquele dia», o que abrevia muito caminho, explica a mesma ciência da moda.
Como simplificar a escolha da roupa na sua rotina diária:
O primeiro passo é reduzir o excesso de decisões e a fadiga mental inerente à dúvida sobre o que vestir. Pondere fazer estes ajustes:
• Planeie o seu visual com alguma antecedência, fazendo-o para vários dias. Desse modo, conseguirá evitar a fadiga mental logo ao acordar.
• Crie uma seleção funcional de peças neutras que combinem bem entre si sem esforço.
• Retire do roupeiro as peças que já não refletem a pessoa que é hoje e deixe espaço para as que se adequam ao seu estilo atual.
• Organize as gavetas por categorias para encontrar as peças com mais facilidade.
Por fim, registe que a roupa deve ser uma aliada do seu conforto e da sua autoimagem, nunca uma fonte de ansiedade e stress, por isso, simplifique a escolha do vestuário, ajuste o mesmo ao seu estilo e não permita que essa tarefa seja uma sobrecarga que lhe retira a criatividade e o bem-estar, muito menos a imagem que quer transmitir socialmente.
As palavras-chave são: organização e simplificação. Não permita acumulações, uma vez que quantidade não é sinónimo de qualidade. Na maioria das vezes, menos é mais. Mais descontração, mais conforto, mais alegria, liberdade, mais poupança, mais satisfação e bem-estar com menos chatices, ansiedade e despesa! Com essa atitude, torna-se mais simples desfrutar mais de cada dia, sentir-se confiante e responder aos desafios, o que é uma importante mais-valia que se afasta da tensão e da fadiga mental de estar sempre sem saber o que vestir.