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Tem “paciência” para os seus filhos?
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Acontece-me estar muitas vezes em locais onde assisto a cenas que me incomodam na relação entre pais e filhos.
 
Apercebo-me de que, muitos pais, não são a maioria, felizmente, apresentam uma profunda falta de paciência para lidar, ouvir e compreender as suas crianças.
 
Se tal acontece com os pais, não raras vezes acontece também com os avós que, devido à sua idade e percurso, devido ao facto de não terem desenvolvido algumas competências também com os seus filhos, acabam por fazer com que as crianças se sintam “chatas”, “aborrecidas” e sem conteúdos interessantes.
 
Tal acontece porque temos dificuldade em “descer” ao nível dos mais novos para tentarmos entender a razão pela qual é essencial brincar com bonecas ou carrinhos, a razão pela qual as histórias são fascinantes na infância e a descoberta do mundo é uma parte essencial do desenvolvimento.
 
Ao falar com outras mães, muitas vezes me dizem que não têm paciência para os filhos porque longe vão os tempos em que tiveram a mesma idade e já se esqueceram, mas afinal que culpa têm os mais novos disso?
 
Muitos dos adultos de hoje, tiveram certamente pais sem paciência porque “a vida era muito difícil” e não havia nem tempo nem sensibilidade para compreender o mundo da criança. Muitos adultos de hoje, acarretam pesos que não lhes pertencem devido a essa falta de entendimento dos pais em compreender que a infância é uma etapa fundamental do desenvolvimento e que, se não temos paciência depois de um dia de trabalho, temos de repensar no nosso papel de pais e pedir ajuda a quem nos possa orientar, pois faz parte do ato de ser pai e mãe ter capacidade para cuidar dos filhos.
 
Compreendo que, depois de um dia intenso de solicitações de vária ordem, em que o dinheiro não chega para tudo, muitos pais e muitas mães queiram somente descansar quando chegam a casa, mas esse é o momento mais aguardado dos filhos para poderem estar na companhia daqueles que são o seu porto-seguro e de quem estiveram várias horas afastados ao longo do dia.
 
Para a criança, a chegada dos pais é um momento alto do seu dia. É nessa altura que lhes querem contar como foi o seu dia, as suas dificuldades e conquistas, como é que resolveram um problema, ou como é que poderão resolver um conflito. Teremos o direito de estar sem paciência para os ouvir? Eles são nossos filhos! Temos de fazer o mesmo esforço que fazemos diariamente para ir trabalhar e para colocar comida sobre a mesa.
 
Com o hábito tudo se torna mais fácil, o problema é que nos habituamos a dizer que não temos paciência como se isso fosse natural e normal, mas não é!
 
Quando se toma a decisão de sermos pais, temos de ponderar, entre outras coisas, a nossa disponibilidade para estarmos com os nossos filhos. Temos de aferir se os avós reúnem algumas condições para nos ajudarem nessa tarefa, porque muitas vezes, a forma como nos tratam enquanto filhos, será muito semelhante àquela que vão reproduzir com os netos e, qual é o valor disso? Se nós temos queixas graves dos nossos pais, vamos deixar os nossos tesouros no mesmo cenário infeliz?
 
Por todas as razões e mais uma, temos de aprender a ser responsáveis pelas nossas escolhas e atos. Muitas vezes contamos com os avós sem sabermos se eles estão disponíveis para assumir essa responsabilidade, sim nem sempre os avós têm vontade de cuidar dos netos e fazem-nos “por obrigação” e com pouco sentimento e vontade. Como os filhos são uma opção dos pais, cabe a estes a responsabilidade de cuidarem o melhor que sabem dos seus descendentes, por isso, esse aspeto também tem de ser tido em linha de conta.
 
Aflige-me sempre muito quando vejo as mães a assumirem sozinhas a responsabilidade dos filhos e, apetece-me sempre perguntar pelo pai…
 
Se percebermos que um casal é responsável pelos seus filhos até que eles sejam independentes e responsáveis pelo seu percurso, percebemos que, uma mãe não pode, nem deve assumir essa condição sozinha, tem de recorrer ao marido ou ao pai quando estão separados e combinam a melhor forma de educarem o filho.
 
Não podemos é, de forma nenhuma, dizer que não temos paciência porque os nossos filhos dependem de nós e temos de encontrar as melhores soluções para resolvermos os nossos problemas.
 
É verdade que, à medida em que os mais novos vão crescendo, vão precisando cada vez menos dos pais, mas até que a sua maturidade se consolide, certamente que teremos de lhes prestar muito apoio, atenção e carinho para que eles se desenvolvam de forma estável, feliz e equilibrada. Vamos então mudar a nossa forma de pensar acerca dos nossos filhos e perceber que, há dias de menor paciência, mas que temos de ir encontrá-la nos bons momentos que desfrutamos com os nossos tesouros. Ter paciência é um ato de amor e carinho que ficará para toda a vida, não se esqueça disso.
 
Os pais que hoje são visitados nos lares pelos filhos, tiveram paciência, atenção e carinho para com eles. Existe uma gratidão que os une e alimenta o que for preciso para que os pais estejam bem na última fase de vida. Pelo contrário, os pais sem paciência, não conseguiram criar um laço afetivo com os seus filhos e estão muito sozinhos no mesmo lar ou em qualquer outro, por que, ao não saberem dar amor, também não o sabem valorizar e receber.
 
Fátima Fernandes
 
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