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Temos de nos responsabilizar por aquilo que dizemos e fazemos
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Todos somos seres únicos e especiais, que integramos o espaço social, ao mesmo tempo em que temos a nossa esfera pessoal, o nosso percurso, o nosso passado, os nossos medos, a nossa sensibilidade, curiosidade, vontade de aprender e daí por diante.
 
Temos de nos assumir enquanto humanos e olhar os demais exatamente na mesma condição, razão pela qual cada indivíduo se tem de assumir como responsável pelos seus atos, seja na sua vida pessoal ou social. Aprender a pensar sobre os nossos atos é a base que nos eleva enquanto pessoas, que nos distingue e nos torna melhores ou piores. Alguém que não mede as consequências das suas atitudes, acaba por andar sempre em contramão consigo mesmo porque está sempre a colher o resultado daquilo que faz, muitas vezes sem se dar conta de que o poderia ter evitado. Torna-se assim fundamental que, cada um de nós aprenda a pensar antes de agir e de reagir, que saiba gerir as suas emoções, dando sempre espaço à razão antes de tomar uma decisão precipitada.
 
Nunca é demais relembrar que somos seres emocionais, mas que não podemos permitir que as emoções tomem conta de nós nas mais variadas situações, sob pena de comprometermos a imagem que temos de nós próprios e que os outros fazem de nós, daí a importância do autocontrole que nos permite distinguir “o certo do errado” nas mais variadas ocasiões. Quem para e pensa antes de agir, vive de forma mais serena, tranquila e feliz porque evita cometer muitas injustiças e erros desnecessários, e colher um enorme mau-estar resultante das opções infundadas e irrefletidas que tomou.
 
Ao mesmo tempo, é imperioso anotar que, temos de ser donos da nossa própria vontade e selecionar os pensamentos que melhor se encaixam em cada situação, já que, confiar naquilo que pensamos e dar como certos muitos dos nossos pensamentos, é ignorar que todos temos memórias, todos temos desgostos, medos, fragilidades, ansiedade e talvez motivos de sobra para reagir de forma negativa a uma determinada situação. No entanto, ao pararmos para pensar, conseguimos encontrar a melhor resposta para a maior parte dos momentos que vivemos no nosso quotidiano, pois no meio da variedade de pensamentos que nos passam pela cabeça diariamente, conseguimos escolher aqueles que menos nos prejudicam, que mais nos valorizam e protegem.
 
Se percebermos que todos temos essa responsabilidade, vamos assumir muito mais os nossos atos, vamos refletir muito mais e evitar muitos conflitos com os outros, já que grande parte dos nossos erros surgem precisamente desses impulsos, das muitas situações que temos registadas na nossa memória e que nos surgem sem um pedido de autorização ou uma garantia de que é a melhor opção para aquele momento.
 
Ser maduro e responsável traduz precisamente este treino diário da nossa capacidade de pensar antes de agir, refere-se à necessidade de sermos mais tranquilos e de não agirmos tanto de forma impulsiva e acelerada. Para tal, precisamos de pensar na vida de forma mais alargada e descontraída, pensar nos outros enquanto humanos e não meros inimigos, pensar que podemos sempre fazer melhor numa próxima vez e perdoarmo-nos quando falhamos, pensar que podemos sempre alterar o desfecho de uma história se nos afirmarmos como seus autores e responsáveis por ela. Muitas vezes é a ideia de que “alguém me há-de ajudar” que nos retira essa noção de responsabilidade, pelo que, só quando percebemos que temos de ser nós a proteger-nos e a reservar a nossa imagem é que valorizamos o facto de não termos reagido de forma impulsiva a um comentário ou numa discussão. As pessoas que aprendem a controlar-se e a gerir as suas emoções, vivem muito mais serenas, livres e felizes, tanto na esfera social como na vida pessoal.
 
Depois, é fundamental ter em conta que, após dizermos ou fazermos algo, já não podemos voltar a trás e fazer de conta que nada se passou. Nós registamos na nossa memória e os outros igualmente o fazem na sua, pelo que, quanto mais atos irrefletidos tivermos, mais dificuldades teremos em conviver com outras pessoas e, sobretudo, em aceitarmo-nos e mantermos a nossa autoestima em níveis aceitáveis, pois os sucessivos arrependimentos provocam mau-estar e um aumento da ansiedade; uma necessidade de fugir dos nossos pensamentos e de querer apagar aquilo que só se pode corrigir com treino e apoio especializado.
 
Partindo deste pressuposto, devemos reservar um tempo diário para nós próprios e tentar perceber como estamos a lidar com as situações do nosso dia a dia, pois só dessa forma podemos pensar na melhor forma de corrigir os nossos erros, preparando melhor as situações em que vamos estar expostos aos outros e a possíveis focos de conflito. É verdade que sempre nos surge algo de inesperado, por isso, a técnica de parar e pensar antes de reagir é a melhor opção a tomar para evitar aquilo que não queremos.
 
O mesmo exemplo processa-se para tudo na nossa vida, pois aqueles que amamos não merecem ser alvo das nossas frustrações e mau humor ou incapacidade para lidar com o que nos aflige. Aos que vivem connosco devemos atenção redobrada, pois é com essas pessoas que nos levantamos e nos deitamos e, será com elas que queremos partilhar a maior parte do nosso tempo de qualidade.
 
Fátima Fernandes
 
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