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Tipo de apego na infância determina qualidade das relações adultas
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Há muito que se relaciona o tipo de apego que se vive na infância com a qualidade das relações amorosas na vida adulta, mas o tema nunca esteve fechado e, os mais recentes estudos parecem ir novamente nesse sentido. Assim, o tipo de apego ajuda a determinar o tipo de parceiro ou parceira que escolhemos para partilhar a nossa vida, a forma como vivemos a relação e até a nossa capacidade de comunicar com a nossa parceria amorosa.
 
De acordo com as conclusões dos trabalhos realizados, a qualidade e a estrutura dos primeiros relacionamentos que estabelecemos com as nossas figuras de referência – geralmente os nossos pais – influenciam significativamente o nosso estilo comunicativo e a qualidade dos nossos relacionamentos na vida adulta.
 
Importa salientar que cada, vez mais os terapeutas de casais consideram o estilo de apego na infância como um fator que determina o tipo de vínculo emocional que será estabelecido na maturidade. Neste sentido, para quem educa, é essencial saber que o pode fazer de uma forma mais orientada e correta, para quem trata, é crucial conhecer os antecedentes familiares de cada pessoa para melhor a poder apoiar.
 
Segundo John Bowlby, o apego constitui os laços emocionais que criamos com as pessoas ao nosso redor ao longo da vida. Tudo se inicia na infância com os pais e depois desenvolve-se com outras pessoas dentro e fora da rede familiar.
 
De acordo com o mesmo autor, o vínculo emocional que criamos com os nossos pais “tem um impacto direto na forma como nos sentimos seguros”.
 
Na mesma sequência, o grau de segurança e confiança que percebemos dos nossos pais “determina o nosso estilo de apego na infância”. Ao mesmo tempo, esse mesmo estilo de apego pode influenciar o tipo de relacionamento amoroso que estabelecemos na idade adulta.
 
De acordo com A Mente é Maravilhosa, reunimos os diferentes tipos de apego e as respetivas explicações para que nos possamos conhecer melhor e, para quem é mãe ou pai, os mesmos podem ajudar numa educação mais segura e confiante.
 
Rafael Guerreiro não tem dúvidas de que, "O apego seguro facilita o contexto apropriado para aprender muitos aspectos da vida e, entre eles, está a regulação das emoções".
 
Este tipo de apego promove relacionamentos positivos e de confiança. Segundo a mesma publicação, a segurança e a confiança são a base do estilo de apego seguro na infância e, “são os nossos pais que nos inspiram esses sentimentos”.
 
Para promover um estilo de apego mais seguro e confiante, os pais têm de entender as necessidades emocionais dos filhos e corresponder da melhor forma possível. Essa dinâmica faz com que as crianças se sintam amadas e protegidas. É um ambiente seguro onde  podem expressar as suas emoções, porque existe um clima de confiança no qual elas podem ser elas mesmas sem medo de rejeição.
 
A Mente é Maravilhosa anota ainda que, quando os pais criam um ambiente de confiança e de segurança, contribuem para que os filhos correspondam a esses imperativos ao mesmo tempo em que aprendem a regular as suas emoções devido ao facto de se sentirem mais estáveis, seguras e confiantes. Estas crianças também serão capazes de desenvolver melhores habilidades sociais.
 
Citado pela mesma fonte, o psicólogo Rafael Guerreiro explica que, “é provável que as pessoas que adquiriram um apego seguro na infância tenham relacionamentos amorosos mais saudáveis e equilibrados”. É também mais provável que confiem no parceiro, evitando problemas de dependência. Além disso, será mais fácil comunicarem e identificarem melhor as necessidades do outro, o que constitui valiosas possibilidades de ajuda mútua.
 
A Mente é Maravilhosa dá a conhecer ainda o estilo de apego evitativo que, tal como o próprio nome indica, produz relacionamentos inseguros e distantes.
 
As crianças que crescem neste estilo de apego sofrem uma rejeição dos pais, pelo que, as suas necessidades não são atendidas adequadamente. À medida em que se desenvolvem, percebem que, os seus pais não estavam disponíveis, pelo que, o seu relacionamento com eles ficou marcado por uma distância emocional associada à falta de disponibilidade. Os pais não estavam lá para apoiá-los e ajudá-los quando elas precisavam, o que acarreta problemas nos relacionamentos futuros.
 
De um modo geral, estas pessoas evitam o contacto emocional e a intimidade com os outros, porque aprenderam que não podem contar com as suas figuras de apego. Têm dificuldade em expressar as suas emoções por medo de sentir novamente a rejeição/indiferença que sofreram com as suas principais figuras de referência. Acabam por formar uma espécie de escudo invisível, construindo uma autonomia aparente com base num conjunto de estratégias que aprenderam pelo medo de serem rejeitadas.
 
Naturalmente que, os relacionamentos amorosos com um estilo de apego evitativo são distantes, já que a pessoa nunca confia na outra. De um modo geral, evita o contacto emocional por ansiedade e medo em relação ao parceiro e a si mesma. Além disso, tem dificuldade em pedir ou aceitar a ajuda de outras pessoas.
 
No caso do apego ambivalente, encontramos relacionamentos instáveis e dependentes.
 
No apego ambivalente, os filhos tiveram pais muito instáveis. Estes progenitores rejeitaram os filhos muitas vezes sem qualquer tipo de consistência dos seus motivos.
 
A publicação da Mente é Maravilhosa ilustra que, esta insegurança faz com que as crianças com esse estilo de apego na infância não queiram explorar o mundo, pois não sabem se as suas demandas serão atendidas em caso de precisarem de ajuda.
 
As pessoas com esse tipo de apego são muito propensas a desenvolver uma dependência emocional, e acabam por aprender a viver os relacionamentos com medo e insegurança. Geralmente têm uma imagem negativa de si mesmas, baixa autoestima e um baixo senso de controle sobre o que lhes acontece.
 
Estas pessoas têm medo do abandono e exigem muita atenção. Precisam que os outros demonstrem constantemente o seu amor.
 
Procurar educar de uma forma segura e confiante é o desejável para todos os pais, já que são muitos os benefícios para o futuro dos filhos, por isso, em caso de necessidade, peça apoio a um especialista, pois pais confiantes são naturalmente muito melhores pais e promovem essa segurança e confiança nos seus filhos. Se sente os reflexos de uma infância negativa, saiba que também deve pedir ajuda, pois certamente que um psicólogo lhe fará o mais correto encaminhamento rumo a uma vida mais feliz e livre.
 
Fátima Fernandes
 
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