Desporto

Trabalhadores do Vilanova Resort prometem "lutar" pelo pagamento dos salários e dos postos de trabalho

Os trabalhadores do empreendimento turístico Vilanova Resort, em Albufeira, estão em luta pelo pagamento dos salários em atraso e pela defesa dos seus postos de trabalho.

 
Segundo refere em comunicado o Sindicato da Hotelaria do Algarve, os trabalhadores concentraram-se ontem, em frente à unidade hoteleira e seguiram depois para a Câmara Municipal de Albufeira, onde uma delegação composta por representantes da União dos Sindicatos do Algarve, do Sindicato da Hotelaria do Algarve e dos trabalhadores esteve reunida com o presidente da câmara municipal.
 
Os cerca de 40 trabalhadores ainda só receberam metade do salário de março, dizem os sindicalistas, "e estão a receber cartas a dizer que já não podem permanecer nas instalações, tendo sido surpreendidos com a troca dos canhões das fechaduras para não conseguirem aceder às instalações".
 
O sindicato tem conhecimento que a empresa accionou o regime de lay-off simplificado de 1 de abril a 31 de maio e que a Segurança Social transferiu o dinheiro para ajudar a empresa a pagar os salários mas os trabalhadores alegam não terem recebido qualquer pagamento desde março. O sindicato já pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho e solicitou reuniões a esta autoridade e à delegada regional da Segurança Social para analisar esta situação. Para poderem receber algum apoio da Segurança Social os trabalhadores suspenderam os seus contratos de trabalho.
 
Os trabalhadores e o sindicato têm conhecimento que existia um elevado número de reservas de clientes para os meses de julho e de agosto que foram recusadas pela administração do empreendimento, que para o sindicato trata-se de uma eventual "estratégia deliberada e ilegal por parte da direção do empreendimento para se livrar dos trabalhadores".
 
Nos próximos dias os trabalhadores irão deslocar-se à Região de Turismo do Algarve para denunciar a situação e exigir a intervenção das entidades oficiais e do governo. O sindicato está também a ponderar fazer uma participação ao Ministério Público para que este averigue da legalidade de toda esta situação e irá fazer uma exposição à Inspetora-Geral da ACT e à Ministra do Trabalho.