Há uma nova exposição para visitar a partir de hoje no Centro de Educação Ambiental de Marim (CEAM), sede do Parque Natural da Ria Formosa e da Direção Regional do ICNF, em Olhão. Chama-se «Ria Formosa» e vem substituir a que estava patente há já 30 anos naquele espaço, numa iniciativa do Turismo do Algarve para promover a mais importante zona húmida do Sul do país.
A exposição recorre a painéis informativos, fósseis e conchas da ria, objetos arqueológicos da época romana e objetos representativos das artes de pesca. A nova exposição é um equipamento estrutural, à disposição dos visitantes do CEAM, espaço que em 2019 recebeu cerca de 35 mil pessoas, entre escolas e visitantes nacionais e estrangeiros.
«O CEAM é um espaço vocacionado para a educação ambiental e um observatório privilegiado dos vários ecossistemas do Parque Natural da Ria Formosa. Era crucial dotá-lo de melhores condições de visitação, melhorando a experiência do turista que assim ficará a conhecer de forma mais profunda e apelativa este importante sistema lagunar do Algarve, que inclui zona de sapal, dunas, pradarias marinhas e grande variedade de espécies de avifauna, peixes, moluscos e crustáceos», referiu o presidente do Turismo do Algarve, entidade responsável pelo financiamento da obra.
Também para o diretor regional da Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve (DRCNF), Joaquim Castelão Rodrigues, «a exposição que agora se inaugura dá a conhecer os vários habitats existentes na área do Parque Natural da Ria Formosa, a sua flora e fauna, compatibilizando a relação das atividades dos homens com a conservação desta natureza prodigiosa. A exposição tem como objetivo o deleite dos visitantes e serve a educação ambiental, constituindo-se como um equipamento cultural raro no Algarve, sendo o único dedicado à interpretação de um parque natural», adiantou.
António Pina, Presidente do Município de Olhão, realçou que a parceria entre a Região de Turismo do Algarve e o ICNF, «é cada vez mais possível e desejável». Lembrou que se no passado o turismo era visto como uma ameaça ao meio ambiente, «a aprendizagem que a sociedade e as comunidades, empresários e dirigentes públicos fizeram nos últimos 30 anos, traz-nos hoje um ponto de muito mais equilíbrio. Há uma realidade substancialmente diferente e esta fusão, entre proteção da natureza e turismo é cada vez mais desejável, até porque os empresários ligados ao turismo entendem que é uma mais-valia, este produto que o Algarve também tem e que complementa o principal produto da região que é o sol e praia, atenuando a sazonalidade».
Depois de percorrer os vários espaços expositivos, o visitante poderá ainda subir a uma torre de observação, de onde se avista a Ria Formosa. Uma experiência que está incluida numa exposição que assinala os 40 anos da classificação da Ria Formosa como Zona Húmida de Importância Internacional e que se insere nas comemorações do Dia Mundial das Zonas Húmidas.
O investimento no centro interpretativo faz parte da aposta do Turismo do Algarve no produto de turismo de natureza e está integrado no projeto Valuetur, aprovado ao abrigo do Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal 2014-2020 (POCTEP).
Mas a renovação da exposição é apenas uma das várias iniciativas já lançadas pelo Turismo do Algarve no âmbito do Valuetur. Com os fundos da União Europeia para a valorização das áreas protegidas, o Turismo do Algarve investiu, em 2020, na aquisição de equipamentos de apoio ao CEAM (painéis informativos, sinalética direcional, mobiliário urbano), na edição de um folheto para o centro interpretativo e ainda na publicação, já em 2021, de três brochuras dedicadas ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ao Parque Natural da Ria Formosa e à Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.
«O turismo de natureza é estratégico para o destino Algarve. Através do projeto Valuetur conseguimos reforçar a nossa aposta neste produto que é cada vez mais procurado pelo visitante nacional e estrangeiro, e que há uns anos já correspondia a um mercado de 22 milhões de viagens anuais na Europa», conclui João Fernandes.
Na inauguração estiveram ainda presentes, José Apolinário – Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve e Nuno Banza do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.