O anúncio do governo britânico sobre a lista verde de países onde é permitido viajar sem restrições, onde se inclui Portugal, tem levado a uma "chuva" de reservas nas unidades hoteleiras do Algarve.
É sabido que os britânicos têm uma predileção pelo nosso país e a prova disso está à vista. Segundo confirmou ao Algarve Primeiro, Elidérico Viegas - Presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), «trata-se de um ótima notícia, porque resulta numa enorme satisfação para os hoteleiros e empresários turísticos do Algarve, com boas expetativas para este verão, uma vez que além do mercado interno, vamos passar a contar com turistas oriundos do nosso maior fornecedor que é o Reino Unido». Apesar da recuperação esperada, o representante da associação diz que ainda não será um ano igual a 2019, «mas seguramente que vai ser um ano melhor que 2020, já que irá juntar turistas portugueses e estrangeiros».
O presidente da AHETA lembra que a oportunidade é para aproveitar, «todos os nossos concorrentes ficaram fora do "mapa verde", como a Espanha, Grécia e a Turquia e isso traz uma vantagem competitiva para a nossa região, ainda mais nesta fase».
A boa notícia era esperada a qualquer momento, pelo esforço dos portugueses nos últimos meses, mas também pelo número de vacinações realizadas em Portugal, contudo, diz ser preciso continuar o esforço de controlar a pandemia, «reduzindo os casos de infeção, com o ritmo de vacinações em alta, num processo que deve avançar o mais rapidamente possível para chegarmos à imunidade de grupo».
Sobre a possibilidade deste verão poder compensar as perdas do ano passado, Elidérico Viegas fala de um cenário pouco provável: «entendo que nessa matéria, o que se perdeu está perdido, convém lembrar que nós estamos há um ano e meio com uma gestão deficitária, entrámos no final do verão de 2019 na estação baixa, apanhámos a pandemia em março e tivemos mais de um ano de gestão deficitária. Temos boas expetativas para a época turística deste ano, por exemplo no ano passado quando os corredores aéreos foram abertos 10 dias, traduziu-se num aumento substancial da procura dos ingleses, é preciso é que os agentes envolvidos no negócio do turismo, transportadores, retalhistas, operadores de companhias aéreas, entre outros, se preparem rapidamente para responder às solicitações, porque da parte dos hotéis e empreendimentos estamos preparados para receber turistas até ao limite da nossa capacidade», confirmou.