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Uma relação evolui quando os parceiros estão na “mesma linha”
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Decidir qual é a “pessoa certa” para a nossa vida não é uma tarefa fácil, sobretudo porque muitas vezes iniciamos esse desejo sem termos a maturidade necessária para nos conhecermos bem a nós mesmos e saber aquilo que temos para dar ao outro.
 
É por isso que, na posição dos especialistas na área conjugal, é importante conhecer pessoas, conviver e namoricar para nos conhecermos melhor e para aos poucos, irmos definindo quem melhor se encaixa no nosso modelo de vida.
 
Sem esquecer que, “o casamento não tem de ser para sempre” e que os parceiros podem sempre evoluir e tomar rumos diferentes, quando se faz um plano de vida a dois deve-se acreditar que é duradouro e prazeroso para ambos. Quando tal não acontece, é importante mudar, identificar as falhas porque, mesmo que ocorra a separação, é fundamental saber aquilo que se pode melhorar na relação seguinte. É assim que se constrói a vida, com tentativas e erros, mas sempre com a necessidade de aprender e de melhorar.
 
Uma coisa é certa, jamais vamos encontrar uma pessoa igual a nós, pelo que teremos sempre de aprender a lidar e a gerir as diferenças e, é nesse sentido que este apontamento procura ajudar.
 
Quanto melhor nos conhecermos, mais facilmente saberemos quem é a pessoa que melhor se encaixa nos nossos valores, gostos e preferências e aquilo que seremos capazes de abdicar para que a nossa relação progrida num sentido positivo.
 
Uma pessoa que tem o sonho de se casar pela igreja, terá mais dificuldade em aceitar a oficialização do matrimónio sem ser por essa via, pelo que, idealmente deverá interessar-se por alguém com um gosto comum ou que esteja disposto/a a aceitar esse desafio. Também pode ocorrer que, a futura noiva abdique desse desejo e que, juntos encontrem uma alternativa que os satisfaça, mas isso vai sempre depender da capacidade de negociação do casal.
 
Este exemplo demonstra bem que, para sermos felizes numa relação temos de saber aquilo que queremos e aquilo pelo qual estamos dispostos a abdicar para nos entendermos com outra pessoa, pois é dessa negociação que resulta uma relação duradoura e feliz. Uma pessoa que queira impor as suas ideias e valores ao outro, terá muitas mais dificuldades em ser aceite porque, forçosamente a outra pessoa irá resistir e aí começa a guerra!
 
Depois, também é fundamental entender que, todos precisamos de um tempo para elaborar aquilo que aprendemos. Quer isto dizer que, o parceiro ou a parceira até pode vir a acatar a nossa proposta desde que tenha a necessária liberdade para pensar nela e ver se lhe faz sentido. Tal acontece com a maior parte das diferenças que separam os casais e, não é por acaso que, muitas vezes se percebe que, quando ocorre a separação é que ambos estariam prontos para recomeçar. Tal ocorre precisamente pela pressão em que os casais vivem, o querer tudo muito rápida e facilmente, o que acaba por impedir a reflexão e o contacto com as dúvidas. Não nos podemos esquecer que, cada um de nós precisa do seu tempo para analisar uma proposta, um assunto, uma dúvida. Quando alguém nos pressiona, temos uma maior tendência para nos afastarmos porque precisamos desse tempo de encontro pessoal. Para que uma relação se mantenha, é fundamental que esse tempo e espaço seja respeitado por ambos.
 
Com este alerta pretende-se recordar que nenhum dos parceiros deve ser forçado a decidir, mas sim, deve-se possibilitar o diálogo para que ambos encontrem os seus pontos de vista. Depois, é preciso dar espaço e tempo para pensar e para que se acertem as ideias separadamente e depois em conjunto.
 
Todos precisamos de pensar acerca do que o outro nos disse ou nos despertou, para tal, é preciso que cada elemento da parceria amorosa tenha esse espaço e tempo para decidir, sem que o outro lhe esteja sempre a cobrar uma resposta. Conversa-se e deixa-se o tempo necessário até que se juntem e voltem a abordar o assunto.
 
É importante realçar que, uma relação se constrói na base do sentimento, mas muito em função da razão. É preciso colocar a inteligência a funcionar para que ocorram as melhores decisões, para que se mantenha o respeito. Não basta gostar de alguém para que uma relação perdure, é preciso que ambos pensem acerca do assunto e decidam em consciência.
 
Um parceiro vegetariano pode muito bem conviver saudavelmente com alguém que não o seja se ambos se respeitarem, se tiverem muitos outros pontos em comum. Nessa condição, o estilo de alimentação não constitui uma barreira para ambos, porque gostam de muitas outras coisas e aceitam escolher melhor os restaurantes quando vão sair. O mesmo se passa com a religião diferente, com a cor política diferente e com a musica distinta que se ouve de vez em quando para agradar o outro. A relação sobrevive quando a cedência é de parte a parte, quando ambos fazem um esforço para agradar ao outro, sem perderem de vista o respeito por si mesmos.
 
Estar na mesma linha traduz projetos de vida em comum. Um casal que tenha muitos pontos em comum, não perderá de vista a sua preferência por um hobby só para agradar ao outro, o problema reside é quando são poucos os pontos em comum, pois basta uma falta de cedência num momento e, a relação começa a resvalar e aumentam as discussões.
 
É fundamental a maturidade e a responsabilidade para que o casal esteja “na mesma linha” de orientação, pois será dessa forma que “um não” poderá não comprometer a felicidade e o bem-estar da relação.
 
Na terapia de casal, o técnico empenha-se em perceber o que se passa com o casal, em que pontos estão a divergir e como se podem encontrar, no entanto, há casos em que são mais as diferenças que as afinidades e a relação acaba por não resistir. Quer isto dizer que, quanto mais pontos em comum tivermos com outra pessoa, melhor nos correrá a vida, será mais fácil resolver os nossos problemas e, como diz Joe Vitale na sua obra Fator Atracão, «mais seremos capazes de atrair sorte porque a vida flui no mesmo sentido». Quando o casal tem um foco semelhante em muitos aspetos, isso quer dizer que a vida lhes será facilitada, pois trabalham para o mesmo objetivo, divertem-se em conjunto, planeiam ter filhos em conjunto, constroem uma casa e tudo o que desejarem em comum.
 
Quando um casal não está na mesma linha de orientação, qualquer diferença é suficiente para fazer “beliscar” a relação. Basta para isso que tenham muito pouco interesses em comum, um ideal de vida oposto, valores opostos e que só se entendam por exemplo na sexualidade. Esta relação terá de ser trabalhada para que se encontrem mais afinidades. O mesmo se passa com o dinheiro. Quando ambos só apostam na aquisição de bens e de mais dinheiro, fica para trás o amor, a noção de família, a diversão e o tal projeto de vida conjunto, pelo que a relação terá de ser trabalhada e, em muitos casos, não há afinidades para além das iniciais.
 
Quer isto dizer que, é importante que sejamos mais maduros e responsáveis para que possamos entender uma relação como um ato de amor, mas também um compromisso para connosco próprios e para com o outro. A compatibilidade acrescenta-se a partir de alguns pontos em comum e não ao contrário. Duas pessoas que são muito diferentes não estão dispostas a ceder só para agradar à outra, pelo que, mais cedo ou mais tarde, ‘virá a lume’ a sua frustração e excesso de entrega a alguém. Magoamo-nos quando entramos nessas relações, pelo que, mais vale conhecer melhor as pessoas antes de nos expormos ao sofrimento desnecessário.
 
Fátima Fernandes
 
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