Sociedade

Universidade do Algarve quer novo 'campus' de Portimão ecológico e "sem muros"

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
A Universidade do Algarve (UAlg) pretende construir o futuro ‘campus’ académico de Portimão, enquadrado num conceito “sem muros” e adaptado às alterações climáticas, defendendo um espaço aberto que funcione como extensão da malha urbana, foi hoje anunciado.

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A ideia foi transmitida na semana passada durante uma reunião entre uma equipa reitoral e o executivo da Câmara de Portimão, anunciou a UAlg em comunicado.

O encontro visou “consolidar a articulação do plano estratégico UAlg Horizonte2030 e o Plano Diretor Municipal”, no âmbito da construção do novo edifício do ‘campus’ do barlavento, num investimento de cerca de oito milhões de euros, com conclusão prevista para 2028.

O desafio de construir o espaço académico “sem muros” é o de promover a circulação livre, convivência e ligação direta à comunidade, em vez de se configurar como um espaço isolado.

Ao propor este modelo, a UAlg pretende afirmar um ‘campus’ que não apenas acolhe ensino, investigação e inovação, mas que também se assume como parte ativa do tecido social, económico e ecológico da região.

O futuro ‘campus’ vai ser construído na zona do Barranco do Rodrigo, num terreno com cerca de 37 hectares, entre a cidade de Portimão e a vila de Alvor.

Segundo a academia, a reunião com o executivo municipal constituiu “um momento importante para alinhar expectativas e identificar aspetos técnicos e operacionais que suportem a próxima fase do processo”.

Ao mesmo tempo, foi analisada a possibilidade de reforçar as respostas de alojamento no concelho, nomeadamente através da criação de uma nova residência para estudantes.

“Este tema é reconhecido como essencial para a atração e fixação de estudantes, integrando uma visão partilhada de crescimento sustentável, melhoria das condições de acesso ao ensino superior e retenção de graduados na região”, destaca a UAlg.

Durante a deslocação a Portimão foi ainda realizada uma visita ao terreno previsto para a construção do ‘campus’, “permitindo avaliar o enquadramento e as condições para a implementação da infraestrutura”, lê-se na nota.

A equipa reitoral manifestou disponibilidade para colaborar no desenho do futuro ‘campus’ e do parque urbano contíguo, defendendo uma solução integrada e sustentável, com qualidade arquitetónica e paisagística, que articule espaços de ensino, investigação e inovação com uma área verde de usufruto público.