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Vamos ler os rótulos dos alimentos?
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A Direção-Geral de Saúde, tem ao dispor da população, um descodificador que se pode imprimir na sua página online, que facilita a interpretação dos rótulos dos alimentos que compramos.
 
Esta informação surge na sequência das muitas dúvidas que os consumidores têm manifestado, além de constituir uma importante ferramenta para conhecer melhor aquilo que compramos e, ainda mais, aquilo que comemos.
 
Da variedade que existe ao dispor do consumidor no mercado, é importante ter em conta que, não é por um produto apresentar uma imagem interessante e colorida, ou por ter um rótulo apelativo que é sinónimo de indispensável ou benéfico para a saúde. Muito mais que a embalagem, é preciso compreender o que está contido no produto que compramos. Para isso, é preciso ler os ingredientes e interpretar, já que, existem muitos que são prejudiciais à saúde e que consumimos sem ter essa perceção.
 
No seu apontamento no programa “Você na TV” da TVI, a nutricionista Iara Rodrigues alerta para a necessidade de lermos atenciosamente a lista de ingredientes que acompanha cada produto, “isto porque é ela quem nos pode ajudar na decisão de comprar este ou aquele artigo”. No mesmo contexto, Iara Rodrigues esclarece que, “Interpretar essa lista é fundamental, pois os três primeiros ingredientes são a base do produto”.
 
Como exemplo, a nutricionista clarificou, “um pão que se diz integral, pode não ter nada de integral na sua composição, pois ao lermos a lista de ingredientes, muitas vezes somos surpreendidos com farinha de trigo, gordura, pastas, açucares, entre outros. Sendo os três primeiros ingredientes da lista desse produto, percebemos que não estamos a adquirir um pão cuja base principal é o centeio ou outro ingrediente integral”.
 
Sabendo da dificuldade em compreender o que se escreve e “as letras muito pequenas que se utilizam para escrever a tal lista de ingredientes”, Iara Rodrigues adverte para a necessidade de utilizarmos o descodificador da DGS para nos esclarecermos acerca dos ingredientes que constituem os produtos. “Podemos comprar o que quisermos; somos livres para fazê-lo, mas devemos saber o que significa cada palavra escrita na lista”.
 
A propósito das bolachas, a nutricionista alerta para mais uma confusão que se tem instalado nos rótulos “sem açúcar” ou “light”, já que esses produtos apenas apresentam uma substituição desses ingredientes por outros ainda mais nocivos para a saúde. “Por norma, os produtos sem açúcar, contêm mais gordura para manter o sabor. Os Light apresentam mais açúcar para que apresentem menos gorduras”.
 
O importante é termos em conta que, “mais vale comprarmos um produto sem qualquer tipo de ‘redução’ e consumirmos de quando em vez e com muita moderação, pois o problema dos ‘light’ e dos ‘sem açúcar’ é que nos dão a ilusão de que estamos a consumir algo mais saudável. Como resultado, comemos muito mais e ‘gato por lebre’, o que em nada beneficia a saúde, muito pelo contrário”.
 
Com os refrigerantes, Iara Rodrigues ainda é mais implacável, “não há sumos ou refrigerantes saudáveis”! A adição de açúcar é equivalente a sete carteiras de açúcar numa lata, o que é altamente excessivo e, ainda por cima de uma só vez. Devemos optar por fazer sumos em casa, com produtos naturais que temos ao nosso dispor e abdicar do açúcar”.
 
Alertando para o problema dos corantes e conservantes, a nutricionista aconselha a que se evitem as embalagens, pois “é nelas que a quantidade desses ingredientes dispara. Basta ler a lista de ingredientes para perceber a quantidade de açucares disfarçados que estão contidos numa simples caixa de bolachas que, em muitos casos, se dizem “integrais”, “light” ou “tradicionais”. 
 
Optar por fazer em casa “é sempre a melhor opção. Comprar os alimentos frescos e confecioná-los é um ponto a favor da saúde, pois mesmo os alimentos que julgamos ‘saudáveis’, nem sempre o são. Temos de ler os rótulos”!
 
Chamando a atenção para os panados de pescada que “aparentemente são muito saudáveis, pois até se podem fazer no forno”, Iara Rodrigues deixa mais uma dica: “na lista de ingredientes ficamos a saber que, só 60% do conteúdo é peixe. O resto são gorduras, corantes, conservantes, farinhas, etc. sem esquecer que, antes de os comprarmos, o fabricante já os fritou, pelo que só é preciso descongelá-los no forno. Perante isto, é mais vantajoso recorrer ao sistema tradicional de comprar o peixe e de o transformar em casa numa receita deliciosa”.
 
A nutricionista reforça que, “temos de ler os rótulos dos alimentos e descodificar aquilo que lá está escrito para termos a certeza daquilo que estamos a comprar e a utilizar nas nossas refeições”. 
 
Iara Rodrigues alerta para a importância de sabermos exatamente aquilo que compramos, já que “muitas vezes vamos por exemplo comprar um pão escuro acreditando que contém determinadas propriedades, ainda assim, quando descodificamos o rótulo, nem sempre encontramos aquilo que nos ‘é prometido’ com o nome do produto”.
 
O mesmo se passa com os mais variados produtos industrializados, cuja composição em muito se afasta daquilo que é saudável, sustenta Iara Rodrigues no mesmo programa televisivo.
 
A nutricionista recupera que, “quando nos apercebemos da composição do produto; aquilo que está demonstrado na lista de ingredientes, muitas vezes, ficamos sem saber o seu significado, razão pela qual, faz sentido ter em conta: os três primeiros ingredientes da lista, são praticamente a totalidade do produto que compramos, os restantes são xaropes, conservantes, corantes, açucares, gorduras e tudo aquilo que o nosso organismo tem muita dificuldade em aproveitar”.
 
O descodificador da DGS está disponível no site e pode ser impresso por qualquer consumidor.
 
Fátima Fernandes
 
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