Em nota enviada à comunicação social, os vereadores do Partido Socialista de Albufeira fazem saber que, por decisão do executivo foi levada a sessão de câmara, a apreciação da prestação de contas referentes a 2019.
Apesar de não acharem prioritário fazê-lo nesta altura, os vereadores dizem ter detetado que a execução orçamental de 2019, manifesta uma taxa de execução de despesas de capital de 14,31%, para uma taxa global de 54,75%, "demonstrando uma total ineficácia na execução do investimento planeado para o ano".
Segundo os socialistas, verifica-se "uma desorçamentação de quase quatro milhões de euros sobre a despesa com a aquisição de bens relativos à água atirando, inexplicavelmente, quase 4 milhões de euros para as Grandes Opções do Plano/PPI, ferindo o rigor que se quer nos orçamentos".
O PS indica ainda que, em 2019, ficaram por construir ou iniciar a construção de lares, habitações sociais e a custos controlados, edifícios escolares e saneamento. "As pavimentações de artérias principais da cidade, bem como a requalificação de algumas zonas degradadas, foram atiradas intencionalmente, para o fim do mandato, quando deveriam ter sido planeadas no início, em função do enorme saldo de gerência existente (oitenta e três milhões de euros) herdado", sustentam os vereadores.
Na mesma nota enviada às redações, lê-se que, pelos motivos elencados, os vereadores do Partido Socialista "não tiveram alternativa que não fosse o voto contra a proposta". Consideram que a solidariedade institucional que se impõe nesta altura de pandemia "não apaga nem resolve os erros e os problemas do passado, que têm afetado o município".