Sociedade

Vila Real de Santo António reforça oferta de habitação acessível com 114 novos fogos

Fotos - Algarve Primeiro
Fotos - Algarve Primeiro  
Decorreu ontem a cerimónia de assinatura das escrituras públicas relativas às 114 habitações localizadas na Rua 25 de Abril e na Rua Sousa Martins, em Vila Real de Santo António, que vão reforçar a oferta de habitação acessível na cidade. A sessão contou com a presença de António Benjamim Pereira, presidente do Conselho Diretivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

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Com um financiamento de 27,2 milhões de euros, a aquisição dos 114 fogos contou com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Cerimónia de assinatura das escrituras públicas

Para António Benjamim Pereira, o PRR tem assumido um papel importante enquanto alavanca do investimento público na área da habitação, considerando que "foi uma espécie de despertar do Estado para um problema grave que tínhamos no país".

O presidente do Conselho Diretivo do IHRU adiantou que o investimento canalizado para responder ao problema da habitação ronda os 11 mil milhões de euros. "Só o IHRU já pagou até à data mais de 1800 milhões de euros, o que quer dizer que já estamos muito para além daquilo que é a linha do PRR", afirmou.

O responsável garantiu ainda que, após o término do PRR, previsto para 31 de agosto, "vai continuar a haver investimento na habitação em Portugal, com outros instrumentos, uma vez que existem verbas já alocadas através do Banco Europeu de Investimento e do Orçamento do Estado". O objetivo, explicou, é que até 2030 sejam concluídas cerca de 75 mil habitações.

Ao Algarve Primeiro, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António adiantou que o regulamento para a seleção das famílias que irão ocupar as habitações será levado esta sexta-feira a reunião de Câmara, seguindo-se a abertura do concurso para que os interessados possam concorrer. "Nós contamos que concorram cerca de 500 famílias, que têm que ter rendimento para pagarem uma renda, porque estas casas são atribuídas para arrendamento acessível", explicou o autarca, estimando que o processo deverá estar concluído até ao final de novembro.

Álvaro Araújo revelou que, ao longo deste ano, alguns eventos e a contratação de artistas ficaram condicionados devido à necessidade de canalizar recursos financeiros para a área da habitação. "Nós tivemos de adiantar cerca de 1,5 milhões de euros, 5% dos 27,2 milhões do investimento total. Depois, o IHRU irá remeter esse valor ao município, após verificar que tudo está de acordo com as regras do PRR e do 1.º Direito, mas foi uma condição que tínhamos mesmo de cumprir", explicou.

O presidente do município sublinhou que existem atualmente cerca de 400 fogos de habitação social no concelho. "Acho que temos a rede fechada e é o suficiente para aquelas famílias que verdadeiramente não têm condições de pagar uma renda acessível, e reabilitámos esses fogos todos. Agora há que trabalhar para a classe média", afirmou.

Após a assinatura das escrituras nos Paços do Concelho, foi realizada uma visita às obras.

O edil falou da necessidade de serem criadas condições para atrair e fixar profissionais no concelho. "Temos investimentos e projetos que precisam de mão de obra qualificada e precisamos de ter habitação a custos acessíveis, não só para jovens, mas também para professores, polícias, médicos e enfermeiros que precisam de ter habitação para trabalhar cá com rendas a custos acessíveis", referindo que é a prioridade da Câmara.

Para o autarca, o próximo projeto passa pela construção de mais 96 fogos na cidade.