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Viver “um dia de cada vez” não é solução para os nossos problemas
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Ouço com muita frequência a expressão de que “temos é de viver um dia de cada vez” para sermos felizes em pleno e, isso deixa-me algo inquieta, sobretudo porque isso traduz uma prisão e um excesso de concentração num determinado tempo.
 
É um facto que temos de aprender a aproveitar cada momento da melhor maneira, mas imaginemos o que é educar uma criança para um dia de cada vez…
 
Acabamos por não a ajudar a construir o seu futuro, a medir as consequências dos seus atos e, ainda mais, estamos a concentrá-la só nas expectativas do presente. Ao mínimo problema, a criança não será capaz de criar soluções.
 
Entendo, pela minha experiência, que temos de ser capazes de percorrer o nosso passado e ver aquilo que já fizemos para podermos melhorar, precisamos de ponderar e desfrutar do tempo presente e, naturalmente planearmos o futuro para que nos possamos libertar das cargas da atualidade.
 
O passado é o que já vivemos e aquilo que sabemos, o presente é a continuidade dessa experiência e daquilo que já reunimos como aprendizagem, bem como o encontro dessa sabedoria com aquilo que queremos e podemos melhorar e, a partir daí, programamos o dia seguinte.
 
É no presente que programamos as próximas férias, aquilo que queremos ser a partir do que já sabemos. Fazemos planos de futuro a partir do presente. É nesses planos que estão os conhecimentos daquilo que já temos e que queremos repetir, tal como a expetativa daquilo que queremos fazer de novo. Ao planearmos o futuro, estamos a dar espaço a novas emoções e a necessária liberdade para nos afastarmos do passado e do presente.
 
Penso que temos de nos ver a nós mesmos nestas três dimensões para que sejamos mais responsáveis pelos nossos atos, mais gratos com as nossas memórias e mais livres para agarrarmos novos desafios.
 
Cada um de nós é único e especial. Para que reconheçamos esse nosso valor, temos de nos situar nestas três dimensões e ousarmos dizer que, “na próxima vez, terei certamente um melhor desempenho”, razão pela qual precisamos do futuro para termos esperança e para nos renovarmos enquanto pessoas.
 
É o futuro que também nos ajuda a criar limites, pois se eu souber que algo correu menos bem, não o vou querer repetir no futuro, mas preciso de acreditar que tenho sempre mais oportunidades para melhorar o que sou e o que já fiz.
 
Se agarrar naquilo que já sei, mais facilmente serei capaz de delinear aquilo que quero saber. É com esta visão de futuro que me preparo para estudar, para aprender, para construir mais e melhor em mim, nos meus descendentes e até tomar uma posição social, pois se eu souber que quero viver numa sociedade melhor, ajudo a construí-la noutro sentido com os meus atos e com a educação dos mais novos. Serei mais competente enquanto pessoa e enquanto profissional para que possa apreciar melhores resultados.
 
Se estiver adstrita ao presente, perco estas capacidades de ver a vida de forma mais criativa e alargada. Se me perder no passado, naturalmente que não serei capaz de aproveitar cada momento do presente.
 
Penso que precisamos de aproveitar estas potencialidades do nosso cérebro e, tal como condeno que nos percamos demasiado em memórias, não posso concordar que nos fixemos de tal forma no presente que percamos um outro conjunto de potencialidades que nos tornam humanos.
 
Acima de tudo, devemos ler, aprender e saber mais para que possamos decidir a melhor forma de nos posicionarmos no mundo. Somos sempre produto das nossas experiências e, influenciados pelos nossos valores e crenças, mas podemos dar sempre um novo sentido ao que aprendemos, podemos sempre alterar algo que nos inquieta, temos sempre capacidade de encontrar novas respostas e soluções para os nossos problemas, basta que queiramos e que tenhamos essa abertura, essa liberdade de pensamento para analisar e procurar novos conteúdos.
 
Não temos de nos fechar numa ideologia só porque alguém disse que é “milagrosa”. Temos mente para pensar e decidir, temos liberdade para criticar e escolher o que mais se adequa a nós em cada fase de vida.
 
Acima de tudo, todos queremos ter cada vez mais momentos de felicidade. É isso que nos orienta e motiva para viver, por essa razão, não podemos fixar-nos numa só vertente e comprometer as outras que são essenciais para essa equilíbrio e bem-estar.
 
Alguém que só se concentra no que de menos bom lhe aconteceu, está a perder uma oportunidade de fazer melhor. Ao mesmo tempo, alguém que julga estar sempre certo em tudo o que faz, não se está a dar oportunidade de fazer melhor e diferente. Precisamos desta abrangência para nos conhecermos melhor, para nos aceitarmos enquanto pessoas e, seguramente para nos sentirmos a evoluir e a fazer mais e melhor.
 
Não perca a oportunidade de se analisar como um todo, que é o mesmo que dizer, como Pessoa e, já sabe, terá mais razões para ter momentos de felicidade!
 
Fátima Fernandes
 
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